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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

AQUI NA TERRA NÃO ESTÃO JOGANDO FUTEBOL


Para os fanáticos por futebol, daqueles que não tiram o olho da televisão nem diante dos “menos piores” momentos de jogos da Série D do Campeonato Brasileiro, poder assistir a um Flamengo x Fluminense numa quarta feira gelada é um presente dos Deuses da Bola.

Mesmo que a partida seja valida pela ainda incipiente Copa Sul Americana, torneio meia boca que reúne as sobras de times da Copa Libertadores, Fla-Flu é sempre Fla-Flu, um clássico do futebol carioca.

Jogo às 10 da noite para não atrapalhar a novela Caminho das Índias, que o filé da programação da Rede Globo, lá estamos nós de olho da tela enquanto aqueles dois times de camisa rubro-negra e camisa tricolor, de tantas glórias e tradições, pisam o gramado do Maracanã, símbolo maior da paixão brasileira pelo futebol.

Dois times que já ostentaram craques/e ou ídolos de antologia: Dida, Zizinho, Zico, Junior, Leandro, Doval, Bebeto e Romário pelo Fla; Castilho, Tim, Gerson, Rivelino, Assis, Washington e Romerito pelo Flu.

Pois não foram necessários nem dez minutos de jogo para que qualquer resquício de encantamento, se é que ele ainda existia, fosse para o vestiário.

O que se viu num Maracanã merecidamente vazio foi o retrato do festival de mediocridade que assola o futebol brasileiro, que exporta seus melhores valores para a Europa, manda os medianos para países da periferia da bola e deixa aqui quem não consegue transferência ou resolve voltar. Tão raros que dá para contá-los nos dedos da mão de Lula, com o perdão da piada politicamente incorreta.

Foram noventa e sete minutos de tortura (o juiz ainda teve a coragem de dar sete minutos de acréscimo), com a bola sendo maltratada por jogadores que em tempos nem tão remotos assim não engraxariam nem a chuteira de um Zico ou um Gerson.

Ou será que alguém colocaria pernas de pau como Willian, Everton, Denis Marques, Fierro, Zé Roberto, Kieza, Conca, Fabinho, Cássio e Diguinho no seu álbum de figurinhas ou no time de futebol de botão?

Num Fla-Flu que poderia muito bem ser receitado como remédio infalível contra a insônia, não se viu uma jogada de efeito, um drible desconcertante, um passe magistral ou mesmo a mais rudimentar organização tática.

Apenas correria, chutões, simulações de faltas, passes errados e a pobre da bola sonhando em receber um afago. Coitada, ficou no sonho…

O placar de 1×1 refletiu o que foi o jogo. O gol do Fluminense foi marcado após um pênalti inexistente. O do Flamengo, numa jogada em que Denis Marques tentou chutar para um lado, a bola bateu num zagueiro do Flu, num atacante do Fla e foi cair dentro da meta..

O típico gol de sorte, obra do acaso.

Sorte, acaso é conseguir assistir a um jogo de futebol no Brasil em que, encerrada a partida, a gente diga: “que pena, acabou”.

Porque a regra, para quem agüenta assistir até o apito final, é “ufa, acabou!”.

Em tempo: o futebol carioca está de dar pena, mas o outro jogo transmitido pela Rede Globo, entre Corinthians e Barueri (quem?) também foi um show de horror.

Enfim, ao contrario do que cantou o genial Chico Buarque, aqui na terra brasilis pode ter muito samba, muito choro e rockin roll. E mais ainda, muito axé music, sertanejo e pagode.

Mas, definitivamente, não estão jogando futebol.

PLANETA HOSPÍCIO


Algumas pessoas são tão excepcionais em suas áreas de atuação que somos tentados a perguntar: de que planeta elas vieram?

Pelé, por exemplo, veio do Planeta Bola.
Usain Bolt, do Planeta Vento.
Airton Senna, do Planeta Carro.
Os Beatles, do Planeta Música.
Michelangelo, do Planeta Arte.
Shakespeare, do Planeta Literatura.

Em sendo assim, e ainda que sob uma ótica nem tão excepcional, cabe perguntar: afinal, de planeta, de que galáxia, de que constelação localizada a bilhões de anos luz da Terra veio o senador Eduardo Suplicy?

A cena patética de Suplicy, dono de uma biografia ilibada (a palavra soa tão estranha quanto seu significado para a esmagadora maioria dos nossos políticos), ao exibir um cartão vermelho para o presidente do Senado José Sarney é digna de entrar para o anedotário.

Ou para o compêndio dos melhores (piores?) momentos daquela outrora respeitável e vetusta Casa de Leis, hoje habitada por uma fauna inacreditável que vai de Renan Calheiros a Fernando Collor de Melo, passando por Edmar Moreira, Wellington Salgado e companhia limitada.

O que levou Suplicy, muito provavelmente recém saído de sua nave espacial e alheio ao que está acontecendo à sua volta, ao cometer o gesto simbólico, universalizado pelo cartão vermelho, de expulsar José Sarney do comando do Senado?

Alguém deveria ter avisado ao senador paulista que foi justamente o seu partido, o PT, que há menos de uma semana-luz salvou a pele de Sarney, que apesar dos inúmeros pontapés na ética parlamentar não recebeu sequer um cartão amarelo e continua ai, todo pimpão,como capitão do time dos pesadelos do eleitor/torcedor brasileiro.

Se Suplicy quis produzir uma cena de impacto, realçando para o país sua indignação contra a armação que juntou a base aliada do governo para tirar Sarney do fogaréu, produziu uma cena ridícula, inoportuna e fora de tom, expondo ainda mais o seu partido, com as feridas ainda abertas pela inusitada bóia de salvação que ofereceu ao coronel maranhense.

Foi, a bem da verdade, magistralmente coadjuvado pelo senador Heráclito Fortes, do DEM, que com sua involuntária aparência de humorista de filme pastelão, produziu um daqueles bate-bocas que estão se tornando comuns no Senado.

Heráclito, diante de um Suplicy transtornado, apoplético e atropelando as palavras, só faltou tomar o cartão vermelho das mãos do colega, para entregá-lo ao presidente Lula, que não é mãe, mas foi colocado no meio da pendenga.

Em determinado momento da refrega pareceu que Suplicy, que em tempos remotos foi lutador de boxe, chamou Fortes para resolver a querela fora do plenário. Literalmente “no braço”.

Não chegaram a tanto, mas está faltando muito pouco para que aquele circo descambe para a briga de rua.

Quem sabe um dia, contaminada pelos eflúvios de um hipotético Planeta Vergonha na Cara, a gente não decida dar um Cartão Vermelho para os maus políticos, elegendo pessoas comprometidas com os interesses do Brasil e dos brasileiros.

Pronto, esse texto acaba de ser contaminado pelo Planeta Sonho ou pelo Planeta Delírio.

PASSADO, PRESENTE. FUTURO?


Num momento em que, por conta da disputa eleitoral de 2010, se tenta difundir a idéia de que o governo atual é um equívoco e que é preciso recolocar a Bahia nos trilhos do progresso e do bem-estar social, numa espécie de retomada do paraíso perdido, é de bom alvitre analisar os resultados do estudo anual sobre desenvolvimento dos municípios brasileiros.

O documento, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) é relativo aos anos de 2005 e 2006, não por acaso os dois últimos anos do sistema que controlou a Bahia com mão de ferro por mais de duas décadas e traz números reveladores.

Como uma espécie de corolário das desigualdades sociais, neste período a Bahia apresentou o pior desempenho no comparativo de 2005 e 2006 quando o assunto é desenvolvimento.

Os dados da Firjan, que levam em conta as áreas de Emprego/Renda, Educação e Saúde, demonstram que a Bahia caiu do 18º. para o 22º. lugar em desenvolvimento. Como se fosse possível (e foi) conseguiu-se piorar o que já era ruim.

Revelam mais: 188 dos 500 municípios brasileiros com os menores percentuais de desenvolvimento, 188 são baianos. E mais ainda: quando se considera os 100 piores, a Bahia ampliou de 27 para 34 o número de municípios (34% deles), em comparação com a avaliação anterior.

Se faltava uma espécie de título inglório para simbolizar esse quadro vergonhoso, não falta mais: Santa Luzia, cidadezinha encravada na Região Cacaueira da Bahia, apresenta o pior índice de desenvolvimento do país, superando localidades de estados em que se julgava inferiores à Bahia como Piauí, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará.

Santa Luzia, com seus índices africanos de desenvolvimento é o contraponto com a campeã São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, como índices dignos dos mais ricos países europeus.

Ilhéus e Itabuna também refletem a realidade baiana. Em Itabuna, houve um recuo de 1,5% (sinal de estagnação, o que não é bom). Em Ilhéus, a queda foi de 10%, o que é péssimo.

Um estado em que seus indicadores de emprego/renda, saúde e educação (sentidos no dia a dia pelos baianos e apenas confirmado pelos números) o colocam na rabeira do desenvolvimento brasileiro, não se concerta da noite para o dia ou num passe de mágica.

Os avanços, e eles existem, às vezes demoram para aparecer dada a situação de extrema desigualdade, ainda mais quando se abre mão de obras faraônicas, de grande apelo propagandístico, e se investe em projetos que melhoram a qualidade de vida dos baianos.

Saúde e Educação, além da geração de emprego e renda, devem estar entre as prioridades de qualquer governo que se proponha a reduzir o imenso fosso que separa os poucos muito ricos dos muitos muito pobres.

Que esses dados sirvam de alerta para evitar que o mantra muito bem engendrado e repetido à exaustão, ofereça um futuro que na verdade é a volta ao passado.

Um passado em que o que era cantado em prosa e verso como a terra da felicidade era o reino da desigualdade.

O rei se foi, mas os súditos e candidatos a sucessor estão aí, verdadeiros mercadores de ilusões, vendendo o que nunca entregaram e certamente nunca irão entregar.

NOSSOS COMERCIAIS DE ANTIGAMENTE


Vergonha.
Escárnio.
Desrespeito.
Imoral.
Ignóbil.
Palhaçada!

Será preciso recorrer ao dicionário para buscar palavras que definam a decisão do Conselho de (Falta de) Ética do Senado, que numa sessão que entrará para a história como um dos momentos mais deprimentes da política brasileira, absolveu José Sarney de todas as acusações que lhe eram imputadas. E provas não faltavam para puni-lo.

Por tabela, na mesma sessão absolveu-se também o senador Arthur Virgilio, que no frigir dos ovos pode ser considerado um beato diante dos pecadilhos e pecadões de Sarney.

A atividade política não é necessariamente um convento de inocentes freirinhas carmelitas, mas o que se perpetrou no Senado vai além do aceitável, ainda que nos acostumemos a aceitar tudo, tolerar tudo, numa espécie de anestesia geral que parece contaminar milhões de brasileiros.

A nossa capacidade de indignação tem a duração de um espasmo e depois fica tudo como está.

Os senhores senadores que livraram a cara de Sarney sabiam perfeitamente disso, eles que já deram seguidas demonstrações de desprezo a essa abstração chamada opinião pública.

Passado o estupor momentâneo, cessadas as manchetes, os sarneys virgilios, renans e collors serão esquecidos, até que apareçam outras denuncias, seja armado outro picadeiro, um novo circo se instale, para que de novo, de novo e de novo, acabe o espetáculo e fechem as acetinadas cortinas da impunidade.

No meio de tanta gente que tem folha corrigida em vez do currículo, foi doloroso ver políticos em que se depositava alguma esperança jogarem o que restava de suas biografias na lata do lixo, em nomes de acordos que podem produzir dividendos eleitorais, mas que apenas reforçam o vale-tudo, o poder pelo poder.
Mesmo a custa de proteger um Sarney, reabilitar um Collor, tratar Renan e sua Tropa de Choque como companheiros.

Observando as imagens e as falas daquela quarta-feira indecente, impossível não se lembrar de George Orwell e seu clássico “A Revolução dos Bichos”, um libelo contra um regime pretensamente igualitário que se transforma num regime opressor.

No livro, os bichos, revoltados com tanta exploração por parte do fazendeiro, tomam a propriedade e passam a ser donos de si mesmos, compartilhando tudo o que produzem. Aos poucos, os porcos, que assumiram o comando do movimento, desvirtuam a proposta inicial, vão acumulando privilégios, oprimindo os outros animais, até o ponto em que passam a não apenas negociar como também se comportar como os humanos.

A parte final do livro é antológica: acuados, assustados e esfomeados os animais olham pela janela da casa sede da fazenda os porcos e humanos comendo, bebendo, fumando charutos e rindo.

Naquele momento, já não era mais possível saber quem era porco e quem era humano.

Qualquer semelhança com o que está acontece no Congresso Nacional não é mera coincidência.

BOA IDÉIA

Como este blogueiro também não dispensa uma cachacinha, Lulinha há de entender.

Essa é boa demais, pra deixar de postar.

A senhora sua mãe!


O Congresso Nacional, Senado à frente, tem produzido nos últimos meses não apenas uma sucessão de escândalos, como também uma troca de artilharia pesada e de um nível tão baixo a ponto de corar as dadivosas senhoras e senhoritas que praticam a chamada mais antiga (e nem por isso menos nobre) das profissões.

Como se fossem pouco as denuncias, boa parte delas comprovadas, de desvios de recursos, intermediação de empréstimos consignados, farras com passagens aéreas, recebimento de verbas irregulares, nomeações de parentes e uma lista quase infindável de trambicagens, nossos nobres senadores e deputados estão se especializando em xingamentos em que não param de subir (ou baixar) o tom.

Os telejornais do horário nobre da televisão reproduziram nas últimas semanas, entre outras baixarias, a apoplética agressão verbal do senador Fernando Collor de Mello (é aquele mesmo que dispensa apresentações) contra seu colega Pedro Simon. Collor, com o dedo em riste e os olhos esbugalhados, mandou Simon digerir as palavras da melhor maneira que lhe conviesse.

A tradução livre para essa digressão é… bem, deixemos para lá.

Simon disse que chegou a ter medo de Collor. Medo físico mesmo.

Logo depois, os também senadores Tasso Jereissati e Renan Calheiros (outro que dispensa apresentações) travaram um diálogo duro, em que trocaram afagos do tipo “coronel de merda” e “cangaceiro de terceira categoria”. Tasso chegou a mandar Renan lavar a boca antes de citar seu nome.

Se lavou, não se sabe, mas o fato é que o Coronel de Merda e o Cangaceiro andam se estranhando, enquanto a vida segue e Sarney resiste, amparado por sua tropa de choque e respaldado pelo companheiro Lula, com seu pragmatismo eleitoral levando ao extremo.

Depois que Collor mandou Simon fazer uso nada ortodoxo de suas palavras, depois do bate boca entre Tasso e Renan, depois de inúmeras demonstrações de falta de decoro (o que é isso?) ainda teve mais.

Na última terça-feira, durante o depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, no interminável lenga lenga sobre um eventual e ainda não comprovado encontro com a ministra Dilma Roussef, que a oposição tenta transformar em escândalo de dimensões bíblicas, o bate boca atingiu temperaturas mercuriais.

Lá pelas tantas, um senador, ao assumir que fazia parte da já famosa Tropa de Choque, chamou os colegas de trombadinhas.

E insistiu que ali existiam vários trombadinhas protegendo outros trombadinhas do poder, um eufemismo para ladrão protegendo ladrão.

Xinga daqui, responde dali, retruca de lá e ficou por isso mesmo.

O terrível desse circo em que nós fazemos o papel involuntário de palhaços, é que sempre fica por isso mesmo.

Assentada a poeira, serenados os ânimos, sacramentados os acordos de bastidores, se restabelece a paz.

E os “coronéis de merda”, os “cangaceiros de terceira categoria”, os “trombadinhas” e quetais continuam mandando e mamando.

Puta que pariu!

NOSSOS COMERCIAIS DE ANTIGAMENTE

Pipas no céu, meninos mortos no chão


No romance “O caçador de pipas”, de Khaled Hosseini, os amigos Amir e Hassan, que na verdade são irmãos por parte de pai e não sabem, tem como principal diversão soltar e caçar pipas numa Cabul que aos poucos vai deixando de ser a bucólica capital do Afeganistão, para se transformar num barril de pólvora, que explode primeiro com a invasão dos russos e depois com o fundamentalismo islâmico do Talibã.

Amir e Hassan, enquanto isso é possível, ignoram as bombas, os soldados cada vez mais violentos e as gangues que começam a surgir no caos que se instala em Cabul.

Mais tarde, quando a violência atingir níveis insuportáveis, Amir, o amigo-irmão rico vai emigrar para os Estados Unidos, onde se submeterá ao trabalho destinado aos habitantes do terceiro mundo até se tornar um escritor de relativo sucesso.

Hassan, o amigo-irmão pobre, permanecerá no Afeganistão, vivendo na miséria, até ser executado pelos Talibãs.

Nesses tempos duros, as bombas já terão substituído as pipas nos céus de Cabul.

Na vida real, duas pipas cruzavam os céus do bairro São Pedro, na paupérrima periferia de Itabuna.

Eram empinadas pelos irmãos Walace Rocha dos Santos, de 16 anos, e Weslei Rocha dos Santos, de 15 anos. Uma brincadeira inocente, de dois irmãos adolescentes com uma vida inteira pela frente.

Walace estudava numa escola pública e Weslei havia chegado no dia anterior de São Paulo para visitar a família. Aprovado num teste da equipe juvenil da Portuguesa de Desportos, estava prestes a realizar o sonho de ser jogador de futebol.

Quem sabe, fazer fortuna no mundo da bola e, feito uma pipa bafejada pela fortuna, voar para bem longe da pobreza.

Repetindo a saga de romários, ronaldos, robinhos, todos oriundos da mesma vida humilde, Weslei desejava oferecer uma vida melhor para a família.

Enquanto não iniciava o longo caminho que poderia levá-lo a um time de ponta do Brasil ou do Exterior, soltava pipas com o irmão Wallace.

Itabuna não é o Afeganistão, o bairro São Pedro não é Cabul. A vida nem sempre imita a arte e se repete como tragédia.

Não mesmo?

Tentem dizer isso aos os pais, familiares e amigos de Wallace e Weslei.

Se inexistem os russos e os talibãs violentos, sobram os traficantes e os marginais igualmente violentos.

Sobra a violência que não faz distinção entre culpados e inocentes..

No São Pedro/Cabul, Wallace e Weslei, caçadores de pipas, viraram caça.

Ambos acabaram assassinados com tiros na cabeça, no campinho de futebol, ainda carregando as pipas que antes riscavam os céus.

Descobriu-se depois, que os amigos-irmãos foram mortos por engano.

Os assassinos estavam em busca de dois adolescentes, suspeitos de assassinar um homem envolvido com o tráfico de drogas.

E atiraram friamente, sem saber (nem se importar) que estavam matando os meninos errados.

Nesse imenso Haiti de miséria, exclusão e violência em que se transformaram as periferias das grandes e médias cidades brasileiras, Cabul também é aqui.

Sem pipas no céu, com meninos mortos no chão!

NOSSOS COMERCIAIS DE ANTIGANTE





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