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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

SOB NOVA DIREÇÃO


De forma discreta, a Unime Itabuna, que já foi FacSul e acabou adquirida pelo Grupo Iuni Educacional está mudando de mãos mais uma vez.

Quem assume o controle da faculdade itabunense é o Grupo Pitágoras, que está absorvendo todas as unidades do Iuni no Brasil.

O negócio vinha sendo gestado há pelo menos três meses e se consumou em março, embora ainda necessite de confirmação oficial.

Foi num carnaval que passou


No dia 26 de março, Lula vem a Itabuna inaugurar o gasoduto da Petrobrás e a base de distribuição de distribuição da Bahigás.

Há exatos oito anos, Lula desembarcou na cidade, a convite do amigo Geraldo Simões, para curtir o carnaval antecipado.

Vinha de três derrotas seguidas na disputa para a presidência da república e iria tentar pela quarta vez. Tentou, ganhou, ganhou de novo e se transformou no presidente mais popular na história do Brasil.

Naquele carnaval que passou, quando tudo ainda era esperança, um Lula brincalhão e acessível a todos tomou suas cachacinhas e fumou bons charutos cubanos, dos quais boas e generosas doses e alguns puros foram degustados na companhia deste blogueiro.

A foto, que guardo com carinho nos meus alfarrábios, foi tirada no camarote da prefeitura, momentos antes de uma coletiva à imprensa.

Na conversa eu pedia (ou implorava) para compartilhar o estoque especial de habanos que Lula recebia diretamente de Fidel.

Sem a colaboração de Lula, tive que continuar utilizando expedientes que, nessa Cuba de Fidelito e Rauzito, me tornariam sério candidato ao paredón.

LULA EM ITABUNA E ILHÉUS DIA 26

Está confirmada a visita do presidente Lula a Itabuna e Ilhéus, no próximo dia 26 de março, sexta-feira. Acompanhado da ministra Dilma Roussef e do governador Jaques Wagner, Lula chega a Itabuna às 11 horas, para o início das operações do Gasoduto Sudeste/Nordeste – GASENE, com a instalação de uma base de distribuição de gás natural.

Às 15 horas, Lula, Dilma e Wagber estarão em Ilhéus, onde participam da Crimônia de Abertura do Edital para Licitação da Ferrovia Leste/Oeste e da assinatura de contratos do Programa Minha Casa Minha Vida

Segura o andor, que o santo é de barro


Deve ser disputadíssimo o andor de São José, na procissão de amanhã em homenagem ao Padroeiro de Itabuna.

Em ano eleitoral, choverão candidatos a deputado federal e estadual, um olho no santo e outro no eleitor.

Só se espera que passada a procissão e chegada a eleição, o devoto só dê voto para quem merece.

Epa, esse trocadilho vai para a categoria dos mais infames do ano…

Messilona


Que Robinho e Neymar que nada!

Se tem um time que faz lembrar aquele fantástico Santos dos anos 60, esse time é o Barcelona de Messi, Iniesta, Xabi Alonso, Daniel Alves e Cia.

Tudo bem que Messi não é nenhum Pelé, mas Pelé não conta, porque veio de outra galáxia.

Esse Barcelona nos faz lembrar os tempos em que futebol era arte e não força física.

Um timaço!

O vôo


Em 2004, quando um helicóptero da Petrobrás sobrevoou Itabuna, levando a bordo técnicos e diretores da empresa, prospectando um local ideal para a implantação do citygate do Gasoduto de Integração, a reação de parte da população foi da ironia ao descrédito total.

A implantação do citygate, base de distribuição do gás natural que trafega pelo gasoduto, foi uma reivindicação do então prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, ao presidente Lula.

No calor de uma disputa eleitoral acirrada e num período em que a crise provocada pela vassoura-de-bruxa minava a auto-estima da cidade, o projeto foi encarado por muitos como mera jogada de marketing para angariar votos.

Uma coisa que não iria sair no papel. Ou, a despeito do helicóptero, não iria cair do céu.

Seis anos depois, o gasoduto pode não ter caído do céu, visto que foi implantado sob a terra e é fruto de muito trabalho, mas aquilo que parecia uma promessa inconsistente não apenas está prestes a se tornar realidade; como também pode servir de ponto de partida para a transformação da economia regional.

Na próxima semana, quando entrar em operação a partir de um contrato entre a Petrobras e a Bahiagás, a base de distribuição de gás natural do gasoduto vai, literalmente, abrir a torneira para uma série de oportunidades de negócios.

O gás natural, uma fonte energética mais limpa e mais barata, vai possibilitar a atração de novas empresas, fazendo com que o processo de industrialização, ainda incipiente, seja acelerado. Além disso, a utilização de gás natural pelo comércio, prestadores de serviços e frota de veículos, certamente dará um novo impulso a esses segmentos.

Isso sem contar a utilização domiciliar do gás natural, a partir de uma rede de dutos que será implantada pela Bahiagás. A partir da Central de Distribuição, os dutos se estenderão por Itabuna e chegarão a Ilhéus, Itapetinga, Vitória da Conquista e quase uma centena de municípios das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia, num processo de integração e desenvolvimento conjunto.

E aqui já não está mais se tratando de conjecturas ou suposições e sim de algo plenamente viável, que obviamente não irá se tornar concretizar num passe de mágica, mas demanda trabalho, espírito empreendedor, capacitação profissional, senso de oportunidade e visão de futuro.

Uma oportunidade histórica dessas é para ser aproveitada, priorizando o desenvolvimento sustentável e a divisão justa das riquezas geradas por esse novo ciclo de desenvolvimento que surge no horizonte.

Que, impulsionado pelo gás natural, esse processo seja sólido e duradouro, numa região extremamente penalizada por uma crise que já dura duas décadas e que merece trilhar um novo caminho.

Lula nas alturas


Pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje mostra que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu recorde em março, chegando a 75% de aprovação dos brasileiros, contra 72% em novembro de 2009.

A aprovação pessoal de presidente Lula se manteve em 83%.Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.

DILMA PEDE PASSAGEM


Na corrida pela sucessão presidencial, José Serra caiu de 38% para 35% e Dilma Roussef subiu de 17% em novembro para 30% em março.

Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes, a chamada consulta espontânea, Dilma tem 14% contra 10% de Serra.

Já tem analista político fazendo mágica para explicar que Serra caiu mas não caiu e Dilma subiu mas não subiu.

Foi bom, mas foi ruim

Quem assistiu ao Jornal Nacional da última quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma notícia evidentemente boa, a retração do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um século, em algo não tão bom assim.

Em meio a números expressivos no último trimestre de 2009, com a recuperação da indústria e da agricultura e a expansão do comércio, serviços e construção civil, foi feita exposição de percentuais negativos propositadamente fora de contexto. A um economista respeitado que previu crescimento robusto em 2010, contrapôs-se o inevitável senador José Agripino Maia, do DEM, que obviamente viu o apocalipse na economia brasileira.

Diante de números que apontam que o Brasil sentiu menos os impactos da crise do que potências econômicas como os EUA, Alemanha, Itália, Japão e França, que tiveram quedas expressivas, o JN forçou uma comparação quase hilária com republiquetas como Panamá e Honduras, onde a produção de alguns cachos de bananas a mais já provoca a elevação do PIB.

O malabarismo no principal telejornal da principal emissora de televisão do País, que literalmente brigou com a notícia, está longe de ser algo isolado, um deslize de um editor desatento.

Passado o “foi bom, mas foi ruim” do PIB, o Jornal Nacional daquele dia mostrou primeiro as críticas a Lula por conta de sua posição passiva diante da existência de presos políticos em Cuba e depois, num tom mais acima, o novo escândalo gerado pela revista Veja e prontamente repercutido pela TV Globo e os jornais O Globo, Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo, sobre o suposto desvio de recursos de uma cooperativa de crédito para campanhas eleitorais do PT.

Em meio às denuncias de desvio de recursos, noticiou-se que o presidente Lula comprou um triplex de cobertura à beira mar.

Epa, um ex-metalúrgico comprando triplex de cobertura na praia? Aí tem!

Aí tem e aí vai ter.

Os grandes veículos de comunicação vêm perdendo leitores e telespectadores, perdendo receita e influência sobre a chamada opinião pública.
A distribuição do bolo publicitário do Governo Federal, antes restrita às grandes corporações da mídia, possibilitou a expansão dos sites alternativos da internet e o fortalecimento dos jornais e emissoras de rádio das capitais fora do eixo Rio-São Paulo e das cidades do interior do país.

A mídia está menos hegemônica, menos concentrada. Não se transformam distorções em fatos consumados como ocorria uma década atrás.
Isso é bom para a democracia, mas péssimo para quem controlava a informações como um poder paralelo.

Vai daí que, diante daquilo que os barões da mídia passaram se tratar de ameaça concreta, a manutenção desse modelo por mais quatro anos, com a vitória de Dilma Roussef na eleição presidencial, eles resolveram, mandar às favas o prurido e ir ao ataque.

Alguém acredita que foi só coincidência o surgimento nova denuncia envolvendo o PT, num caso que vem sendo apurado há pelo menos dois anos pelo Ministério Público, ocorrer uma semana após uma pesquisa DataFolha apontar Dilma Roussef em situação de empate técnico com o tucano José Serra?

O que se tem visto são os primeiros foguetes de uma artilharia pesada, mas cuja capacidade de fazer efeito pode se equiparar a de um traque, a exemplo do que ocorreu na campanha presidencial de 2006, com o super dimensionamento de um dossiê idiota e fotos de uma montanha de dinheiro montadas para dar a impressão de que era uma cordilheira de dinheiro.

O problema de entrar dessa maneira numa ainda pré-campanha eleitoral para ajudar na vitória do candidato de sua preferência é perder não apenas a eleição, mas também a credibilidade.

Ou o que ainda resta dela.

Violência sem graça

O humor brasileiro perde um pouco a graça com a morte do cartunista Glauco, assassinado juntamente com o filho, durante uma tentativa de assalto em Osasco, na Grande São Paulo.

Glauco é autor de personagens impagáveis como Geraldão, dona Marta e Zé do Apocalipse, que brotaram na geração que conviveu com o apodrecimento da Ditadura Militar e o renascimento da Democracia

Morte a se lamentar, nessa violência insana que não poupa ninguém.


Engolidores de espadas


O técnico Dunga, da Seleção Brasileira, virou o ano com duas espadas sobre a cabeça.

A presença de Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo se tornara uma espécie de clamor nacional.

O jogador, que já foi considerado o melhor do planeta e parecia ter perdido seu vistoso futebol nas noites calientes de Barcelona, recuperara parte do brilho no Milan. Estava marcando gols e dando muitas assistências, que nos tempos de antanho a gente chamava de passe.

O que Ronaldinho fazia mesmo era se exibir contra times meia-boca, que também existem lá pela Europa. Contra os grandes, sumia em campo, mas para a mídia brasileira tinha ocorrido a improvável ressurreição do craque.

Os dois jogos contra o Manchester United, pelas oitavas de finais da Copa dos Campões, com duas derrotas do Milan, mostraram um Ronaldinho apático, arriscando um ou outro lance de efeito. Um fantasma do fantástico Ronaldinho que encantou o mundo. O Ronaldinho real de 2010.

Outra espada atendia pelo nome de Ronaldo, que igualmente já foi o melhor do mundo, a ponto de se transformar, com justiça, no Ronaldo Fenômeno.

Semi-aposentado, sem mercado na Europa, voltou ao Brasil e contrariando a tese de que iria jogar apenas com o nome, ganhou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil pelo Corinthians, protagonista nas duas conquistas, com alguns lances e golaços que lembravam o Ronaldo do apogeu.

´Tem que ir para a Copa, é indispensável para a conquista do Hexa´, bradou-se pelos quatro cantos do Brasil.

Mas Ronaldo, brigando com a balança (e perdendo quase sempre), fez um Campeonato Brasileiro insosso e começou 2010 como coadjuvante de Dentinho, ora vejam!, que está carregando o Corinthians nas costas na Taça Libertadores, enquanto o astro-mor vagueia em campo.

As espadas se afastam da cabeça de Dunga, a mídia engole o artefato e os Ronaldos vão mesmo ver a Copa pela televisão.

Na mesma linha do festival de exagero que campeia o mundo do futebol, com sua necessidade extrema de criar mitos, vemos agora o endeusamento do time do Santos.

Bastou começar o ano bem, disparar na liderança do Campeonato Paulista e pular duas fases da Copa do Brasil, para que começassem as comparações, primeiro discretas, depois escandalosas, com o Santos do final dos anos 50 e início dos anos 60 do século passado, a maior a mais genial máquina de jogar futebol de todos os tempos.

De repente é como se Robinho, Neymar, André e Ganso fossem a reencarnação de Pelé, Coutinho, Pepe e Mengálvio. Só isso!

E depois dos 10×0 sobre o Naviraiense (quem?), com belos gols e jogadas bonitas, o frisson atingiu níveis que beiram a histeria.

Esse Santos pode até fazer história, mas ainda não ganhou absolutamente nada. E esse Naviraiense (quem?) certamente faria jogos duros com o Itabuna ou o Colo Colo.

Duros de assistir, obviamente.

Menos, gente, menos…





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