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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

A Bahia não precisa de mártires


O assassinato do secretario de Economia Solidária de Camamu, Fabrício Matogrosso, exige uma posição rigorosa do governador Jaques Wagner no sentido de se promover uma apuração rápida e eficiente, que leve aos que atiraram e eventualmente aos que mandaram atirar.

Os cinco tiros que mataram Fabrício tem todas as características de um crime de mando, hipótese reforçada pela conhecida atuação dele em favor de assentados e agricultores familiares na região do Baixo Sul da Bahia; embora também se trabalhe com a possibilidade de uma reles briga de trânsito, o que torna o crime ainda mais tolo.

Uma atuação que certamente gerou descontentamento a muita gente, que ainda se julga nos tempos do coronelismo, da truculência e impunidade.

Um tipo de gente que acredita na violência como única alternativa para rebater eventuais interesses contrariados.

O dado preocupante é que Fabrício é a terceira liderança popular assassinada na Bahia nos últimos seis meses.

Em setembro de 2009, o presidente e o diretor do sindicato dos professores de Porto Seguro, Álvaro Henrique Santos e Elisney Pereira, foram mortos numa emboscada, em plena campanha salarial da categoria

Neste caso, a polícia e o Ministério Público agiram com eficiência e apontaram o envolvimento de policiais militares nos assassinatos e o secretario de governo de Porto Seguro como mandante. Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Não pode ser diferente em relação a Fabrício Montenegro.

O Governo da Bahia precisa deixar claro que os tempos são outros e que não há crime sem punição.

É o único caminho para se evitar uma nova onda de sangue, a exemplo do que ocorreu nos anos 1990, em que 10 profissionais de imprensa foram assassinados, metade deles comprovadamente no exercício da profissão, sem que um único mandante fosse importunado.

No mais, além de apurar com rigor e punir assassinos e mandantes, é garantir a segurança do cidadão, incluindo aqueles que, por idealismo e convicção, arriscam suas vidas para melhorar a vida de pessoas mais humildes.

E que, se pudessem escolher antes que os tiros lhes tirassem a vida, certamente dispensariam a condição de mártires.

Pacto de sangue


Esqueçam a velha rivalidade, as brincadeiras do tipo Papa Jaca x Papa Caranguejo, deixem de lado qualquer tentativa de jogar bonito (se não o fizeram quando podiam sonhar com o céu, porque o farão agora, às portas do inferno), mandem às favas esquemas táticos milagrosos.

Agora, é guerra, garra e nada mais.

No mais do que apropriadamente denominado “Quadrangular da Morte”, que se inicia no próximo final de semana, Itabuna e Colo Colo, lanternas de seus respectivos grupos na primeira fase do Campeonato Baiano (em que seis times brigavam por quatro vagas em cada grupo), lutam apenas e tão somente para sobreviver e escapar da desonra do rebaixamento.

Foram (des)crendiciados para o tal quadrangular por conta de campanhas desastrosas, resultados vergonhosos e trocas insanas de treinadores e jogadores.

Irmanados na mediocridade, caminharam juntos rumo à beira do abismo, do qual tentam agora evitar o mergulho derradeiro.

Neste “Teatro dos Desesperados”, terão a companhia do Ipitanga e do Madre Deus, que também fizeram campanhas horrorosas, com um ou outro resultado expressivo e de resto uma balaiada de gols e derrotas.

Se estão irmanados nessa quase-tragédia, não é de todo equivocado desejar que também estejam irmanados para evitar a tragédia-total.

Daí que, é menos o caso dos ilheenses torcerem pela queda dos itabunenses e vice-versa, e mais o caso de ambos torcerem para que os dois times permaneçam na 1ª. Divisão em 2001, se possível aprendendo com as besteiras de 2010. Os alvos são o Ipitanga e o Madre de Deus.

Uma guerra fratricida entre Colo Colo e Itabuna, pode condenar os dois à degola.

Embora a lógica não seja o forte do futebol, é plenamente possível que Colo Colo e Itabuna vençam Ipitanga e Madre de Deus em seus estádios e consigam pelo menos um empate fora de casa.

Em sendo assim, empates entre ambos no Mario Pessoa e no Luiz Viana Filho podem ser mais do que convenientes para salvar a pele e a honra dos dois, sem que isso implique em qualquer imoralidade ou ausência de fair play.

É isso sim, um pacto de sangue, para evitar que Colo Colo e Itabuna chafurdem na lama da segunda em 2011.

Precisar não precisa, mas

Início da década de 1990, uma quarta-feira à noite, Itabuna e o extinto Serrano de Vitória da Conquista fariam um jogo no Estádio Luiz Viana Filho. O empate praticamente classificaria os dois times para a fase decisiva do Baianão.

Um emissário do Serrano procura o então presidente do Itabuna, João Xavier. A conversa se dá num canto discreto das arquibancadas.

A proposta era simples: os times jogariam à meia-trava, empatariam e ficaria bom para as partes.

Com a seriedade que lhe é peculiar, Xavier disse que não faria aquele tipo de acordo, que não precisava disso para se classificar.

Resumo da ópera: o Itabuna jogou mal, perdeu de 1×0 e na sequência não conseguiu a classificação.

Ou seja, precisar não precisa, mas…

IL SOLE MIO


Neste final de semana, o casal Kiko e Miralva, ele publicitário, ela gerente da Direc 7, inicia uma viagem que inclui um cruzeiro com escalas no Marrocos, Espanha e ilhas do Mediterrâneo e um passeio pela Itália, com visitas a Milão, Verona, Florença, Veneza e Roma.

Viagem mais do que merecida, uma lua de mel para a dupla de enamorados.

PS- Pronto, já garanti a garrafa de Jack Daniels e uma pataca de Cohibas legítimos, que no free shop navio saem baratinhos.

Brincadeira, gente. 20 ou 30 dólares dólares não chegam a abalar o combalido orçamento desse blogueiro. E o velho Jack é tão bom quanto uma cachacinha, vale o desembolso.

Vassoura no forno


Está saindo do forno o primeiro (e, espero, único) livro de autoria deste blogueiro e quase ex-jornalista em atividade.

Trata-se de “Vassoura”, uma série de contos e micro-contos, todos tendo como pano de fundo a vassoura-de-bruxa e seu impacto no cotidiano das pessoas, numa obra de ficção sobre uma tragédia de proporções bíblicas.

O livro deve ser lançado em abril e em breve começo a romaria aos amigos da imprensa, para a devida divulgação.

Nada que mude a história da literatura baiana e mundial, mas “Vassoura”, editado pela Via Litterarum, é um livro gostoso de se ler, disso não tenho dúvidas.

SÍNDROME DE GOEBBELS

Bastou Dilma encostar em Serra e a mídia golpista, sempre a postos, entrar em ação, com mais um escândslo envolvendo o PT.

O modus operandi não muda: a Veja denuncia em manchete de capa, a Globo repercute no Jornal Nacional; e a Folha, Estadão e o Globo requentam o assunto durante vários dias, sempre contando com a inestimável colaboração de um promotor louquinho pelos holofotes.

A propósito, o video sobre Veja, disponível no youtube, dispensa comentários.

A morte é uma criança


Um estudo recente mostrou Itabuna como campeã nacional nas estatísticas de violência e falta de perspectivas para os jovens.

Um título inglório, embora alguns ainda tentem, ao sabor da conveniência, brigar com os números.

E, o que dizer então, quando esses números são reverberados pelos fatos?

Fato 1: Cleiton de Jesus Santos, 16 anos, estudante. Usuário de drogas e com passagem por um centro de recuperação de adolescentes em conflito com a lei. De acordo com os vizinhos, cometia pequenos furtos para manter o vício.

Na noite de segunda feira, ele estava na calçada de uma escola pública do bairro Maria Pinheiro, na periferia de Itabuna, quando foi alvejado com seis tiros, que lhe atingiram a cabeça, o peito, as costas e os braços. Um autêntico fuzilamento.

A polícia trabalha com suas hipóteses: dívidas com traficante ou vingança de alguma vítima de furto.

Os estudantes que presenciaram o homicídio renderam-se à lei do silêncio.

Fato 2: Matheus Domingos de Jesus, 15 anos, estudante. Apesar da idade, era considerado um garoto violento e violento, que impunha medo aos moradores, do bairro onde morava, Ferradas, também na periferia de Itabuna.

A própria mãe de Matheus admite que ele tinha fascinação por armas de fogo.

Seu currículo incluía duas passagens pela polícia, uma por porte ilegal de arma e outra por ameaçar um professor dentro da sala de aula.

Na madrugada de quinta-feira, Matheus estava na porta de casa quando foi atingindo com três tiros no tórax, peito e nas costas. Uma execução sumária, sem qualquer chance de reação.

Testemunhas? Se durante o dia e o início da noite ninguém vê nada, nas madrugadas a cegueira é total.

Em situação normal, Cleiton nos seus 16 anos e Matheus nos seus 15 anos, deveriam estar estudando, sonhando com o vestibular e com um bom emprego, para tocar uma vida decente..

Nas condições anormais, em que a exclusão social joga nossos meninos e meninas para o mundo das drogas e o mundo das drogas joga esses meninos e meninas na roda viva do crime e, não raro da morte violenta, Cleiton e Matheus nem conseguem romper e barreira da adolescência.

A expectativa de vida se transforma em expectativa de morte, que se cumpre com uma precocidade e uma freqüência assustadoras.

Diante de mortes como as de Cleiton e de Matheus, é tolice questionar o título de um campeonato macabro, em que em vez de gols e vitórias se computam mortes e agressões.

É necessário, sim (e o tema aqui tem se tornado recorrente, de tanto que insistimos nisso) que se adotem políticas públicas de inclusão social que ofereçam uma alternativa concreta ao caminho das drogas e da criminalidade.

Na verdade, é o único caminho possível, sem o qual os cleitons e matheus continuarão tombando nos descaminhados da vida.

E da morte.

Canção do Adeus


Colo Colo: 11 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 7 derrotas. 14 gols marcados e 25 sofridos. Último colocado do seu grupo.

Itabuna: 11 jogos, 2 vitórias, 1 empate e 8 derrotas. 7 gols marcados e 16 sofridos. Último colocado do seu grupo.

Esse é o melancólico saldo da participação das duas equipes sulbaianas no Campeonato Baiano de 2010. Mesmo faltando uma rodada para o encerramento da fase de classificação, ambos já estão condenados ao “Torneio da Morte”, que terá quatro equipes lutando não pelo glorioso (nem tanto, nem tanto!) título de campeão, mas para não despencar à mambembe 2ª. Divisão.

Colo Colo e Itabuna, rescaldo de uma rivalidade que hoje nem faz tanto sentido, afundaram abraçados, para desespero de torcedores apaixonados, que costumam lotar o Estádio Mario Pessoa e o Estádio Luiz Viana Filho, na eterna ilusão de que o titulo baiano não é apenas miragem, mas algo possível.

Em 2010, bastaram algumas rodadas para que essa conquista se configurasse como algo absolutamente impossível.

Dessa vez, não houve milagre nem arrancada para a classificação na reta final.

Salvo o triunfo ilusório (e, percebeu-se logo depois, acidental) do Itabuna sobre o Vitória, os dois times regionais amargaram derrotas e goleadas, algumas delas para times ´marca bufa`, numa competição que tem mais desnível técnico do que propriamente nível técnico.

Precisa ser ruim, mas muito ruim mesmo, para conseguir ficar na lanterna num campeonato que tem galinhas mortas do tipo Feirense, Bahia de Feira, Ipitanga e Camaçari.

Colo Colo e Itabuna, irmanados na desgraça, seguiram regiamente a cartilha que leva ao fracasso: trocaram de técnico como certos políticos trocam de partido, montaram, desmontaram e remontaram o elenco ao sabor dos resultados.

Nota zero em planejamento.

Dentro de campo, foi a pasmaceira que se viu, a cada jogo um mergulho rumo ao abismo.

A conquista do título, para Colo Colo e Itabuna foi apenas uma breve ilusão.

Agora é juntar os cacos, arrancar forças do fundo da alma e lutar pela única coisa que lhes resta: salvar a honra e evitar a queda para a Segunda Divisão, essa sombria zona de ninguém.

Na atual conjuntura, é melhor a Canção do Adeus do que a Marcha Fúnebre.

A estrela sobe


Quando Lula tirou da cartola o nome da ministra Dilma Roussef para sucedê-lo na presidência da República, muita gente, inclusive dentro do próprio PT, torceu o nariz.

Parecia um capricho de Lula ou uma jogada do tipo lançar uma candidata para perder e depois voltar nos braços do povo em 2014.

Afinal, que chance teria uma ministra importante, mas desconhecida pela população e que nunca disputou uma eleição diante do tucano José Serra, governador de São Paulo e com várias eleições no currículo?

A resposta parecia óbvia: nenhuma.

As primeiras pesquisas pareciam corroborar a tese da candidata fadada a perder. A vantagem de Serra se mostrava estratosférica, a ponto de poder liquidar a fatura já no primeiro turno.

Seria, enfim, um passeio.

Não será.

Da cartola de Lula saiu não um coelho, desses que ele pretende assar em sua chácara nos finais de semana quando deixar o cargo, mas uma candidata competitiva, com chances reais de ganhar a eleição.

Dilma foi subindo, Serra patinando e eis que a ultima pesquisa DataFolha mostra uma vantagem de apenas quatro pontos percentuais do tucano em relação à petista.

É uma situação de empate técnico, isso faltando sete meses para a eleição.
Ainda que não se possa mensurar o patamar que Dilma pode atingir e a capacidade real de transferência de votos de Lula, é inegável que o apoio do presidente mais popular da história do Brasil pode fazer com ela se torne a primeira mulher a governar o país.

Numa espécie de eleição plebiscitária, que Lula pretende realçar e da qual os tucanos querem fugir como o diabo foge da cruz e alguns políticos em Brasilia fogem de uma câmera, Dilma pode ganhar de Serra, pelo comparativo Lula x FHC, que na percepção popular é francamente favorável ao petista.

Por enquanto, a jogada de Lula tem se mostrado digna de um craque da política. Mas, ainda haverá muito jogo pela frente e o resultado só será conhecido em outubro.

A estrela sobe. As urnas dirão se irá brilhar mais quatro anos.

Dormindo acordado


A placa acima, do site Kibeloco, me lembra um episódio dos primórdios da TV Cabrália, lá pelos idos de 1988.

A gente fazia a transmissão ao vivo do Carnaval de Itabuna direto da praça Adami (naquele tempo o carnaval ainda não era antecipado e nem na Beira Rio), quando lá pelas tantas da madrugada o apresentador (pouparei o nome do companheiro) perpetrou:

-Estamos transmitindo em plena madrugada, mas se você estiver dormindo, fique tranqüilo que amanhã no Jornal do Meio Dia a gente passa os melhores momentos.

E quem dormindo estava, satisfeito ficou por não perder nada dos festejos momescos.





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