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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

W. S. O. e J. S. S.


W. S. O. e J. S. S. não são apenas duas iniciais, embora é melhor que continuem sendo conhecidos assim, para poupá-los de novos constrangimentos.

Porque, de constrangimentos e de privações W. S. O. e J. S. S. já devem estar cheios.

W. S. O. e J. S. S. são feitos de carne, osso e alma.

Talvez mais osso do que carne, talvez nem liguem para essa coisa de alma ou nem tenham tempo para se preocuparem com isso, dadas as necessidades menos transcendentais e mais reais de suas vidas.

W. S. O. e J. S. S. são dois meninos de Itabuna, meninos da Bahia, meninos do Brasil.

Meninos de um mundo absurdamente desigual.

W. S. O. e J. S. S. cresceram num meio em que lhes falta tudo, da comida que sacia a fome aos serviços básicos que garantem uma existência digna.

Integram aquela legião que a estatística aponta como excluídos sociais. Exclusão que uma considerável parte da população brasileira traz no código genético, passando de pai para filho, ainda que seja necessário destacar a validade de programas como o Bolsa Família, porta de acesso para que milhões de brasileiros rompessem a barreira da miséria absoluta e adentrassem, mesmo que de forma modesta, ao planeta cidadania.

Infelizmente esse não é o caso de W. S. O. e J. S. S., detentores da Bolsa Miséria e habitantes do planeta fome.

W. S. O. e J. S. S. são exemplos de que ainda há muito que ser feito, um longo caminho a ser percorrido para que eles e seus colegas de infortúnio deixem de ser apenas estatística.

Ou iniciais que impedem suas identificações.

Poderiam ser Wilson e João, por exemplo, colegas de escola e de time de futebol, filhos de dona Maria e seu José e de dona Antonia e seu Pedro, trabalhadores que moram num bairro onde existe saneamento, lazer, escola de qualidade e posto de saúde que funciona de verdade.

Mas são apenas W. S. O. e J. S. S., que além de engrossarem a estatística da exclusão social, agora engrossam também a estatística de menores que cometem ato infracional.

Na noite de quarta-feira, W. S. O. e J. S. S. foram apreendidos pela Polícia Militar e encaminhados ao Complexo Policial de Itabuna.

O “crime” que eles cometeram: furtar comida, brinquedo e material escolar num supermercado do Shopping Jequitibá.

Para alguns, W. S. O. e J. S. S. estavam pisando no primeiro degrau da escada da criminalidade.

Idiotice pura.
W. S. O. e J. S. S., ao pegarem comida, brinquedo e material escolar sinalizaram apenas as necessidades básicas de que eles foram privados.

Caso efetivamente subam novos degraus nessa escalada infame, a culpa é menos deles e mais de quem deveria zelar para que meninos e meninas como eles tenham presente e tenham futuro.

Um presente e um futuro que lhes está sendo roubado.

Quem é mesmo o ladrão nessa história?

VACONHA


deu no site Radar64, do Extremo Sul da Bahia:

Maconha era misturada com esterco de vaca

A maconha pode estar perdendo qualidade e o usuário consumindo a ‘erva danada’ com um recheio nada agradável: Esterco de vaca.

Foi o que constatou a Polícia Civil de Porto Seguro, ao prender, no bairro Campinho, o traficante paulista Michael da Silva Lopes, 19 anos.

Os agentes encontraram com ele dois tabletes de maconha e sacolas plásticas com as fezes do animal, que seriam usadas para dar mais volume à droga, aumentando, conseqüentemente, o seu lucro.

————

PS- Se você passar ali pela Beira Rio, em Itabuna, e ouvir alguem dizendo “muuuuuuuuuuu”, já sabe o que é…

Os Magníficos, para ver ou rever


Pra quem ainda não viu ou quer ver de novo, a TVE Bahia reapresenta neste sábado, dia 30, às 18 horas, o documentário “Os Magníficos”, uma comovente obra sobre o apogeu, queda e recuperação da civilização cacaueira, com depoimentos que são bem mais do que um testemunho histórico do Sul da Bahia.

Assisti e vou assistir de novo.

É simplesmente imperdível.

Quando os mortos gritam!


Há quatro meses, o presidente da Associação dos Professores de Porto Seguro, Álvaro Henrique Santos, e o diretor da entidade, Elisney Pereira, foram assassinados num típico crime de mando, executados após uma emboscada na zona rural de uma cidade que é considerada por turistas do Brasil e do Exterior como uma versão do paraíso na Terra.

À época dos crimes, a APLB vinha promovendo uma acirrada campanha salarial, com a temperatura dos protestos atingindo níveis mercuriais, numa categoria até então marcada pela passividade e pelo conformismo.

É mais do que real a possibilidade de que Álvaro tenha sido assassinado por conta de sua militância e que Elisney morreu por estar no lugar errado e na hora errada.

O fato é que duas lideranças sindicais foram caladas a tiros, num crime que chocou os educadores e a população, com repercussão em toda a Bahia. Foram inúmeros os protestos cobrando a punição dos responsáveis e desde então a direção da APLB, agora comandada por Jurandir Nascimento, tem promovido uma espécie de vigília permanente para evitar que os crimes caiam na vala comum do esquecimento e engordem a conta vergonhosa da impunidade.

Decorridos mais de 120 dias após o duplo homicídio, se a brutalidade conta os dirigentes sindicais não foi esquecida, paira no ar essa lamentável sensação de impunidade, já que até agora, pelo menos oficialmente, a polícia não tem pistas nem sobre o autor ou autores dos disparos nem sobre quem mandou disparar.

A direção da APLB não dispõe de uma mísera informação sobre o andamento das investigações e em reunião recente com o secretário estadual de Segurança Pública, César Nunes, ouviram apenas que as apurações correm em segredo de justiça e que por isso nada pode ser revelado.

Resumo da ópera: silêncio total sobre duas mortes cujos assassinos e mandantes não podem ficar impunes, sob pena de incentivar novas tentativas de intimidação, repetindo uma prática nefasta que os baianos já sinalizaram explicitamente que não desejam ver retornar.

Ao declarar que “forças políticas conhecidas procuram impedir as investigações e punição dos mandantes e executores dos crimes, mas a sociedade do município e a Bahia não vão permitir que isso aconteça”; o presidente da Porto Seguro, Jurandir Nascimento, revela o destemor dos que lutam por Justiça.

E revela um sentimento que deve ser de todos aqueles que acreditam que a liberdade de expressão, o direito dos trabalhadores às manifestações e reivindicações e a garantia da segurança do cidadão são pilares básicos da democracia.

Uma democracia que dispensa mártires, por desnecessários que eles são num embate que deve ocorrer no campo das idéias e das propostas e não das armas.

Enquanto pairar a impunidade, os gritos de Álvaro e Elisney continuarão ecoando, não necessariamente como um sinal de desespero, mas essencialmente como um sinal de alerta.

Não existem crimes perfeitos.

Já com relação a apurações imperfeitas…

PAR PERFEITO


Depois de dois relacionamentos mal sucedidos, Eliane Almeida de Oliveira era, enfim, o que se poderia chamar, sem o risco dos exageros da paixão, de uma mulher feliz.

Encontrara o amor de sua vida, o que nestes tempos conturbados, equivale a achar na rua um bilhete premiado de loteria.

Aos 42 anos, o caminho de Eliane, então funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e dona de uma empresa de telemensagens (dessas que abarcam de aniversários a casamentos, passando por formaturas, promoções no emprego e outras datas especiais), cruzou com o de Francisco Paulo Lins da Silva, o Chico, de 46 anos.

Pode não ter sido amor à primeira vista, mas pouco tempo depois Eliane e Francisco estavam juntos. A solidariedade, subproduto da paixão, fez com que ela primeiro arrumasse para ele um emprego de motorista na Santa Casa, depois como taxista em frente ao maior complexo hospitalar da cidade.

Às amigas, Eliane definia o namorado como um homem amigo e carinhoso e dizia que colocaria a mão no fogo por ele.

Clientes que se utilizavam de seus serviços, o apontavam como um sujeito atencioso, prestativo e bem humorado.

Dos que conviviam com Eliane, se dizia o mesmo: carinhosa, atenciosa, batalhadora, alto estral.

E feliz no relacionamento quase outonal com Francisco, num idílio que durava dez meses e que parecia eterno e infinito.

Tempos atrás, Eliane trocou o emprego na Santa Casa e o negócio de telemensagens por um cargo na Azaléia, em Itapetinga.

Francisco continuou com o seu taxi.

Eliane vinha todo final de semana a Itabuna, para ficar com os filhos e ver Francisco.

E eles continuaram juntos, apesar da distância, até que a relação começou a esfriar, caminhando para um rompimento que para ela parecia irreversível e para ele soava como inadmissível.

No domingo, dia 24 de janeiro, Eliane Almeida de Oliveira foi encontrada morta na cama de seu quarto. O corpo seminu estava coberto de sangue. Um tiro certeiro no ouvido lhe tirou a vida.

Após sua morte, foram feitos pelo menos quatro saques, além de compras, com o cartão de crédito de Eliane.

Francisco Paulo Lins da Silva, que desapareceu após a morte de Eliane, é considerado pelo polícia como o principal suspeito de ter cometido o assassinato brutal.

Do homem amigo, carinhoso, atencioso, prestativo e bem humorado, agora se sabe que tem três mandatos de prisão preventiva, expedidos pela Justiça de Goiás.

Todos por homicídio.

FOGÃO DE SEIS BOCAS

Do Kibeloco, muito legal.

Tempos Modernos


O cara chega em casa, encontra a esposa deitada na cama e diz todo animado:

– Querida, eu quero amá-la…

Ao que a mulher responde:

– A mala eu não sei onde está. Pegue a porra da mochila, que está no guarda-roupa…

Ele:

-Não é isso, meu bem, hoje eu vou amar-te…

Ela:

-Você pode ir a Marte, Venus, Saturno, a puta que o pariu, mas me deixe dormir…

BRASIL IL IL IL IL…HIC


O consumo de cerveja no Brasil cresceu mais de 5% e atingiu 10,7 bilhões de litros em 2009.

Com essa marca, o Brasil supera a Alemanha e assume o primeiro lugar no consumo mundial de cerveja.

O título se deve, em parte, ao aumento do consumo na classe C.

E olha que o presidente Lula nem precisou criar o Bolsa Cerveja!

Na parte que me toca, ou que me bebe, também dei minha modesta contribuição a essa importante conquista, alternando a dita cuja cerveja com uma boa cachacinha de alambique.

E água, de vez em quando…

E o Tigre apagou o fogo do Dragão…


O futebol é mesmo o esporte do imponderável, ou uma ´caixinha de surpresas´, como gostam de dizer os amantes dos surrados chavões.

Pois não é que a tal caixinha se abriu na tarde ensolarada de domingo, numa Ilhéus que era mais um convite à praia do que ao futebol?

Ao entrarem em campo para colocar mais uma vez em jogo uma rivalidade que vem desde os tempos imemoriais, Colo Colo e Itabuna viviam situações inversas.

O Tigre ilheense, feito um animal desdentado, vinha de duas derrotas, incluindo um acachapante 1×5 diante do Bahia e ostentava o brilho da lanterna do Baianão 2010.

O Dragão itabunense, soltando fogo pelas ventas, vinha de dois triunfos, um deles contra o badalado Vitória, e brilhava na liderança do campeonato.

Mesmo com o jogo em Ilhéus, o Itabuna era o favorito a consolidar a liderança e afundar de vez o Colo Colo.

Era.

Mais uma vez, prevaleceu a (i)lógica desse esporte fascinante e quando sua senhoria o árbitro apitou pela derradeira vez, o placar apontava 2×1 para o Colo Colo. O lanterna bateu o líder, o Davi do momento derrotou o Golias da vez.

Ganhou o clássico, ganha moral e agora pode iniciar a arrancada para a recuperação. E quem sabe voltar a sonhar com a vaga na fase decisiva.

Quanto ao Itabuna, perdeu um jogo em que deveria ganhar, mas a derrota, além do amargo sabor de perder para o principal adversário, não deve ser encarada como o fim do mundo, pois tem time para seguir adiante rumo à classificação.

O saldo de domingo, dentro de uma rivalidade saudável, é que além do Trigre apagar o fogo do Dragão, o caranguejo ganhou um sabor mais apetecível do que a jaca. Pelo menos até o próximo confronto.

E, de mais a mais, agora como diria o imortal Jardel, um centroavante bom de cabeçada e ruim de cabeça, ´clássico é clássico e vice-versa´.

COITADA DA BOLA

Tudo bem que é começo de temporada, mas o pobre coitado que ficou diante da televisão no domingo esperando assistir alguma coisa que vagamente lembrasse futebol, se desesperou.

Corinthians x Oeste (que bicho é esse?) pela TV Bandeirantes e Fluminense x Volta Redonda (que desce quadrado) pela TV Globo foram duas coisas medonhas, um festival de pernas de pau maltratando a pobre da bola.

Se alguém criasse uma hipotética Sociedade Protetora da Bola de Futebol, o que ia ter de jogador (sic) correndo risco de ser expulso dos gramados não está no gibi nem na telinha da tevê.

Pensando bem, até que não seria má idéia…





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