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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

Deus perdoa. O tráfico não!


Danilo Mota Silva, morador do bairro Jardim Primavera, na periferia de Itabuna, imaginou ter encontrado na religião o caminho de volta que muitos tentam e não conseguem encontrar.

Aos 19 anos, colocara um ponto final numa adolescência marcada pelo consumo de drogas, essa praga de dimensões bíblicas que mergulha tantas e tantas pessoas, a maioria jovens, num abismo profundo.

Danilo estava freqüentando uma igreja evangélica e recompondo o círculo de amizades. Seus planos incluíam um curso superior e um trabalho decente, além de constituir família.

As drogas eram parte de um passado que ele fazia questão de esquecer, os olhos voltados para o futuro, a vida nova lastreada numa fé em Deus que costuma operar, se não milagres, verdadeiras transformações.

Um exemplo de superação a ser destacado nos cultos que ele passou a freqüentar com regularidade.

A nova vida de Danilo foi interrompida por três tiros numa noite de domingo de carnaval, bem longe do som dos trios elétricos e das multidões ensandecidas que sugam a festa até a ultima gota, o último acorde.

O caminho de Danilo cruzou com o de seus algozes e ele, pressentindo o perigo, ainda tentou fugir.

Foi perseguido e executado friamente nos fundos de uma casa modesta, cujo dono, como é de praxe quando a segurança inexiste, ouviu apenas os disparos, mas não viu quem disparou.

E, ainda que tivesse visto, diria que não viu, diante da lei do silêncio e da cegueira imposta pela bandidagem.

A polícia tem fortes indícios de que Danilo foi assassinado porque tinha contas para acertar com os traficantes.

No “Código de Ética” do tráfico, dividas com drogas não quitadas, sejam elas de 10, de 100 ou de 1000 reais são pagas com a vida, uma espécie de alerta macabro contra tentativas de calote.

Fim de linha para Danilo Mota Silva, que três tiros fizeram com que deixasse de ser exemplo de superação e voltasse a ser exemplo de que a droga é um caminho perigoso e muitas vezes sem volta.

Na correria apavorante daqueles que foram seus últimos minutos de vida, Danilo deve ter percebido que se Deus perdoa, como certamente o havia perdoado, o tráfico não, como bem demonstraram os três tiros que o tiraram do caminho do bem e o jogaram na vala comum das vítimas de uma guerra sangrenta e cotidiana que parece não ter fim.

PADRE PÓ


Nos Estados Unidos, o padre James B. Shimsky, de 50 anos, foi detido pela polícia durante uma blitz. Quando viu os policiais, o padre pegou um terço e começou a rezar, mas bastou uma revista no carro do religioso para que fosse encontrada uma pequena quantidade de cocaína.
Em vez orar na Igreja, o padre foi chorar na cadeia.

Moral da noticia: isso é que é levar exageradamente ao pé de letra o texto bíblico que diz “tu és pó e ao pó voltarás.”

O cacau foi show. É daí?


O cacau deu sorte para a escola de samba Rosas de Ouro, que foi campeã do Carnaval de São Paulo.

O samba “O cacau é show”, que de propaganda tão explicita de uma empresa de chocolates teve que ser adaptado para um esdrúxulo
“O cacau chegou”, por exigência da Rede Globo, é um passeio pela história do fruto que transformado em chocolate faz as delícias de gente do mundo inteiro.

O que poderia ser uma notícia auspiciosa para o Sul da Bahia, principal produtor de cacau do Brasil, não mereceu qualquer tipo de comemoração por estas plagas. Até porque, isso não faria o menor sentido.

O enredo da Rosas de Ouro e os carros alegóricos que encantaram e agitaram o Sambódromo do Anhembi (ao contrário do que provocou o imortal Vinicius de Moraes, São Paulo pode não ter a tradição e a qualidade musical do Rio de Janeiro, mas está longe ser o túmulo do samba), não fazem a mais remota menção à Região Cacaueira.

Nada de Ilhéus, de Jorge Amado, das fazendas de cacau, dos coronéis e das gabrielas, mistura de realidade, ficção e estereótipos que fizeram a fama da região.

Apenas merchandising mal disfarçado de uma empresa que produz chocolate e que bancou a Rosas de Ouro.

Fossem outros os tempos, com a Ceplac de orçamento gordo e generoso e poderia ter pingado ouro nas rosas para a inclusão do Sul da Bahia no samba enredo e nas alegorias.

Como os tempos são outros, sem aporte de capital no cofrinho da escola, não ganhamos nem uma mísera estrofe no samba enredo e nem um fusquinha alegórico para nos inflar o ego.

O show foi deles, a festa foi deles e ficamos aqui a choramingar o chocolate derramado.

Chorar?

Não seria o caso de fazer com que o cacau, ou melhor, o chocolate, se transforme num show aqui mesmo no Sul da Bahia, através de uma política efetiva de industrialização que faça a matéria prima valer ouro?

Sair da produção quase artesanal para uma produção em alta escala, explorando o consumo das pessoas que estão ascendendo à classe média e também nichos de mercado em que o preço do chocolate bate na estratosfera.

O que não dá mais é para, feito uma Carolina de Chico Buarque, ficar vendo o tempo e as oportunidades passarem na janela, contentando-se com as migalhas do suculento e lucrativo bolo de chocolate, enquanto outros se empanturram e se divertem no ritmo do show do cacau.

SAMBA DESAFINADO


Botafogo 2×1 Flamengo. A julgar pelos gols perdidos por Wagner Love e pela apagada atuação de Adriano, parece que o Império do Amor esqueceu o futebol na Marquês de Sapucaí.

A quem encontrar, favor entregar na Gávea, Rio de Janeiro.

Gratifica-se bem.

O “DESCOBRIMENTO” DE CANAVIEIRAS


Canavieiras, com seus múltiplos encantos, parece que finalmente foi “descoberta” pelos turistas.

No carnaval que ora se encerra, hotéis, pousadas, barracas de praia, bares e restaurantes ficaram lotados de turistas de várias partes do Brasil e do Exterior.

A cidade, onde o tempo parece caminhar num ritmo mais lento, conserva uma arquitetura do início do século XX, fruto dos tempos áureos do cacau; e praias, rios, manguezais e uma natureza exuberante.


No quesito carnaval propriamente dito, duas opções: na avenida, os trios elétricos e suas bandas que tocam a mesma coisa, mas a moçada adora; no centro histórico, o carnaval cultural, que reúne pessoas de todas as idades e que em 2010 teve como atração a excelente banda Cartão Postal, com as marchinhas inesquecíveis dos carnavais de antanho, além de blocos como As Pastorinhas e as Ciganas, formados por jovens senhoras esbanjando a alegria da melhor idade.

A se lamentar que alguns restaurantes do centro histórico parecem acometidos de uma espécie de ´síndrome de Cinderela´. Quando bate meia-noite, os garçons praticamente expulsam os presentes, cometendo a indelicadeza de empilhar mesas e cadeiras enquanto as pessoas ainda comem e bebem.

Quem é do ramo, tem que rever conceitos e tratar bem os turistas. Ou mudar de ramo, ora pois pois…

TIO DANI RECOMENDA


Em Canavieiras, uma ótima opção de hospedagem é o Bahiadomizil Bangalôs, localizado na Praia da Costa, com uma linda vista para o mar. São apenas cinco chalés, confortáveis e funcionais, num espaço com muito verde e respeito ao meio ambiente, incluindo o uso de energia solar.
O empreendimento é tocado pela alemã Andrea Feldner e as reservas podem ser feitas pelo fone (73) 3284 2902.
O preço está mais para os padrões brasileiros do que europeus. E, fora da alta estação e dos feriados prolongados dá pra dar uma choradinha.
E nem precisa ser em alemão, que frau Andrea arranha bem o português.

Carnaval, cachaça e charutos

Este blogueiro dá um descanso aos raros leitores e, filho de Deus que é, aproveita o carnaval para baixar o estoque regulador de cachaça e charutos cubanos, naquele paraíso que é Canavieiras.

Na quarta, Deus deixando, voltamos à labuta.

Asta la vista, muchachos e muchachas!

COM VOCÊS, A COMPANHEIRA DILMA

O comercial dos 30 anos do PT, que está sendo veiculado na televisão, é uma peça explicita da campanha Dilma Presidente, com as bençãos de Lula.

É também o pontapé inicial (espera-se que apenas no sentido figurado) na eleição plebiscitária sonhada por Lula, numa espécie de escolha entre seu governo e o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

As próximas pesquisas servirão para mensurar o impacto do comercial e da estratégia de Lula e do PT.

Atenção guerreiros: o cervejão nem sempre desce redondo


O carnaval este chegando -no caso da Bahia já chegou- e a propaganda principalmente na televisão incentiva o consumo de um produto que está diretamente associado à folia: a cerveja.

Assim como cerveja e verão parecem indissociáveis, cerveja e carnaval são irmãos siameses.

O sujeito pensa em carnaval e vem à mente a folia mais popular do país e uma cerveja estupidamente gelada. Melhor, várias cervejas estupidamente gelada.

O marketing, óbvio, aproveita e superdimensiona essa relação entre carnaval e cerveja.

Aí, é só ligar a televisão que nos intervalos do futebol, da novela, do filme, do telejornal e do intragável Big Brother lá estão os comerciais de cerveja, cada uma se apresentando mais apetecível do que a outra.

Uma cerveja se arvora de símbolo dos guerreiros, os batalhadores que dão um duro na vida e merecem como prêmio a tal cerveja. No carnaval, então, os guerreiros dão uma pausa e caem na folia. Tomando muita cerveja, obviamente.

Outra espalha aos quatro ventos que desce redondo e até fantasia os foliões com suas latas. Sem ela, o carnaval fica quadrado, seja lá o que isso significa.

Aí, vem a terceira marca e não se contenta em ser apenas uma cerveja. Se anuncia como cervejão, assim mesmo no aumentativo. Para isso, usa até uma cantora que tem um corpão e um vozeirão para que o folião não abra mão do cervejão.

A rima, como se denota, é pobre e ruim de doer, mas quem está preocupado com isso, quando o negócio é vender cerveja?

Entre guerreiros, redondos e cervejões, o folião elava o consumo às alturas, faz a sua festa e a festa dos fabricantes.

Até ai, nada demais.

Carnaval e cerveja fazem mesmo uma tabelinha tipo Pelé e Coutinho e não há nada demais em tomar uma cervejinha, ops, um cervejão.

A questão é que se carnaval e cerveja combinam entre si, ambos não combinam com direção de veículos, sejam eles caminhões, ônibus, carro ou motos.

É aqui que se quer chegar. Para evitar que a alegria da folia se transforme nas cinzas da tristeza pede-se encarecidamente a quem vai dirigir que evite o consumo de bebidas alcoólicas, a velha e boa cerveja inclusive.

Portanto, senhores guerreiros, no volante, o cervejão não desce redondo. Nunca.

No mais, é desejar que o carnaval seja isso mesmo: alegria e celebração com os amigos.

Sejam eles guerreiros, adeptos do cervejão ou daquela que desce redondo.

Ou, como este que ora vos escreve, de uma legítima cachacinha de alambique.

FESTA DE ARROMBA

Uma festa de confratenização realizada na Usemi mostra a quantas andas a falta de segurança em Itabuna.

Enquanto as pessoas festejavam lá dentro, os ladrões se esbaldavam cá fora.

Pelo menos seis carros foram arrombados, sem que ao menos um policial passasse pelo local, que fica a menos de 500 metros do Batalhão da PM.

Foi, literalmente, uma festa de arromba!

A CERVEJA NÃO É ESSA COCA COLA TODA, MAS O COMERCIAL…

Eu prefiro minha Bohemia e minha cachacinha de alambique, mas esse comercial da
Budweiser, veiculado durante a final do Super Bowl, nos EUA, é muito bom.
Mesmo em inglês, vale a pena conferir.





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