Cleber Isaac Filho

Leio muito sobre o tema “Economia Verde” e recentemente deparei com artigo do Professor Georges Humbert; um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade e me inspirei nele para escrever a coluna dessa semana. 

Acaba sendo homenagem pelo trabalho que ele e a Diretoria da Associação Comercial da Bahia vem fazendo na área de sustentabilidade; em especial com a produção do segundo Fórum de Direito e Sustentabilidade que vai ocorrer em julho. 

Vamos ao texto : 

“ Sustentabilidade é um tripé: ecologia, economia e social. O Brasil tem 60% de mata nativa preservada, mas milhões de pessoas sem emprego, sem habitação ou morando em áreas de risco, sem água encanada e esgoto, com lixão a céu aberto. 

Portanto, com todos os problemas com desmatamentos e incêndios irregulares, nosso maior déficit na equação e no equilíbrio sustentável é social e econômico “  

Posto isso comento :  

Como podemos falar de camada de ozônio como prioridade se a pessoa está desempregada ?  Se tem esgoto a céu aberto e um lixão como vizinho? 

Afinal  “ Sem  o social e o econômico não somos sustentáveis, mas apenas ecológicos “  

O homem sem a economia e o social, em especial renda e educação, acaba por depredar o meio ambiente mais acentuadamente. 

E assim segue Dr. Georges no texto :  

“ No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 11 milhões de pessoas vivem em favelas ou em moradias consideradas precárias.  

Se considerarmos que uma moradia adequada é um local que apresenta sistema de fornecimento de água, esgoto, coleta de lixo e, no máximo, duas pessoas por dormitório, apenas 52% da população brasileira vive em condições regulares de residência, segundo o próprio IBGE.  

Vale destaque também para o fato de mais de 32 mil pessoas viverem em situação de rua no país. Em 2017, uma pesquisa promovida pelo Projeto Axé, UFBA e Movimento Nacional da População de Rua estimou que naquele ano existiam entre 14 e 17 mil pessoas em situação de rua na cidade de Salvador.  

Isso prova que os grandes problemas ambientais do Brasil estão nas áreas urbanas, não nas florestas. “ 

Precisão e realismo nas palavras; na próxima coluna sigo com exemplos práticos da nossa Salvador; inclusive relatos de líderes comunitários. 

Até semana que vem ! 

 

(Fotos aéreas de Ilhéus: José Nazal)