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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 4/out/2025 . 12:13

Um petista, um mendigo e um jantar que, literalmente, acabou em pizza

Daniel Thame

 

Santo André. São Paulo, ano 2001. Nomeado secretário de Comunicação em Itabuna, fui passar uma semana conhecendo a estrutura da Secom da cidade do ABC, uma espécie de grife das administrações petistas.

Lá conheci o prefeito Celso Daniel, excepcional figura humana. Um ano depois, durante o Carnaval Antecipado de Itabuna,  por uma dessas trapaças do destino, com o telefone do então prefeito Geraldo Simões em mãos, recebi  uma ligação de José Dirceu, e coube a mim comunicar a Lula, que estava participando da festa, o sequestro e posterior assassinato do seu provável coordenador da enfim vitoriosa campanha presidencial. Mas isso é outra história.

 

Uma noite,  eu e mais três companheiros da Secretaria de Comunicação fomos comer uma pizza e zerar o estoque de chopp num restaurante italiano. Muita conversa jogada fora, eles me perguntando de sacanagem como é que alguém deixa Sunpolo pra vir  morar na Bahia e eu respondendo que sacanagem é não deixar São Paulo pra morar na Bahia, até que vejo um mendigo batendo na janela de vidro do restaurante, ao lado da nossa mesa, fazendo o clássico sinal de que estava com fome.

Como se sabe a tendência alambiquista do PT, na qual integro com pompa e zelo,   bebe muito e come pouco e ai sobraram vários pedaços de pizza.

Chamei o garçom e no melhor estilo de ternura guevarista disse:

-Por favor, embrulhe essa pizza e leva para aquele rapaz aí do lado de fora, que ele está com fome.

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A saga dos sírios e libaneses no Sudoeste da Bahia

Walmir Rosário

Os árabes – sírios e libaneses –, incluindo aí os povos egípcios e turcos, quando se encontram à mesa é uma festa gostosa sem data para acabar. Em meio às delícias de comer e beber, muitas histórias. E não falam somente das saudades sentidas da terrinha do outro lado do Oceano Atlântico, mas da felicidade que sentem em viverem no Brasil, sobretudo, de serem brasileiros.

Imaginem o sentimento do jornalista, escritor e advogado Wilson Midlej em contar as muitas histórias de sua família, que por motivos diversos, fincaram moradia permanente no Brasil, mais especificamente no Sudoeste da Bahia. Mas como eles não vivem sozinhos, os “brimos” ganharam generosos espaços no livro A Saga dos Sírios e Libaneses no Sudoeste da Bahia.

Se mais o irrequieto Wilson Midlej não contou foi motivado pela falta de informações verídicas, confirmadas por meio de documentos, ou viva voz dos que aqui aportaram e adotados num país distante, diferente em costumes e clima. Enfrentaram um mundo novo sem, sequer, falar uma palavra do nosso português, embora conhecessem o francês, inglês, árabe e outros idiomas.

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Justiça tributária: isenção de imposto de renda e reforma tributária

Efson Lima

           A Constituição Federal brasileira, no art. 145, sistema tributário nacional, estabelece diversos princípios, entre eles: os da justiça tributária, cooperação, defesa do meio ambiente, transparência, simplicidade e  mitigação dos efeitos regressivos –  inseridos após a reforma tributária de 2023. Além das mudanças estruturais do sistema tributário nacional em curso, outra mudança esperada pela população é a isenção tributária para as pessoas que ganham até  R$ 5.000  e redução gradual de contribuição para  quem recebe até R$ 7.350. Por outro lado, propõe a cobrança de quem possui rendimentos a partir de R$ 600.000 ao ano, com vistas a compensar o valor total daqueles que ficarão isentos. A aprovação do projeto de lei n.º 1087/2025, à unanimidade, pelos deputados federais, ontem, (01/10/2025), confirma que a proposta do executivo recebeu a concertação plena no âmbito político e o resultado da aprovação após 07 meses de debates e, aparente, desinteresse da Cãmara, decorre também do recado enviado pelas ruas à Casa Legislativa após a desrespeitosa PEC da Blindagem.

 

 

 

A proposta de isenção do imposto de renda (IR) visa corrigir assimetrias que persistem no Brasil. A classe média brasileira paga alíquota superior a quem financeiramente ganha mais e possui renda superior e está no pequeno extrato de pessoas de alta renda. Por sinal, essas pessoas pagam em média 2,5% de IR enquanto os trabalhadores  em geral pagam alíquota entre 9% a 11% de IR. Essas mudanças deixarão, aproximadamente, 15,5 milhões de pessoas sem sofrer a “mordida do leão”. Esses valores vão  provocar a renúncia  de  R$ 25,84 bilhões por parte da União em 2026. O governo federal tinha previsão de arrecadar R$ 227 bilhões com o tributo. Como sabido, esse valor é também distribuído para Estados e Munícipios e, portanto, fez-se necessário ajustar o projeto para evitar perdas para subunidades da federação. As projeções de arrecadação e renúncia são as seguintes:  2027 (renúncia de R$ 27,72 bilhões contra arrecadação de R$ 39,18 bilhões) e 2028 (renúncia de R$ 29,68 bilhões contra arrecadação de R$ 39,64 bilhões). No geral, o governo não está perdendo nada e, sim, ganhando politicamente e aumentando o valor da arrecadação com o imposto de renda.

 

 

 

Apesar desse ganho do governo federal,  a reforma tributária em curso seja por meio dos dispositivos constitucionais e infralegais evidenciam a necessidade de se alcançar um regime mais justo e palatável aos brasileiros, inclusive, aproximando-nos uma justiça tributária nas relações de consumo, visto a alta carga de tributos incidente nos produtos e nos serviços. A ideia de justiça tributária é dialógica com o previsto nos objetivos da República Federativa ao preconizar a imperatividade de uma sociedade justa e solidária. Espera-se que com esse ganho arrecadativo, o governo federal invista em políticas públicas que favoreçam ainda mais a coletividade, especialmente, serviços básicos e essenciais ao funcionamento do Estado, segurança é um deles. Não há que se falar em confisco do recurso financeiro da parte mais rica da população, pois, a alíquota prevista não ultrapassará de 10% e contribuirá, proporcionalmente, como a classe média brasileira ao longo do tempo.

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Encontro de amor no Iago da primavera

Leny Ferreira

Amado meu, Onde estais?

Chamo-te e não me respondes!

Todos os dias sonho contigo, sonhos de saudade…

Estou aqui, amor, onde sempre canto.

Eu canto e te encanto, de amor a encantar-te nos teus braços

transcender momentos de paixão.

Olho para um lado, para o outro…

e já não te vejo mais.

Hoje escrevi várias cartas de amor para ti,

mas não me respondeste.

Inspirei-me nos teus lindos olhos ensolarados,

que me hipnotizam de ternura

Por que não me respondes?

Estás de birra, por quê? Deixa disso!

Envia-me, urgente, uma mensagem de voz no meu celular

dizendo a hora em que virás encontrar-me,

pois hoje irei declamar as poesias de amor

nascidas dos teus olhos lindos, que me hipnotizam de amor

Estarei esperando-te no Iate das Flores,

no mais romântico cenário da primavera,

aromatizado pelas essências de rosas vermelhas

que traduzem-te, meu sol, na luz que me envolve,

amando-me em noites transcendentes de luar.





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