Reforma Agrária, Vassoura de Bruxa e Ambientalismo

Cléber Isaac Filho
Para uma visão sobre a região cacaueira do Sul da Bahia; temos que abordar três temas :
Por partes :
1.A reforma agrária no Brasil está atrasada séculos.
Para ilustrar, coloquei manchete sobre o erro histórico da abolição vir sem reforma agrária e sem incentivo à educação formal dos libertos.

Assentamentos bem sucedidos podem ser visitados e estão amplamente documentados como o “Dois Riachões”;
2. A questão ambiental não é de esquerda nem direita; nem religião ou filosofia; sequer recente.
O Brasil monarquista já era referência mundial na época de D.Pedro II – vide implantação do Jardim Botânico; Floresta da Tijuca; plano para o parque Cataratas e expedições de pesquisadores internacionais.
Getúlio Vargas* criou o primeiro parque nacional – Itatiaia; e era anti comunista.
Antônio Carlos Magalhães criou diversas unidades de conservação.
Priorizar a preservação ambiental é uma demanda científica não ideológica.
3. O evento vassoura de bruxa; foi uma tragédia social e paralela a outra que é (como já citei) a concentração fundiária histórica.
Emocionados misturam os fatos; colocando que a Reforma Agrária não ocorreria sem a praga.
O evento não acelerou a reforma; ela vem no mesmo ritmo que outras regiões do Brasil que não tiveram pragas.
O que acelerou a reforma agrária foi a vontade política dos governos progressistas.
A vassoura de bruxa e o financiamento irresponsável que o Banco do Brasil fez em 1995*; atingiram de forma brutal a classe média e baixa; não só os coronéis como os românticos gostam de tratar.
Esses dados são medidos por estatística e matemática; pesquisas de campo devem lastrear a discussão.
Esqueceremos discursos emocionados; com viés ideológico; de esquerda ou direita para entender essas “Terras do Sem Fim”.
* Getúlio se inspirava em Mussolini e Salazar;negar isso é negar a história
**Em 1995 o Banco do Brasil financiou técnica que ele e Ceplac admitiram ser comprovadamente ineficaz; e ainda assim colocou milhares de produtores pequenos e médios no Serasa e mantêm seus imóveis alienados até hoje.













