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Posts Tagged ‘Valter Xéu’

Jones Carvalho: o mandato não pertence ao político e sim aos seus eleitores

“Um parlamentar é investido em um mandato para definir leis e

políticas públicas em favor do povo, isso não o transforma em autoridade”

a jonesJones Carvalho é mineiro de Belo Horizonte, aos 9 anos de idade em pleno período da ditadura militar,  presenciou da janela de sua casa, a cavalaria do exército sufocar uma passeata pacífica deixando muitos mortos, fato determinante para sua conscientização política. Ainda jovem chegou a Bahia, onde passou a militar no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari. Suas ações foram determinante na criação de uma nova ideologia sindical e juntamente com outros operários de chão da fábrica, a exemplo de Jaques Wagner, Moema Gramacho, Rui Costa, dentre outros, mudaram definitivamente o cenário político baiano. Por ser Jones, um símbolo vivo da resistência militar armada, no período da ditadura, A entrevista concedida aos jornalistas, Valter Xéu, e Luciano Barreto, foi regada com algumas doses do tradicional “cravinho”, ofertado pelo também símbolo de resistência e ativista cultural, Clarindo Silva, em sua tradicional Cantina da Lua.

Candidato a deputado estadual pelo PT, Jones Carvalho defende um mandato participativo, e que o Partido dos Trabalhadores precisa se reinventar.

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Os verdadeiros donos do Brasil e o faz de conta entre o STF e o Senado

Valter Xéu*

 vxeo

Ninguém mais duvida, após um ano e meio do golpe que usurpou o Poder Executivo de uma Presidenta eleita, a quem interessou o esbulho da vontade popular.

Claro que foram, principalmente, os capitais financeiros, as empresas estrangeiras, a geopolítica dos Estados Unidos. Mas estes são useiros e vezeiros em golpes no Brasil e no mundo.

Aqui, nesta paróquia, o golpe se deu pela bandidagem. É, meu caríssimo leitor, um Primeiro Comando da Capital (PCC) que não se limita a São Paulo do PSDB.  Que ganhou foro nacional. Que controla os poderes da república (letra minúscula).

E para isso haja enrolação, criem-se jurisprudências, inventem-se doutrinas e rasguem-se leis, princípios, e viva o óleo de peroba!

a jucaOntem, ao julgar Eduardo Cunha, o presidente da câmara dos deputados, o supremo tribunal federal doutrinou pelo princípio republicano: ninguém está acima nem abaixo da lei. Recolha-se o meliante.

No caso do senador Delcídio do Amaral, criou-se a confusão do flagrante, mas ao fim foi preso.

Agora chega-se a um capo. O presidente do principal partido do golpe, o que tem as chaves das prisões paulistas, onde trafega o PCC.

Assim não dá. É chamada a criativa imaginação dos juristas do supremo. E, ora ironia, a república do golpe deixa de ser republicana para ser ……. democrática. O importante é manter a escolha do povo!

Tamanho despautério já não revolta os ardorosos éticos das panelas, os imaculados cidadãos da lei e da ordem. Trata-se de cumprir a sina dos subjugados aos verdadeiros donos do Brasil.

E todos sabem, pelas palavras do capo, que quem sai da linha, seja primo ou amigo, leva chumbo. Vamos rever a trilogia do Poderoso Chefão, que proponho entre para o currículo das escolas sem partido. Um ensinamento indispensável para o Brasil dos temer, serras e bolsonaros.

Enquanto isso, corem de vergonha os herdeiros do trono, uma portaria ministerial revoga a Lei Áurea. Uma reivindicação dos derrotados de 1930. E assim caminha a civilização do retrocesso.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” (Rui Barbosa)

 

*Valter Xéu é jornalista, editor e diretor dos portais Pátria Latina e Irã News

Quando viajar com “Bonitão” é uma festa…

Valter Xéu

xeo e leão

Quarta-feira (22 de fevereiro) na parte da tarde enfurnado na fazenda de um amigo em Ipirá, onde dou os retoques finais em dois livros que pretendo lançar ainda nesse primeiro semestre, um sobre as minhas andanças por Cuba e outro sobre os 15 anos do Pátria Latina quando recebo uma ligação do vice-governador João Leão me convidando para acompanha-lo em uma viagem pelo interior da Bahia com uma comitiva de dirigentes e empresários chineses comandando pelo embaixador da China no Brasil cujo governo esta interessado em investimentos por toda América Latina e na Bahia tem interesse em investir na construção da Ferrovia Oeste Leste-FIOL, projeto do ex-deputado Vasco Neto que adormecia no congresso há quase meio século e foi ressuscitado por João Leão quando deputado federal.

Além da FIOL, que ainda esta em fase de estudos pelos chineses, eles já estão no projeto da ponte Salvador/Itaparica onde vão bancar 75 por cento da obra.

Um convite de João Leão ninguém recusa, seja para tomar um delicioso vinho em sua residência e ouvir ‘causos e mais causos’ contados por ele e que em breve o jornalista Levi Vasconcelos ira transformar em livro,

De imediato aceitei o convite por dois motivos, um é que adoro viajar pelo interior, conhecer as cidades, sua gente e seus costumes. A outra é que viajar com Leão é uma verdadeira festa.

 

Sem aquela “frescurites” tão comum em ocupantes de cargos públicos, Leão vai na contramão de tudo isso e quem o conhece, sabe que é no interior onde ele mais se sente a vontade. Abraça o povão, conversa com eles, ouve seus reclames, senta para comer com a rapaziada da segurança, às vezes pega o o volante do carro coloca o motorista do lado e dirige e isso para mim já é um filme bastante conhecido, pois tenho o prazer em dizer que somos amigos a mais de trinta anos e durante todo esse tempo sempre o acompanhando nas viagens interioranas.

Nessa viagem vi que alguns chineses ficaram surpresos com Leão dirigindo quando tinha na equipe diversos motoristas para isso, surpresa quando viu Leão parar na estrada para bater papo com a esposa do dono de um bar em um povoado de Bom Jesus da Lapa, cujo marido tinha pedido a recuperação da estrada ainda na época da administração Wagner e que Leão ocupava a pasta da infraestrutura.

Em Camamu no deslocamento para Salvador, paramos no centro da cidade bem perto do cais e logo apareceu um senhor que o abraçou e disse ser seu eleitor e admirador.

Na travessia do Ferri-Boat era comum alguns passageiros lhe abordarem e perguntar se a ponte iria mesmo sair e ele afirmava com uma convicção que deixava todos confiantes e dizia que ali estava com o representante do governo chinês no Brasil, cuja comitiva era formada por diretores de bancos e de empresas chinesas.

É difícil encontra uma grande obra no Oeste da Bahia sem a marca de João Leão e um exemplo disso são as inúmeras rodovias asfaltadas na primeira gestão do governador Jacques Wagner quando ocupou a pasta da Infraestrutura e pavimentou mais de quatro mil quilômetros pelo interior além de construiu quando deputado federal essa belíssima passarela sobre o Rio Corrente ligando as cidades de Santa Maria da Vitoria a São Felix do Coribe, sendo hoje um dos pontos turísticos da região.

Então, esse foi o meu carnaval, viajando pelo interior na companhia de João Leão, onde viajar é uma verdadeira festa e já estou pronto para outra.

*Valter Xéu é editor e diretor dos portais Pátria Latina e Irã News

Cuba 50, com os amigos

 Valter Xéu*

O meu fascínio por Cuba se revela pelas inúmeras viagens que já fiz à Ilha, emperrando no número 49.

vxeoTeve um ano, com o coração batendo descompassadamente por uma bela cubana, que lá estive por oito vezes e, mesmo com as batidas do coração voltando ao normal, continuei viajando para Cuba e, sempre que possível, na companhia agradável de amigos.

Para a minha viagem de número 50 eu não posso ir a Cuba sozinho e sim na companhia dos amigos que um dia estiveram lá comigo e de outros que nunca foram, apesar de insistentemente convidados, como o meu chapa Levi Vasconcelos, não por aversão ao socialismo e sim muito mais por medo de viajar de avião. De carro ele até toparia, pois caso quebre, a oficina está aqui no chão, enquanto avião, se quebrar lá em cima, dificilmente chegará a uma oficina aqui embaixo.

Mas nem todos, e aí a grande maioria pensa como Levi.

Mas nessa viagem de número 50, nem que seja amarrado, ele vai.

Vai também o meu grande e eterno chefe José Carlos Teixeira (trabalhei com ele no extinto Feira Hoje); aproveito e levo outro cabra que também foi da equipe de Teixeira, o brilhante jornalista Zé Fernandes, e a cambada de sempre, todos jornalistas como Dilton Santiago, Daniel Thame, minha irmã Madalena, (a nossa querida Mada de Jesus que ainda não foi lá e anda ansiosa para conhecer a sobrinha Maria Mercedez) para encher o seu blog Tabuleiro da Maria com assuntos cubanos; minhas doces e queridíssimas amigas Lu Ytinosequi, Katia Borges – que irá escrever uma puta matéria para a Revista Muito (já estou vendo a Bodeguita na capa); Cleidiana Ramos, que com certeza se embrenhará nas santerias e de lá retornará com uma belíssima matéria; Margarida Neide, a nossa doce Margô, para fotografar tudo; Sérgio Mattos, para ter assunto para escrever outro livro sobre Cuba; e a nossa querida Helô Sampaio, que nos brindará com vários textos sobre comidas e bebidas cubanas, e me divertirei com o texto sobre a comida crioula. Já imaginou em chamar Helô e a cambada para comer uma criola?

cuba-xeo-1Nessa viagem de número redondo levarei também Orlando Pontes, brilhante jornalista diretor e editor do semanário brasiliense BSB Capital, disparadamente uma dos melhores publicações impressas de Brasília, que nos brindará com uma edição especial sobre a famosa ilha caribenha, e outro amigo apaixonado por Cuba e que lá esteve comigo, que é o músico e grande website, Vinícius Duarte.

Por último, eu não poderia esquecer de levar meu amigo irmão Chico Vasconcelos, o Chico Olho d’água, com quem fiz minha primeira viagem a Cuba e lá os seus amigos viraram meus amigos, cuja amizade cultivo até hoje.

Na ilha já tenho o roteiro traçado.

De imediato, Cleidiana seria despachada para Santiago de Cuba onde mergulharia nas inúmeras casas de santerias cujos santos são os mesmos do nosso candomblé.

alambique-2Passaríamos dois dias em Varadero, um no Valle de Vinalles na província de Pinar Del Rio, o restante dos sete dias serão todos batendo pernas por Havana, onde o nosso quartel general será a Rua Obispo e adjacências.

Rua Obispo é a rua onde realmente o visitante sente Cuba, com seus bares, todos com grupos musicais, suas galerias de artes, seus hotéis no estilo colonial. O Hotel Ambos Mundo, onde o escritor norte americano Ernest Hemingway  escreveu o livro O Velho e o Mar, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura, fica nessa rua, assim como o bar e restaurante La Luvia de Oro, onde sempre levo meus amigos que visitam Cuba, e o La Mina, já na final da Obispo, em frente àquela praça onde são comercializados livros antigos, e mais e mais.

Porres na Bodeguita e Floridita com certeza serão memoráveis e resultarão em muitas histórias para contar, assim como uma noite no tradicional Bale Tropicana, de onde deveremos sair em estado de êxtase pela beleza do local e a equipe do balé e também pelo excelente morrito servido durante o espetáculo.

Visitas ao Museu da Revolução não ficarão de fora, assim como uma ida à Prensa Latina, agência de notícias fundada por Che Guevara, com correspondentes em todo o mundo, e grande parceria do nosso Pátria Latina.

Tenho muitos amigos em Cuba, desde gente do governo como pessoas de fora dele, e durante a nossa permanência lá terei a companhia de todos eles.

Enquanto essa viagem não acontece, e por constantemente ter de viajar sozinho para Cuba, as viagens receberão numeração de 49 A, 49 B, 49 C e assim sucessivamente, até levar todo mundo e essa sim receberá o carimbo de número 50.

É claro que tenho uma porção de amizades com interesse em conhecer Cuba. Os citados acima, com exceção de Katia Borges, Helô, Madalena de Jesus e Cleidiana, todos já estiveram lá comigo, sendo que as três marinheiras de primeira viagem estão inseridas ao grupo em uma eleição democrática, cuja decisão final foi minha, e por isso estão a me chamar de Aiatolá Khamenei dos trópicos, por causa da minha relação com o Irã, onde todos pretendem um dia visitar.

É um país fantástico, com uma história de mais de sete mil anos, mas com um problema insanável.

Lá, álcool é proibido.

Em Cuba é capaz de sair nas torneiras.

Então, vamos para Cuba.

 

(*) O Comandante Xéo é o mais cubano dos baianos, Ou, o mais baiano nos cubanos.

Brasil: uma república de bananas

Valter Xéu*

vxeoConstantemente me encontro com diplomatas dos mais diversos países em Brasília e a pergunta é uma só.

“Valter como isso pode acontecer no Brasil? Porque o povo não reage?  No meu país temos uma oposição rigorosa contra  o governo, mas se alguém ou instituições ousarem darem um golpe, de imediato as oposições e o povo estarão ao lado do governo em defesa da democracia”.

ratos 2E assim, vou ouvindo e na maioria das vezes sem nenhuma resposta para dá, pois não precisa e tudo esta ai bem visível.

Confesso que aquele orgulho de ser brasileiro já não me acalenta mais.

Imaginava que o meu país, uma das sete maiores economias do planeta, respeitado e admirado em todo mundo e que restávamos a caminho de nos tornarmos uma verdadeira potência, pois temos tudo no Brasil para fazer dele um dos países mais rico do mundo, com uma democracia plena e suas instituições funcionando normalmente e formando aquilo que chamamos de os guardiões da democracia.

Ledo Ivo Engano.

De repente acordei do meu estado de alegria e mim vi em um país  onde o que eu imaginava ser os guardiões, não passa de uma corja de vermes e que de há muito vinha tramando nos bastidores para tomar o país de assalto.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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