:: ‘Nestor Amazonas’
O Destino de Sísifo e Seus Filhos

Nestor Amazonas
Qual o seu limite de sofrer dores e reveses?Tá demitido!!!
Daniel Thame
Essa quem me contou foi o insuspeito Nestor Amazonas, que freqüentava muito a Rede Manchete, nos tempos em que a TV Cabrália era afiliada à emissora carioca.
Adolfo Bloch, já em fase outonal e vendo a televisão sugar todos os recursos do Grupo Manchete (que incluía gráfica, emissoras de rádio e uma revista de variedades/reportagens), andava pelos corredores do suntuoso prédio da tevê, implicando com Deus e o mundo.
Certo dia, ao deparar-se com o limpador de vidros com as roupas desalinhadas, não cortou conversa:
-Você está demitido, pode passar no departamento pessoal.
O rapaz foi se lamentar com seu chefe imediato, que foi logo dando um jeitinho:
-Seu Bloch anda meio estressado. Vá para outro andar e continue trabalhando…
Minutos depois, eis que seu Bloch aparece no tal “outro andar” e se repara com o mesmo rapaz limpando os vidros.
A cena que se seguiu é de puro nonsense:
-Ô meu rapaz, veja se arruma melhor suas roupas. Eu acabei de demitir um rapaz no andar de cima justamente porque ele estava mal vestido…
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PS- Aos interessados na história da ascensão e ruína do Império dos Bloch, sugiro o livro “Os Irmãos Karamabloch”, de Arnaldo Bloch, editado pela Companhia das Letras.
TV Cabrália, 33 anos
A TV Cabrália completa 33 anos neste sábado, dia 12;. Primeira emissora regional do Norte Nordeste, foi um marco na historia da comunicação grapiuna.
Neste vídeo, produzido por estudantes de jornalismo da Unime, na celebração dos 30 anos da emissora conto um pouco da história da TV Cabralia de quem fui o primeiro diretor de jornalismo, cargo que ocupei por 13 anos, contribuindo para revelar grandes nomes da televisão baiana e porque não brasileira, graças ao grande mestre Nestor Amazonas, a quem a região ainda deve o merecido reconhecimento.
Veja o depoimento a partir do minuto 11;35
Tá demitido!
Essa quem me contou foi o insuspeito Nestor Amazonas, “pai” da TV Cabrália e que freqüentava muito a Rede Manchete, nos tempos em que a Cabrália era afiliada à emissora carioca.
Adolfo Bloch, já em fase outonal e vendo a televisão sugar todos os recursos do Grupo Manchete (que incluía gráfica, emissoras de rádio e uma revista de variedades/reportagens), andava pelos corredores do suntuoso prédio da tevê, implicando com Deus e o mundo.
Certo dia, ao deparar-se com o limpador de vidros com as roupas desalinhadas, não cortou conversa:
-Você está demitido, pode passar no departamento pessoal.
O rapaz foi se lamentar com seu chefe imediato, que foi logo dando um jeitinho:
-Seu Bloch anda meio estressado. Vá para outro andar e continue trabalhando…
Minutos depois, eis que seu Bloch aparece no tal “outro andar” e se depara com o mesmo rapaz limpando os vidros.
A cena que se seguiu é de puro nonsense:
-Ô meu rapaz, veja se arruma melhor suas roupas. Eu acabei de demitir um rapaz no andar de cima justamente porque ele estava mal vestido…
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Nestor Amazonas e os pioneiros da TV Cabrália fazem parte de uma história ainda a ser devidamente contada e reconhecida. O palpite de quem começou essa história é de que não será , dado o imobilismo dos nossos cursos de comunicação social e sua propensão em fabricar heróis artificiais. As vezes nem isso…
Como conheci o Dado
Nestor Amazonas
O Dado Schneider é hoje um dos palestrantes de Comunicação
mais requisitados do Brasil. Sou fã dele e o acompanho em todos seus posts e lives.
Poucos sabem que ele antes de ensinar, fazia, e fazia muito bem feito. O conheci na Bahia, Salvador, fins dos anos 80. Publicitário brilhante, personalidade energética. Ainda tinha cabelos, mas com a cabeça brilhante de sempre.
Ele fazia o conteúdo e eu a distribuição. Ele na DM9 e eu na TV Aratu, na época Globo da Bahia. Eu ficava na torcida para que cada vez mais ele tivesse e fizesse projetos inovadores e geniais. Ganhava ele, ganhava eu.
Neste domingo da consagração de Santa Dulce, Dado fez sua live sobre “erros que cometi”. Acompanhei e fiquei tentado a colaborar com um retoque…com “um erro que eu não cometi”.
Aviso aos colegas palestrantes de Dado – aqui tem spoiler.
Já por volta de 1989 montei uma emissora no sul da Bahia, Itabuna, (uma baita emissora), a TV Cabralia, afiliada da então promissora Rede Manchete. Nosso diretor comercial o competente Rui Carvalho organizou com a Universidade de Santa Cruz, um seminário sobre o mercado publicitário e, claro, chamou o craque Dado Schneider para fazer a palestra mais importante. Sucesso de público.
Auditório lotado, gente sentado até no chão, a TV Cabralia foi a primeira emissora regional do Nordeste e o palestrante era a grande estrela do momento. Acontece que após a participação do Dado eu faria uma apresentação das possibilidades da televisão como mídia num mercado ainda em formação na região.
Conselho: nunca cometa o erro de falar após uma apresentação do Dado.
Eu, ainda jovem para o cargo (35 anos), vaidoso e até arrogante (na época), botei minhas barbas de molho: com a energia que o Dado coloca no que faz, nem migalhas de atenção sobrariam para mim. Nem de longe tenho a competência do Dado, mas se aqui estou até hoje foi por ter sempre um instinto animal de sobrevivência.
Faltando 5 minutos para o Dado entrar em cena, chamo-o num canto e digo:…vamos fazer uma apresentação conjunta, simultânea, um comentando os argumentos do outro, mesmo sem ensaiar. Ele topou na hora…e foi um sucesso.
Bater bola com um craque não requer muito talento. Peguei carona na palestra dele e vendi meu peixe.
Foi assim que aprendi que melhor do que disputar atenção com um palestrante brilhante é se unir a ele.
Foi assim que firmei minha admiração e amizade com Dado.
Obrigado Dado.
Saudades Dado.
Um título de Cidadão Sergipano para Nestor Amazonas
(por Luiz Eduardo Oliva)
O titulo de cidadania ha muito, por conta dos maus políticos, tem sido desmoralizado.
Até a quem nunca pisou os pés aqui, como o Galvão Bueno, já foi outorgado. Mas nunca é tarde para resgatar ao título o que ele representa em honraria da verdadeira cidadania.
E o que é a cidadania? Hannah Arendt essa extraordinária pensadora, ao analisar a importância dos direitos ensinou: cidadania é o direito de ter direitos. Certamente viu na ideia cidadã o propósito de viver na cidade dela usufruindo de todos os direitos da vida digna que a cidade possa proporcionar. Independente de haver nascido nela. Daí a idéia de cidadania. Não necessariamente aos nascidos no determinado lugar mas também aos que fazem da cidade que vivem ou viveram o espaço de interação com o seu coração, lá sentam praça e ate contribuem à vida do lugar. A esses, pelo justo merecimento, é que deveria ser conferido o título de cidadão, uma espécie de honraria que dá oficialidade ao que já está no coração. Mero afago aos que amam a cidade ou o Estado que não nasceu.
E é por isso que proponho o titulo de cidadão sergipano ao pernambucano Nestor Amazonas . Falo desse personagem que de tão identificado com Sergipe é para muitos um sergipano nato que reside em São Paulo. Mas o nosso Nestor Amazonas, é nascido na zona da mata de Pernambuco e depois de perambular pelo nordeste afora como o filho mais velho e na companhia de Dona Lia e Seu Andrade sentou praça no cavalariço aracajuano. E foi na Aracaju dos cajueiros dos papagaios que tomou prumo e rumo para sentir-se o cidadão da terra vislumbrada por Inácio Barbosa.
O dia em que joguei bola com Lugano.
Nestor Amazonas
O São Paulo se despediu neste fim de semana de Lugano, um dos jogadores de maior identidade com a torcida. E uma vez, eu fiz tabelinha com ele…
Conheci Lugano numa situação excepcional, e naquele dia ele ganhou mais um fã.
Sábado, fim de semana de um feriado prolongado na segunda-feira, cidade vazia, sonho de quem trabalha em São Paulo, mas não é paulista. Os nativos viajam para qualquer lugar nos feriados prolongados, praia, montanha, casa do sítio, acampamento, casa da sogra, até para a Bahia e Rio de Janeiro.
Cidade vazia, uma beleza…11 da noite, toca o telefone: “Nestor, é o Toni, preciso urgente de você”. Amigo que é amigo não pergunta o que houve… ok, conte comigo.
Eduardo Toni era o Diretor de Marketing da LG, na época patrocinadora do São Paulo e pelo tom da voz dele senti que o pepino era grosso (ele é tricolor doente).
O São Paulo acabara de ganhar o tricampeonato mundial de clubes, em cima do poderoso Liverpool e para celebrar o feito, o alto comando da LG (Coreana do Sul) resolvera fazer uma visita de “surpresa” ao seu maior investimento em marketing na América do Sul: O São Paulo Futebol Clube.
TV CABRALIA E O BANHO DE COCA COLA
A inauguração da TV Cabrália, em dezembro de 1987, não apenas levantou a auto-estima de Itabuna (afinal, tratava-se da primeira emissora de televisão numa cidade do interior do Norte/Nordeste, o que não era nem é pouca coisa), como produziu situações que hoje parecem lenda, mas que à época eram rotineiras.
Ainda não havia a global TV Santa Cruz, que só seria inaugurada um ano depois, e a Cabrália reinava soberana. E eu, que nem sabia como funcionava uma emissora de televisão, fui guindado à condição de gerente de jornalismo, pela extrema generosidade de Nestor Amazonas. Não sei quem foi mais maluco: ele, por me nomear, ou eu, por aceitar o cargo.
Segue o bonde…
Para se ter uma idéia do que a televisão representava, até eventos importantes eram marcados de acordo com a disponibilidade da equipe de jornalismo fazer a cobertura, para a devida veiculação nos telejornais.
É claro que não faltavam pedidos inusitados, que a gente não sabia se achava graça ou se mandava o sujeito pra puta que pariu.
E não é que um pai cismou que a equipe da Cabrália teria que cobrir a festa de aniversário da filha? Era o presente que ele havia prometido à pimpolha e ligava todo dia pra perguntar se a gente iria mesmo.
Não adiantava explicar que aquilo era impossível, alegar que se cobríssemos a festa da filha dele teríamos que cobrir outros tantos aniversários e por extensão, batizados, primeira comunhão, casamentos, velórios e quetais.
Resolvi apelar e pra me livrar do sujeito disse que se ele enchesse uma banheira com Coca Cola e colocasse a filha dentro, a gente iria fazer a cobertura do aniversário.
Pronto, dessa mala estamos livres.
Livres? No dia seguinte, véspera do tal aniversário, o cara me liga e diz que havia comprado Coca Cola suficiente para encher uma banheira e dar um banho de refrigernte na filhota.
Não sei se além de chato, o cara era um gozador e resolveu sacanear comigo. Ou se era só chato mesmo e realmente ia dar um banho de Coca Cola na filha, só pelo prazer de vê-la na telinha da Cabrália.
Na dúvida, preferi ficar na dúvida mesmo.
O aniversário, com ou sem banho de Coca Cola, permaneceu para sempre no anonimato
Jorge, Amado e Universal
A exposição “Jorge, Amado e Universal”, em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, foi aberta ao grande público como parte das comemorações oficiais pelo centenário do escritor, nascido em 10 de agosto de 1912 e falecido em 6 de agosto de 2001. A mostra, que ficará aberta até 22 de julho, traz livros, filmes, jornais, fotografias, folhetos de cordel, ilustrações diversas, documentos históricos, correspondências e objetos de uso pessoal do escritor mais popular do país.
A exposição “Jorge, Amado e Universal” é uma realização da Grapiúna e da Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com o Governo de São Paulo e com o Museu da Língua Portuguesa. O desenvolvimento e a organização são da Nacked & Associados Mercado Cultural. ). O ex-presidente Nestor Amazonas e o atual presidente da Fundaci, Maurício Corso, receberam os devidos créditos no painel principal de agradecimentos da exposição.
“Essa mostra é um desafio prazeroso de cumprir, tendo em vista a importância e alcance do homenageado e de sua obra. Buscamos elementos para que o público mergulhe em um vasto repertório de conteúdos”, afirmou William Nacked, coordenador do evento, responsável pelo projeto.
A exposição “Jorge, Amado e Universal”, que captou mais de R$ 3 milhões através da Lei Rouanet, ficará em cartaz até o dia 22 de julho, no Museu da Língua Portuguesa, de onde segue para o MAM de Salvador e, logo depois, para outras oito cidades do Brasil, entre elas Recife, Ilhéus, Rio de Janeiro e Brasília. Na rota do exterior, estão sendo organizadas temporadas em Porto, Lisboa e Buenos Aires, além da Feira do Livro de Frankfurt, prevista para 2013.
TÁ DEMITIDO
Essa quem me contou foi o insuspeito Nestor Amazonas, que freqüentava muito a Rede Manchete, nos tempos em que a TV Cabrália era afiliada à emissora carioca.
Adolfo Bloch, já em fase outonal e vendo a televisão sugar todos os recursos do Grupo Manchete (que incluía gráfica, emissoras de rádio e uma revista de variedades/reportagens), andava pelos corredores do suntuoso prédio da tevê, implicando com Deus e o mundo.
Certo dia, ao deparar-se com o limpador de vidros com as roupas desalinhadas, não cortou conversa:
-Você está demitido, pode passar no departamento pessoal.
O rapaz foi se lamentar com seu chefe imediato, que foi logo dando um jeitinho:
-Seu Bloch anda meio estressado. Vá para outro andar e continue trabalhando…
Minutos depois, eis que seu Bloch aparece no tal “outro andar” e se depara com o mesmo rapaz limpando os vidros.
A cena que se seguiu é de puro nonsense:
-Ô meu rapaz, veja se arruma melhor suas roupas. Eu acabei de demitir um rapaz no andar de cima justamente porque ele estava mal vestido…
















