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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘Ernesto Marques’

Estação CAB do Metrô, na Avenida Paralela,  em Salvador. Na foto de Ernesto Marques, a luz remete a um túnel do tempo. No passado, obras paradas e descaso. No presente, o Metrô avança. O futuro é a próxima estação.

Estação CAB do Metrô, na Avenida Paralela, em Salvador. Na foto de Ernesto Marques, a luz remete a um túnel do tempo. No passado, obras paradas e descaso. No presente, o Metrô avança. O futuro é a próxima estação.

Toda solidariedade ao Jornalismo ameaçado pelo rei Janot

Ernesto Marques

 

ernesto marquesO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parece obstinado a roubar de Chatô o epíteto de “rei do Brasil”. Chatô usava as empresas do seu império midiático para chantagear e extorquir de acordo com seus interesses. Janot abusa do poder do cargo que ocupa, mas não lhe pertence. O episódio mais recente, tendo como alvo o jornalista Reinaldo Azevedo, prócer da extrema-direita entre jornalistas, não guarda qualquer relação com a cruzada contra a corrupção que faz muita gente de boa fé aplaudir seus excessos. É nada além de um gesto grotesco de intimidação contra toda a imprensa e uma gravíssima ameaça ao livre exercício da atividade jornalística.

 
Profissionais que, como Azevedo, se lambuzaram com os vazamentos seletivos e festejaram a mesma violência quando os alvos do PGR eram Lula e Dilma, por exemplo, agora condenam a afronta evidente à Lei das Interceptações Telefônicas. Só agora percebem a espada de Dâmocles sobre suas cabeças. Jornalistas e blogueiros “sujos”, há muito tempo na resistência crítica à cruzada moralista que devasta o país, entendem ser dever de coerência condenar as atitudes imperiais do rei Janot e expressar solidariedade a um colega e também algoz. Sem festejar seu infortúnio, cabe refletir se presunçoso e arrogante autor de “Máximas de um país mínimo” faz jus a gesto tão magnânimo.

 

Reinaldo Azevedo se fartou nos banquetes onde reputações alheias eram a entrada, o prato principal e a sobremesa. Ao lado de seus antigos pares e hoje desafetos, como Olavo de Carvalho, oráculo da direita mais empedernida, o delatado Diogo Mainardi e Joice Hasselman, vilipendiam diariamente a profissão praticando um jornalismo declaratório rebaixado e servil, mas essencial ao ativismo judiciário que hoje ameaça a imberbe democracia brasileira.

 

“Tio Rei” experimenta o gosto amargo do veneno que tem destilado nos últimos anos. Se for merecedor da solidariedade misericordiosa que lhe hipotecam jornalistas de há muito atacados por ele sem falsos pudores, haverá de fazer alguma inflexão. Só o tempo dirá se vai conseguir deixar de ser o mínimo que é: um raivoso neoliberal, instilador do ódio e da violência tão em voga nesses tempos temerbrosos.

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Governo de Paulo Souto foi marcado por assassinatos de jornalistas e radialistas

leall

A violência tem sido um dos temas mais explorados na campanha do DEM nas eleições baianas. Violência é algo que os profissionais de comunicação sentiram na pele durante os governos de Paulo Souto e ACM na década de 90. “Foi um período sombrio para os jornalistas e radialistas da Bahia”, lembra o vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa, Ernesto Marques.

Na Bahia, onze profissionais de imprensa foram assassinados em dez anos, a maioria deles em crimes de mando, ligados ao exercício da profissão e quando faziam denuncias de corrupção  envolvendo políticos ligados ao carlismo.

ronaldo santanaOs casos mais notórios de assassinatos de profissionais de imprensa envolveram os radialistas Ivan Rocha, em Teixeira de Freitas, Ronaldo Santana, em Eunápolis, e o jornalista Manuel Leal, diretor do jornal A Região, em Itabuna. ”O corpo de Ivan Rocha não foi encontrado até hoje e nos casos de  Ronaldo Santana e Manuel Leal investigações mal feitas impediram que se chegassem aos mandantes, porque a regra era a impunidade”, diz Ernesto Marques.

Entidades como o Comitê de Proteção aos Jornalistas (EUA) , Sociedade Interamericana de Imprensa (EUA) e Repórteres Sem Fronteiras (França) cobraram oficialmente a apuração dos crimes, mas o governo carlista ignorou os pedidos. “A liberdade de expressão inexistia e quem se atrevia a denunciar sofria ameaças e em alguns casos pagava com a vida. Não podemos retroceder diante dos avanços que conquistamos  com Wagner. Hoje a Bahia tem uma imprensa livre e o direito de opinião é respeitado”, afirma Ernesto Marques.

ERNESTO MARQUES É O MAIS NOVO IMORTAL DA ALAMBIQUE

O jornalista, sindicalista e petista Ernesto Marques,  vice presidente da Associação Baiana de Imprensa,  é o mais novo imortal da Academia de Letras, Artes, Musica, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., a gloriosa ALAMBIQUE.

 Ernesto, que tem esse nome em homenagem ao nosso eterno comandante Che, foi imortaalcoolizado por este blogueiro, presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da ALAMBIQUE, com direito a cachaça mineira e charuto cubano.

 Passada a refrega eleitoral, a ALAMBIQUE volta a se reunir todas as sextas feiras no ABC da Noite, gentilmente cedido (ou tomado) do nosso presidente de honra, o Caboclo Alencar.





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