:: ‘Emasa’
Rui defende união de esforços para solucionar abastecimento de água em Itabuna

“Vamos formar de imediato um grupo de trabalho com participação de membros da Prefeitura de Itabuna, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Embasa e Emasa para analisar o Plano de Saneamento de Itabuna e possibilitar a transferência para o Estado do abastecimento de água na cidade, que atualmente é feito pelo município”. A decisão do governador Rui Costa foi tomada em reunião nesta segunda-feira (15), na Governadoria, em Salvador, com os representantes de todos os órgãos envolvidos na solução do abastecimento de água em Itabuna.
O Estado só pode assumir o fornecimento de água da cidade após os ajustes do Plano de Saneamento, como questões relativas à validade jurídica. A partir de então, a Embasa assina contrato com as definições das ações emergenciais e o volume de investimentos.
Mesmo antes de assumir formalmente o abastecimento de água, o governo estadual já investiu cerca de R$ 10 milhões na cidade, entre construção de cisternas, poços, carros-pipa, além de repasse direto do dinheiro para o município. (fotos: Mateus Pereira/GOVBA)
Ela finalmente chegou, mas desse jeito…

Depois de intermináveis 70 dias sem uma mísera gota dágua, moradores de partes do Pontalzinho, Castália, Alto Maron, Fátima e outros bairros de Itabuna, finalmente voltaram a ver a cor do (cada vez mais) precioso líquido.
O problema, e sempre há um problema, é que a água que começou a cair por volta das 22 horas de ontem, está completamente suja, como se não tivesse passado por tratamento.
É provável que com tanto tempo sem água, o acúmulo de ferrugem e outros tipos de detritos na tubulação, seja a razão de tamanha sujeira.
Em sendo assim, espera-se que a água volte a cair limpa e –principalmente- que caia a intervalos suportáveis.
Uma cidade sem prefeito, dez bairros sem água

uma gotinha, pelo amor de Deus!
Há quase setenta dias, moradores dos bairros de dez bairro, entre eles partes do Castália, Pontalzinho, Alto Mirante, Alto Maron, bairro Santo Antônio, Novo Horizonte, Loteamento Tupinambá, Parte do São Roque, Alto do Santa Inês e Pedro Fontes 1 não recebem uma mísera gota d´água, segundo a Emasa devido ao rompimento de uma adutora de 300 milímetros no bairro Monte Líbano,
Sem crédito junto aos fornecedores, a Emasa teve que recorrer à Embasa, mas demorou tanto a fazê-lo já que se passaram mais de 30 dias da quebra, que somados aos 40 dias que os bairros já estavam sem água, chega-se aos absurdos 70 dias.
É como se a tal tubulação viesse à pé de Salvador pela BR 101, com paradinhas para um lanche, uma ida ao banheiro e até mesmo um pit stop num motelzinho para um aperto com os parafusos, já que eles são de ferro, mas não tão de ferro assim.
Quando a tal tubulação finalmente chegou (a Emasa diz que chegou, mas são tantas as informações- digamos- contraditórias que é lícito duvidar se chegou mesmo), descobriu-se que faltavam os joelhos para o encaixe das peças. Isso mesmo: faltaram os joelhos!!!
Como se trata de joelhos, repetir-se-á o trajeto pela BR 101, e agora, para justificar o nome, eles virão de joelhos mesmo. Se rolar uma coxa apetitosa na beira da estrada, lá vai mais uma graninha para o dono do motel.
E mais uma grana alta para os felizardos que vendem água em Itabuna, porque afinal de contas é disso que estamos tratando aqui, se é que precisa desenhar.

Não manda quem pode, nem obedece quem não tem juízo…
Tivesse Itabuna um prefeito de verdade, e não um ex-prefeito em atividade, gente boa, honesto, mas absolutamente sem pulso para exigir que seus subordinados justifiquem os polpudos salários que recebem, e toda a diretoria da Emasa já teria sido afastada, por absoluta incompetência para gerir a crise hídrica que afeta milhares de pessoas em Itabuna e que não pode ser debitada exclusivamente à longa estiagem.
Mas, a exemplo da espera pela água que não cai, esperemos sentados por uma atitude de quem se esperaria alguma atitude.
Porque, convenhamos, esperar em pé até 1º. janeiro de 2017 cansa…
Itabuna: iniciadas negociações para transferir serviços de água e esgoto para Embasa
Depois de se reunir com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia (Sindae) e dos funcionários da Emasa, o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, recebeu hoje em seu Gabinete no Centro Administrativo Firmino Alves, os grupos de trabalho constituídos pela Emasa e Embasa que deram início às negociações visando à transferência dos serviços de captação, tratamento e fornecimento de água e coleta, transporte e transporte de esgoto para esta última concessionaria estatal.
Vane disse que foi sua a iniciativa de passar o sistema de água e esgoto para o Governo do Estado, depois que a severa seca que se instalou no centro-sul da Bahia exibiu toda a fragilidade. “Isto acabou agravando também as condições econômico-financeiras da Emasa que também passa por problemas seríssimos e não tem nenhuma capacidade de investimento. Então, a proposta aceita pelo governador Rui Costa é a única capaz de assegurar o fornecimento de água para os 220 mil habitantes de Itabuna, o que deve acontecer imediatamente. Estou confiante nesta solução”, afirmou o prefeito.
O prefeito de Itabuna disse que o governador Rui Costa está sensível ao problema de abastecimento d’água da população de Itabuna, tem dado demonstrações públicas disso e determinou que as obras de construção da barragem do Rio Colônia sejam aceleradas. “Há muita boa vontade do Governo do Estado e não vejo outra saída que não seja a transferência dos serviços de abastecimento e coleta de esgotos para a Embasa” sublinha, assinalando que “também se buscam alternativas para proteger os empregos dos funcionários da Emasa que compreendem que a população não pode mais continuar sofrendo com os efeitos da estiagem”, afirmou.
No final do mês a Emasa vai passar a fornecer 650 litros por segundo, sendo 550 litros em Castelo Novo. “Atualmente, com o aumento do volume de água na calha do Almada, captando diariamente 350 litros por segundo, sendo 100 litros/segundo em Rio do Braço e o restante em Castelo Novo.
Emasa diz que volta das chuvas diminui salinidade, mas deixa bairros há dois meses sem água em Itabuna

São Pedro faz a parte dele. Já a Emasa…
A volta das chuvas ao litoral sul da Bahia teve reflexos positivos nas captações da Emasa, no Rio do Braço e Castelo Novo, no Rio Almada, que desde o final da semana passada, está fornecendo água com teores de cloretos (salinidade) mais baixos à população de Itabuna. Apesar da melhoria do volume de água nos mananciais, a empresa mantém o alerta de que a água ainda não está liberada para consumo humano, pois aguarda análises do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde.
Com a mudança das condições climáticas no último mês com chuvas intermitentes, embora fracas, porque os mananciais que estavam secos no Rio do Braço e Castelo Novo, a recuperação do abastecimento começa a dar bons sinais. No caso do manancial de Nova Ferradas, no Rio Cachoeira, que abastece a zona oeste da cidade, a empresa vai relocar as motobombas assim que se inicie sua recuperação.
Nota do Blog: alegando rompimento da tubulação, a Emasa deixa pelo menos dez bairros sem água há quase dois meses. A primeira desculpa era de que não havia tubos em estoque e depois que o fornecedor só entregaria em 30 dias. Em seguida, afirmou-se que a Emasa havia solicitado tubos emprestados da Embasa.
Isso há 15 dias!
Os tais tubos devem estar vindo a pé (e de costas) de Salvador.
E com esse tráfego intenso na BR 101…
Emasa: incompetência, corrupção e caos no abastecimento
A longa estiagem que afeta o Sul da Bahia é a principal responsável pelo colapso no abastecimento de água em Itabuna. Mas não é a única.
A esse fator, somam-se a notória incompetência da atual direção da Emasa e denúncias de corrupção que já resultaram na prisão de um diretor e de um chefe de setor (não por acaso responsável pelas manobras na rede de distribuição de água) e que ainda não foram devidamente dimensionadas, já que existe uma investigação do Ministério Público.
A direção da Emasa foi alertada com antecedência por técnicos da própria empresa dos efeitos terríveis do El Niño e ainda assim não tomou as medidas necessárias para minimizar os impactos da falta de chuvas, permitindo entre outras coisas que duas bombas de captação permanecessem quebradas em Castelo Novo. Chega-se ao cúmulo de que uma simples quebra na tubulação deixe pelo menos dez bairros há pelo menos 50 dias sem água, porque a Emasa não tem peças de reposição, tendo que recorrer à Embasa, já que o fornecedor não vai se arriscar a levar calote.
No caso das denúncias de corrupção, ela é ainda mais perversa à medida em que, enquanto milhares de pessoas sofriam com a falta d`água, utilizaram-se recursos e equipamentos da Emasa, segundo denúncia, para instalar um sistema de captação paralela em área da própria empresa, gerou lucros fabulosos. Pior: quando uma funcionária denunciou o esquema, ela é quem foi punida, típico caso do marido que pega a esposa com o amante no sofá e…vende o sofá.
Um misto de negligência e corrupção que, desde novembro de 2015, penaliza toda a população. Ou não toda, porque há sempre os privilegiados para quem não falta água. Ou uns tantos outros que, na impossibilidade de ficar sem água, sacrificam o orçamento para comprar água, num negócio que, ao contrário das chuvas, caiu do céu.
Avança transferência da gestão da água de Itabuna para o Estado
O processo de transferência da administração dos serviços de água e esgoto de Itabuna para o Governo do Bahia teve um avanço importante,nesta segunda-feira (25), com o acerto dos últimos detalhes para firmação de convênio entre Estado e Município. O assunto foi discutido pelo governador Rui Costa em reunião com o prefeito Claudevane Leite e o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, no prédio da Governadoria, em Salvador.

Governador Rui Costa, se reúne com Claudevani Leite, prefeito de Itabuna e Rogério Cedraz, presidente da Embasa. (.Foto Mateus Pereira/GOVBA)
“Esta é uma excelente notícia para o povo de Itabuna. O prefeito está levando as cópias dos documentos que precisam ser retificados pela Câmara de Vereadores do município, para que a gente assine o contrato de transferência e comece a resolver os problemas de falta de água e saneamento da região. A população já convive com a escassez há anos e o Governo do Estado já se mobiliza para intervir”, afirma o governador Rui Costa.
A formação do convênio será analisada e votada na Câmara de Vereadores em caráter de urgência. Em caso de aprovação, um plano de trabalho, envolvendo ações, prazos e investimentos, vai ser construído e executado,imediatamente, na região. De acordo como presidente da Embasa, Rogério Cedraz, a gestão estadual possui mais recursos para promover medidas efetivas no combate à falta de água e tem assumido a responsabilidade para extinguir a escassez.
“Os serviços de água e saneamento eram administrados pelo município por meio da Emasa e estão caminhando para ser transferidos para a Embasa, uma empresa que atua em todo o estado em termos de tecnologia. A transferência foi pensada justamente porque o Governo do Estado tem mais verba do que o município para resolver a situação em caráter mais dinâmico levando em conta a problemática”, ressalta Cedraz.
A informação já havia sido antecipada pelo governador em visita à região na última semana, quando vistoriou as obras da Barragem do Rio Colônia, 25% concluídas. Com a previsão de conclusão para o segundo semestre de 2017, o equipamento garantirá o abastecimento regular de água tratada para mais de 350 mil moradores.
“A gente perdeu 97% das nossas principais fontes de captação. O município está realmente precisando desta imensa contribuição do Estado, que já vem ajudando. Sem dúvida, a firmação do convênio e a transferência da gestão da água vai impactar numa melhor condição de vida para os moradores de Itabuna”, enfatiza o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite.
Sobre esgotamento sanitário, o Governo do Estado ressalta que é “prioritária” a necessidade de colocar Itabuna no mesmo patamar de outras cidades da Bahia do mesmo porte, como a cidade de Jequié, que tem mais de 70%de rede de esgoto instalada, e Vitória da Conquista, que passa de 80% de rede de esgoto.
Como medida de emergência, o Estado também autorizou a Embasa a adquirir um dessalinizador que custa R$ 3 milhões, para o abastecimento da cidade de Itabuna até o ano que vem, quando a população vai contar com água acumulada na Barragem do Rio Colônia.
Estado assume Emasa para solucionar crise no abastecimento em Itabuna
O governador Rui Costa e o prefeito de Itabuna Claudevane Leite iniciam nesta segunda feira as negociações para que a Emasa asssuma o controle da Embasa, para solucionar a mais grave crise de abastecimento de água da história da cidade. No encontro o Governo do Estado vai apresentar oficialmente a proposta quanto à transferência dos serviços de água e esgoto da Emasa para a estatal Embasa que deverá ser analisada pela Prefeitura.
Durante entrevista a TV Cabralia, o governador também anunciou sua autorização a Embasa para aquisição de equipamentos de dessalinização visando a diminuir os efeitos do alto teor de sal na água fornecida à população de Itabuna. Segundo Rui Costa, os investimentos do Governo do Estado, por meio da Embasa, para adquirir os equipamentos são equivalentes a R$13 milhões e devem ser instalados até maio do próximo ano.
Ao participar da entrevista na TV, o prefeito de Itabuna elencou as medidas adotadas pela Prefeitura e Emasa para garantir o fornecimento de água potável. Citou por exemplo a utilização de carros pipa que transportam água de outros municípios para abastecer tanques de cinco e 10 mil litros em locais estratégicos da cidade, hospitais, escolas, etc. e a abertura de poços artesianos pela Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB), vinculada à Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).
Uma das ações prioritárias para reduzir o intervalo no abastecimento aos moradores de Itabuna, que enfrentam uma das mais graves secas da história do sul da Bahia, a Emasa vai ampliar, a partir desta semana, de 300 para 550 litros de água por segundo a captação na estação de Castelo Novo, distrito de Ilhéus. A empresa investiu cerca de R$ 200 mil em obras e aquisição de equipamentos para ampliar a captação, tratamento e distribuição de água.
Embasa assumirá Emasa e Rui garante saneamento em Itabuna
O governador Rui Costa anunciou nesta sexta-feira que a Embasa vai assumir os serviços de água e esgoto de Itabuna. A empresa vai investir R$ 13 milhões em dessalinização para fornecer água de melhor qualidade.
A expectativa é que o processo de devolução dos serviços de água e esgoto para o estado seja concluído na próxima semana. Hoje, o serviço é de responsabilidade da Emasa, municipalizados em 1989.
O governador fez o anúncio após vistoria das obras da barragem do Rio Colônia, em Itapé. Rui Costa afirmou que a obra será concluída em 2017, independente de repasses do governo federal.
Rui afirmou ainda que a construção da barragem está na lista das obras prioritárias devido à grave crise hídrica que atravessa a região. Já são mais de 10 meses sem chuvas fortes capazes de elevar o nível dos rios.
A barragem do Rio Colônia vai ocupar uma área de 1.621 hectares, terá altura de 19 metros e capacidade para armazenar até 62 milhões de metros cúbicos de água potável.
Quando estiver inteiramente pronta, vai garantir uma vazão de 1.259 litros de água por segundo perenizando o Rio Cachoeira, diminuindo os efeitos da poluição de que é vítima e abastecendo a população.
Todas as etapas da obra estão orçadas em R$ 119,6 milhões. Desse total, R$ 35,3 milhões serão gastos somente na construção da barragem, que já está 25% concluída. A previsão é fica pronta em fevereiro de 2017.
A Emasa e as “coincidências”…

Essa é a nota veiculada no início da tarde pela Emasa:
“Atenção: Devido ao rompimento de uma adutora de 300 milímetros no bairro Monte Líbano, a Emasa informa que a distribuição de água está em atraso nos seguintes bairros:
Castália, Pontalzinho, Alto Mirante, Alto Maron, Loteamento São João, Parte do bairro Santo Antônio, Novo Horizonte, Loteamento Tupinambá, Parte do São Roque, Alto do Santa Inês, Pedro Fontes 1
A Emasa informa ainda que o atraso na conclusão dos serviços se deve à espera da chegada dos tubos de ferro que, comprados e ainda não foram entregues pelo fornecedor. Segundo a empresa ao longo dos anos muita gente construiu casas sobre a tubulação e, por isto, será preciso fazer um desvio de 150 metros. Tão logo o serviço seja concluído o abastecimento será retomado.
A Emasa conta com a compreensão dos usuários.”
Nota do Blog: Não há se duvidar da quebra da adutora, mas a trajetória da Emasa no atual governo (sic) tem sido marcada por uma séria de coincidências: como as chuvas permitem melhorar (o que não quer dizer normalizar, porque o efeito da estiagem tem sido devastador) há sempre uma queda de energia, uma quebra de adutora, para justificar a falta de água.
E falar em “retomada do abastecimento” para bairros que estão há 45 dias sem água, é tratar o consumidor com escárnio, como se fossem débeis mentais.
Retomada de um abastecimento de água que não existe?
Menos, dona Emasa, menos…













