:: ‘Donald Trump’
Explosões em Caracas reacendem tensão entre Venezuela e Estados Unidos

Cléber Isaac Filho
Relatos de fortes explosões e sobrevoo de aeronaves na madrugada desta sexta-feira em Caracas, capital da Venezuela, elevaram drasticamente a tensão política e diplomática na América Latina. Testemunhas, jornalistas internacionais e agências de notícias confirmaram múltiplas detonações, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas áreas da cidade .
O governo venezuelano, por meio de pronunciamentos oficiais, afirmou que o país foi alvo de uma agressão militar estrangeira, atribuindo a responsabilidade aos Estados Unidos. Autoridades classificaram o episódio como uma violação da soberania nacional e anunciaram medidas de emergência .
O que está confirmado até agora
Houve explosões reais, ouvidas em diferentes pontos de Caracas.
Há registros de aeronaves militares em baixa altitude, segundo jornalistas no local.
Parte da capital enfrentou apagões temporários.
Esses pontos foram confirmados por veículos internacionais independentes, como Reuters, Associated Press e France 24 .
O que ainda está em disputa
Apesar das acusações diretas feitas por Caracas, não há até o momento uma confirmação pública detalhada do governo dos Estados Unidos sobre a autoria ou o escopo das ações militares relatadas. Um funcionário norte-americano ouvido sob condição de anonimato afirmou à imprensa internacional que operações estavam em curso, sem especificar alvos ou objetivos .
Ou seja, embora as explosões sejam um fato, a responsabilidade final e a natureza exata da operação ainda estão em apuração.
Contexto geopolítico
A relação entre Venezuela e Estados Unidos é marcada por décadas de tensão, incluindo sanções econômicas, disputas diplomáticas e acusações mútuas envolvendo democracia, petróleo e narcotráfico. Nos últimos meses, o clima se agravou com movimentações militares no Caribe e endurecimento do discurso político entre os dois países.
Mudanças tarifárias dos EUA: impacto imediato é positivo apenas para celulose baiana
O governo dos Estados Unidos implementou novas alterações em suas tarifas recíprocas de importação, que poderão afetar a pauta exportadora da Bahia. A mudança veio com a assinatura da Ordem Executiva nº 14.346 pelo presidente Donald Trump, em 5 de setembro, que entrou em vigor no último dia 8. A medida redefine parte da estrutura tarifária vigente desde o chamado “Liberation Day”, em abril deste ano, e cria um instrumento para futuros acordos comerciais: o PTAAP (Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners).
O principal reflexo positivo para a Bahia neste momento está na retirada da tarifa sobre a celulose em fardos, que volta a ter alíquota zero. Em 2024, esse item respondeu por quase US$ 96 milhões em exportações do estado aos EUA — 11% do total exportado para o país. Além da celulose, outros dois produtos baianos incluídos na nova lista de exceções, um composto químico de nitrila e LED, tiveram volume inexpressivo de exportações no ano passado e agora passam a ser tarifados em 40%.
Por outro lado, 84 códigos tarifários foram removidos da lista de exceções. Embora a maioria (77) já estivesse enquadrada nas tarifas elevadas da seção 232, que impõe alíquotas de até 50% sobre metais como cobre e alumínio, a exclusão de sete códigos relacionados a químicos e plásticos não afeta diretamente a Bahia. Isso porque o único produto afetado — resina epóxida — teve exportações residuais em 2024.
PTAAP: uma possibilidade para acordos futuros
Deputado Robinson chama Trump de persona non grata e enfatiza: “com tiranos não combinam brasileiros corações”

Robinson Almeiida
No retorno dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (4), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) apresentou uma moção de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-o como “persona non grata no estado”. A iniciativa do parlamentar baiano acontece em meio ao agravamento das tensões comerciais entre Brasil e EUA e a tentativa de ingerência política do governo americano no processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo Robinson, a postura do presidente Trump representa uma afronta à soberania nacional e uma tentativa de intimidar o Brasil por meio de medidas econômicas unilaterais, com a taxação de 50% nos produtos brasileiros exportados para os EUA.
“Trump não é imperador do mundo. O Brasil é um país soberano, que expulsou definitivamente os portugueses da Bahia em 2 de julho de 1823. A alma brasileira é de liberdade, democracia e justiça. Nosso país não é nem será colônia dos EUA”, enfatizou o deputado, evocando os versos do Hino ao 2 de Julho: “com tiranos não combinam brasileiros corações”.
Senadores iniciam missão nos EUA para tentar reverter sobretaxa sobre produtos brasileiros
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT?BA), afirmou nesta segunda-feira (28), em Washington, que vê com “expectativa positiva, apesar da dificuldade” as tratativas para tentar reverter a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo ex-presidente Donald Trump. “Eu acho que não [é possível adiar a entrada em vigor]. O que a gente está fazendo é diplomacia parlamentar. É preciso que os governos se entendam. A gente está aqui para contribuir”, disse o senador, durante o primeiro dia da missão oficial nos Estados Unidos.
A comitiva, formada por oito senadores brasileiros, esteve reunida nesta manhã com representantes do Itamaraty, ministros da Embaixada e o ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, na residência oficial do Brasil em Washington. A embaixadora Maria Luiza Viotti relatou os esforços diplomáticos iniciados em março e atualizou o grupo sobre ações judiciais em curso nos EUA que buscam suspender ou invalidar as novas tarifas. Segundo ela, os dados apresentados pelo Brasil desmentem a imagem de protecionismo econômico que circula em Washington.
Além de Jaques Wagner, integram a missão os senadores Nelsinho Trad (PSD?MS), Tereza Cristina (PP?MS), Fernando Farias (MDB?AL), Marcos Pontes (PL?SP), Esperidião Amin (PP?SC), Rogério Carvalho (PT?SE) e Carlos Viana (Podemos?MG). O grupo é acompanhado por assessores parlamentares, representantes da ApexBrasil e diplomatas brasileiros. A agenda desta segunda inclui reunião com líderes empresariais na Câmara de Comércio dos EUA. Nos próximos dias, os parlamentares também se encontrarão com senadores americanos, democratas e republicanos.
Tarifaço, democracia e anistia
Efson Lima
Era comum considerarmos tarifaços quando os governos domésticos aumentavam os tributos. Mas, em 2025, o mundo conheceu um novo sentido para o termo. Não se trata mais de adotar uma medida com objetivo de proteger à economia ou um determinado setor de um país, mas meio de atacar e confrontar a ordem global, os Estados constituídos e a autodeterminação destes na sociedade internacional. As práticas adotadas pelo Governo Donald Trump colocam o Planeta em alerta e constata-se que o tarifaço deixou de ser um mecanismo de defesa econômica para subjugar as nações independentes e impor objetivos escusos.
O tarifaço imposto ao Brasil de 50% em face dos produtos brasileiros exportados aos EUA, inicialmente, poderia ser percebido como uma estratégia econômica, mas não se sustentaria, pois a balança comercial estadunidense com o Brasil se mostra superavitária. Entretanto, rapidamente, viu-se que a medida tinha o sentido claro de sobrepor aos poderes constituídos da República Federativa do Brasil.
Alguns, imaginaram que os brasileiros iriam recorrer ao “complexo de vira-lata” e aceitariam a tentativa de sanção norte – americana, contudo, em menos de 24 horas, quem optou por concordar com as medidas nortistas se viu superado pela narrativa de um Brasil soberano e altivo que reverberou. O povo brasileiro percebeu que os termos “pátria” e “nação” usados por uma parte da direita brasileira estão restritos a interesses antirrepublicanos e dentro do contexto de uma gestão patrimonialista. Esse grupo se disfarça de interesse nacional, mas na verdade visa romper com a ordem democrática e se perpetuar no poder, desrespeitando às normas constitucionais.
Governo da Bahia e FIEB criam grupo de trabalho para discutir impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos e proteger a economia baiana
O Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criaram um grupo de trabalho para discutir os possíveis impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, a partir de agosto, e buscar novas alternativas comerciais que protejam a economia da Bahia.

O objetivo é indicar as estratégias mais adequadas para enfrentar a política comercial americana e construir uma agenda de trabalho positiva para assegurar os investimentos, o emprego e a renda no estado.

A iniciativa foi definida nesta segunda-feira (14), durante reunião realizada entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com a presença de secretários estaduais e representantes do setor produtivo.

Dentre os assuntos abordados na reunião, destacam-se:
1.????A medida do presidente dos Estados Unidos gera instabilidade institucional que prejudicará sobremaneira a economia daquela nação no futuro. A postura dos EUA com mudança de regras comerciais de forma deliberada como instrumento político, buscando intervir na soberania das nações e ferindo as leis de mercado, poderá tornar o mercado daquele país pouco atrativo e confiável;
Robinson Almeida critica tarifa de Trump contra o Brasil e responsabiliza Bolsonaro: “Bolsonarismo comete crime de lesa-pátri
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Trump justificou a medida como uma retaliação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, estaria “perseguindo” o ex-presidente Jair Bolsonaro e criminalizando aliados políticos em razão da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Para Robinson, a justificativa é “absurda e inaceitável” e representa um ataque direto à soberania e à democracia brasileira. O parlamentar também responsabilizou Bolsonaro pela medida, acusando a extrema-direita de agir contra os interesses nacionais.
“Enquanto o presidente Lula trabalha por justiça tributária, pra taxar os super-ricos, Bolsonaro se articula para taxar o Brasil, prejudicar o setor produtivo e gerar desemprego entre os brasileiros. O bolsonarismo é antinacional, antipatriota e essa articulação para prejudicar o comércio internacional brasileiro não deixa dúvidas”, afirmou Robinson.
A imposição tarifária por parte de Trump reacendeu críticas à postura submissa de Bolsonaro diante dos interesses norte-americanos. Para o parlamentar baiano, a aliança entre o presidente dos EUA e a extrema-direita brasileira representa uma ameaça concreta à independência institucional do país.
Cuba condena a decisão de Trump de voltar a ilha para lista de ‘patrocinadores do terrorismo’

Miguel Díaz-Canel
Sputnik – O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou na segunda-feira (20) a medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a incluir a nação caribenha na lista de países “patrocinadores do terrorismo”.
“O Presidente Trump, em um ato de arrogância e desprezo pela verdade, acaba de restabelecer a designação fraudulenta de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo. Não é surpreendente”, escreveu Díaz-Canel em seu perfil na rede social X.

O líder cubano afirmou que o objetivo do presidente dos Estados Unidos é “continuar fortalecendo a cruel guerra econômica contra Cuba para fins de dominação”.
Na opinião do presidente cubano, essa medida é um “ato de zombaria e abuso” e “confirma o descrédito das listas e dos mecanismos de coerção unilaterais do governo dos EUA”.
O resultado das “medidas extremas do cerco econômico impostas por Trump tem causado escassez ao nosso povo e um aumento significativo do fluxo migratório de Cuba para os Estados Unidos”, considerou.
Consul de Cuba na Bahia diz que novas sanções dos EUA são “genocídio” e garante: “vamos resistir”

A ampliação das sanções econômicas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Cuba, aplicando de forma rigorosa artigos da Lei Helms-Burton que foram ignorados nas gestões Bill Clinton, George Bush, George W. Bush, Barack Obama, estão agravando a crise que afeta milhões de cubanos.
Para apertar ainda mais o cerco, Trump alega o apoio de Cuba ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, país que os EUA tentam desestabilizar sem sucesso.
Durante visita à Biofábrica de Cacau, a Consul de Cuba na Bahia, Milena Caridad Zaldivar Piedra, conversou com Daniel Thame, editor do Blog do Thame, e qualificou a ação dos EUA como “genocídio”.
“Contamos com a solidariedade dos brasileiros. Resistimos e vamos continuar resistindo, porque somos um povo digno, que não se curva”, disse Milena Caridad.
Veja a entrevista:












