:: ‘Daniel Piotto’
Pesquisador da UFSB está entre os mais influentes do Brasil

Daniel Piotto é um dos pesquisadores mais influentes do Brasil || Foto Divulgação
Um levantamento divulgado pela Revista Exame indica os cientistas mais influentes do Brasil na formulação de políticas públicas. O estudo identificou os pesquisadores mais citados em documentos oficiais relacionados a tomadas de decisão entre 2019 e julho de 2025 — incluindo relatórios, pareceres técnicos e documentos estratégicos produzidos por governos, organizações internacionais e entidades da sociedade civil.
Dentre os 100 cientistas apontados pelo estudo, quatro são da Bahia. Um deles é o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Daniel Piotto. Para o pesquisador, questões ambientais urgentes ajudam a explicar a relevância do seu trabalho.
Daniel Piotto destaca que as mudanças climáticas e a rápida degradação das florestas e dos recursos naturais constituem algumas das questões mais importantes para a humanidade na atualidade. “As pesquisas que tenho conduzido sobre soluções baseadas na natureza têm um enorme potencial para mitigar os problemas climáticos globais e promover o desenvolvimento econômico das populações locais. Acho que isso resultou na relevância nacional do trabalho que realizo aqui, na UFSB”.
Professor da UFSB recebe prêmio da Universidade de Yale
por Heleno Nazário
O engenheiro florestal, pesquisador e professor do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAF/UFSB), Daniel Piotto, recebeu o Prospect Street Award de 2021 no início do mês de outubro. A láurea é concedida pela Yale School of Environment (Escola Ambiental da Universidade de Yale), nos Estados Unidos, a ex-alunos que se destacam em suas áreas de pesquisa, refletindo o espírito da YSE ao devotar energia, intelecto e entusiasmo e ao demonstrar liderança, inovação e criatividade para causar impacto no seu campo científico. A concessão ocorreu durante a reunião virtual da turma de 2006 da YSE, no dia 7 de outubro.
Na notícia da YSE sobre o premiado há referências à sua formação, desde o mestrado em Gestão Florestal no Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE) na Costa Rica. Lá, conheceu os projetos dos pesquisadores Florencia Montagnini e Mark Ashton, da YSE, na qual posteriormente desenvolveu estudos em nível de mestrado (concluído em 2006) e doutorado (em 2011) na YSE. Esse histórico de estudo e colaboração com os professores de Yale abriu oportunidades de novos conhecimentos e produção científica para o professor Piotto: “Minha experiência na YSE foi minha formação como o cientista e o professor que sou”, afirmou o docente. Para o professor Mark Ashton, que indicou Piotto para a láurea acadêmica, “Daniel se tornou uma força formidável no mundo da pesquisa e da gestão de florestas tropicais através do seu trabalho na restauração florestal e agrofloresta na Bahia”.
Filha única: árvore rara cujo único espécime do mundo está no Sul da Bahia intriga ciência

(Correio24hs)-Uma única árvore conhecida, pertencente a um único gênero, de uma única espécie. Da mesma família da laranja, a Andreadoxa flava kallunki é um indivíduo ímpar no mundo. A planta é tão rara que só tem nome científico, ninguém nunca deu um apelido, um nome mais popular, o que é bem comum, na verdade. Observada pela primeira vez há cerca de 60 anos, sua história tem algumas lacunas e ainda resta dúvidas para os botânicos. Vivendo no maior herbário de Mata Atlântica do Nordeste, numa área de cultivo de cacau no Sul da Bahia, ela provavelmente é centenária. Exuberante, com suas flores amarelinhas e exalando aroma cítrico como o do limão, a árvore intriga pesquisadores e os desafia a uma luta para que ela não viva a solidão de ser o último exemplar da sua espécie.
Fincada num vão de uns 40 cm entre duas grandes pedras, acredita-se que talvez ela tenha conseguido sobreviver ao tempo por estar justamente ali. Não fosse por isso, teria sido cortada porque não produz sombra propícia para a plantação cacaueira, uma das principais atividades agrícolas da região há pelo menos dois séculos.

Daniel Piotto
Com uma altura de oito metros, o equivalente a um pouco mais do que um prédio de dois andares, a Andrea é considerada baixinha. Para este negócio, são usadas árvores de estrato bem mais alto — acima dos 25 m — então, o pessoal que trabalha plantando cacau vai retirando as menores do caminho.
Professor da UFSB coordena projeto de conservação da Mata Atlântica no Sul da Bahia

Daniel Piotto
A região Sul da Bahia abriga 88 espécies de árvores da Lista Vermelha da IUCN e representa um importante Hotspot de Biodiversidade mundial. Para proteger e conservar as populações de árvores ameaçadas globalmente na Mata Atlântica do Sul da Bahia, a Universidade Federal do Sul da Bahia, em parceria com o Jardim Botânico de Nova York e o Instituto Floresta Viva, com o apoio do herbário da Ceplac, iniciaram as atividades do projeto para localização e reprodução destas espécies ameaçadas, que terão mudas doadas para projetos de reflorestamento na região. Entre as espécies, destaca-se a Andreadoxa flava, uma das plantas mais raras do planeta.
O projeto é coordenado pelo professor Daniel Piotto, da UFSB, considerado um dos maiores pesquisadores da área no mundo.
Veja:
Uma história sobre o futuro. nosso trabalho acredita que a Terra é um imenso Jardim.
Pesquisador da UFSB é incluído na lista dos cientistas mais influentes em 2019
Heleno Nazário

Daniel Piotto
Um estudo da Universidade de Stanford (EUA) publicado no periódico PLOS Biology Journal listou os cientistas mais influentes do mundo, considerando em um ranking o impacto do pesquisador ao longo da carreira e, em outro, o número de citações no ano de 2019. Na Universidade Federal do Sul da Bahia, o professor Daniel Piotto, engenheiro florestal e vinculado ao Centro de Formação em Ciências Agroflorestais, está entre os pesquisadores mais citados em 2019 em todo o mundo, representando a instituição na lista geral, que considera pesquisadores e pesquisadoras de várias áreas científicas em diversos países. O professor Piotto tem experiência na área de ecologia, manejo e restauração florestal, inventário, reflorestamento com espécies nativas, botânica tropical e dendrologia.
O artigo, que atualiza as tabelas a partir das citações do banco de dados Scopus, classifica o impacto de citações de cientistas ao longo da carreira e durante o ano de 2019 usando o índice de citação composto, que leva em consideração seis métricas: as citações totais; o índice h de Hirsch; o índice hm de Schreiber ajustado pela coautoria; o número de citações de artigos como autor único; o número de citações de artigos como autor único ou primeiro autor; e o número de citações de artigos como autor único, primeiro ou último autor.
O professor Daniel Piotto desenvolve pesquisas no sul da Bahia ligadas à restauração florestal, projetos de manejo e biodiversidade. Ele afirma que a motivação para ter se voltado para a área da pesquisa tem a ver com “a curiosidade e a clareza de que, além de uma boa ideia, é necessário trabalhar duro para transformar o mundo”. Atualmente, ele dirige seus esforços em projetos com presença em grupos de pesquisa internacionais: “Trabalho em redes internacionais de pesquisa sobre biodiversidade e florestas secundárias e em vários projetos de pesquisa na região sul da Bahia que integram o conhecimento teórico sobre processos ecológicos em florestas tropicais e sua aplicação no desenho de sistemas de conservação, produção e restauração”, explica. Os trabalhos mais recentes têm sido também divulgados pela UFSB na forma de notícias, de forma a informar para a sociedade os resultados dos estudos apoiados por recursos públicos.
Artigo em revista internacional aborda sementes em áreas florestais sulbaianas

O processo de regeneração de florestas no território do Sul da Bahia é o tema do artigo Successional, spatial, and seasonal changes in seed rain in the Atlantic forest of southern Bahia, Brazil, publicado na revista PlosOne. O trabalho é assinado pelo professor Daniel Piotto (Centro de Formação em Ciências Agroflorestais/ UFSB) e pelos pesquisadores Dylan Craven (Universidade de Goettingen, Alemanha), Florencia Montagnini, Mark Ashton, Chadwick Oliver (vinculados à Universidade de Yale, EUA) e William Wayt Thomas (Jardim Botânico de Nova York). O artigo analisa a chuva de sementes de espécies florestais em áreas em processo de regeneração natural no Parque Estadual da Serra do Corundu (PESC).

Daniel Piotto (fotos: arquivo pessoal)
O professor Piotto, que pesquisa as florestas secundárias do Sul da Bahia, explica que essas matas são o resultado da regeneração de florestas primárias, mais antigas e maduras, após o corte de árvores e abandono da área. O objetivo era verificar os efeitos de fatores como idade da floresta secundária, distância de uma área de floresta primária e a sazonalidade das estações na densidade, diversidade de espécies, modo de dispersão e o tamanho das sementes. Estudar esses processos ajuda a entender como e em quanto tempo essas áreas florestais se regeneram pelos seus próprios meios, como se pode aproveitar essa capacidade para preservar espécies raras, além de dar informações importantes para qualificar o manejo e o uso sustentável desses recursos naturais.
O termo “chuva de sementes” se relaciona à liberação e dispersão de sementes, de acordo com as características de cada espécie vegetal, podendo ocorrer pela simples queda no solo devido à ação da gravidade, o transporte pelo vento e pela ação de animais. Nas áreas estudadas pelos cientistas, as espécies predominantes são a embaúba, a cupianga, a taipoca e a capororoca. Para saber como ocorre a chuva de sementes no PESC, os pesquisadores instalaram e monitoraram 105 armadilhas de sementes em 15 pares de áreas de florestais, cada um formado por uma floresta primária e uma secundária adjacente à primeira, e colocando cinco pares em cada uma das três classes conforme a idade estimada das florestas secundárias: 11 (de 10 a 12), 24 (de 22 a 25) e 40 (37 a 43) anos. A observação foi feita ao longo de um ano, entre 2009 e 2010.
Professor da UFSB participa de artigo na Science sobre florestas regenerantes
As florestas tropicais abrigam mais de 53.000 espécies de árvores, o que representa 96% da diversidade de árvores do mundo. Estas florestas hiperdiversas estão ameaçadas pelas altas taxas de desmatamento causadas principalmente pela expansão agropecuária. Quando um pasto ou um cultivo agrícola é abandonado, ele pode ser rapidamente colonizado pela floresta que regenera naturalmente, as chamadas florestas secundárias. Poderiam essas florestas secundárias ajudar a reverter a perda de espécies e trazer as espécies nativas de volta?
Uma rede internacional de ecólogos da América Latina, Estados Unidos e Europa, liderada por pesquisadores da Universidade de Wageningen, publicaram esta semana um estudo na revista científica Science Advances onde elucidam o papel das florestas secundárias na conservação de da diversidade de árvores tropicais. Entre os pesquisadores está o professor Daniel Piotto, do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSB
A rede inventariou as árvores de 1.800 parcelas em florestas tropicais localizadas em 56 áreas de estudo de 10 países da América Latina. Eles compararam os dados de campo das florestas secundárias de diferentes idades com o de florestas maduras bem conservadas adjacentes. O estudo mostrou que o número de espécies (riqueza) nos fragmentos de florestas regenerantes se recupera em poucas décadas, mas que a composição de espécies pode demorar séculos para se assemelhar às florestas maduras originais ou nunca se recuperar.
Professor da UFSB lança livro sobre Silvicultura e Tecnologia de Espécie da Mata Atlântica
O professor da Universidade Federal do Sul da Bahia- UFSB, Daniel Piotto, juntamente com Carlos Afonso Nobre, João Latorraca e Samir Gonçalves Rolim , lançarão, no próximo dia 12/06, o livro: “Silvicultura e Tecnologia da Espécie de Mata Atlântica” na Abertura do Sétimo Congresso Florestal Katino-Amaericano(CONFLAT), em Vitória, Espírito Santo. Essa será a primeira vez que o Brasil sediará o Congresso, um dos mais importantes e tradicionais eventos científicos da América Latina
O livro descreve a silvicultura e tecnologia de 35 espécies nativas da mata atlântica e revisita o conhecimento existente sobre pra?ticas e resultados de experimentos de campo de projetos de silvicultura com espécies nativas nos domi?nios da Mata Atla?ntica, especialmente no norte do Espírito Santo e sul da Bahia.
De acordo com Piotto, “trata-se de uma obra que visa incentivar o uso de espécies nativas em projetos de reflorestamento, principalmente na região sul da Bahia e norte do Espírito Santo, uma vez que traz informações sobre as taxas de crescimento e qualidade da madeira das principais espécies nativas da região, como por exemplo o pau-brasil, jacarandá-da-bahia e jequitibá. Os resultados mostram que muitas espécies nativas tem um grande potencial para serem cultivadas em reflorestamento e sistemas agroflorestais, aumentando a oferta de madeira de alta qualidade e diminuindo a pressão sobre os remanescentes de floresta nativa da região”
No lançamento, serão distribuídas algumas cópias do livro. O objetivo é, no futuro, poder disponibilizá-lo na internet de forma gratuita.
Cabrucas e cabrucas
Daniel Piotto
Na região sul da Bahia, o cacau originalmente era cultivado no sistema cabruca. Entende-se como sistema cabruca o cultivo do cacau sob o dossel de uma floresta nativa. As cabrucas foram estabelecidas através da remoção do sub-bosque e raleamento do dossel da floresta ombrófila densa que recobria originalmente boa parte da região cacaueira. O principal diferencial das áreas de cabruca em comparação com outros sistemas de produção de cacau, que conferem às cabrucas um alto valor de conservação por preservar elementos originais da flora e fauna da Mata Atlântica, está relacionado à manutenção permanente da cobertura florestal, ou seja, as áreas de cabruca nunca sofreram corte raso. Porém, devido à baixa produtividade das áreas de cabruca e impulsionado pela revolução tecnológica na agricultura a partir da segunda metade do século XX, foram estabelecidos no sul da Bahia sistemas de produção denominados de “derruba total”.
Os sistemas de “derruba total” foram estabelecidos tanto em áreas de fronteira da agricultura substituindo a floresta nativa, quanto em áreas de cabruca. Os sistemas de “derruba total” consistiam no corte raso de toda a vegetação, preparo do terreno para plantio e estabelecimento de mudas de cacau e de espécies florestais exóticas de rápido crescimento, como por exemplo a Erythrina spp., além do cultivo da banana nos primeiros anos para prover melhores condições microclimáticas para as mudas de cacau. De fato, houve um grande aumento da produtividade e a produção de cacau na região sul da Bahia alcançou seu apogeu. Apesar dos sistemas de “derruba total”, em termos de área no agronegócio, serem um dos sistemas agroflorestais mais expressivos em todo o país, essas áreas foram tradicionalmente manejadas com foco agronômico no cacau e o estrato arbóreo sempre foi tratado como uma cultura de serviço para provisão de sombra e microclima para o cacau.
Revista Nature publica artigo de professor da UFSB
O artigo “Biomass resilience of Neotropical secondary forests”, produzido com a participação do professor Daniel Piotto, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, foi publicado pela revista Nature, considerada uma das mais importantes publicações científicas do mundo.
O artigo estima as taxas de acumulação de biomassa em áreas agrícolas abandonadas que se encontram atualmente em processo de regeneração florestal em toda a América Latina tropical. Também foram estudados os efeitos do clima, do desmatamento e da fragmentação da paisagem sobre a capacidade de recuperação de biomassa pelas florestas.
Os resultados têm um grande impacto sobre as análises para o balanço global de carbono na atmosfera, mostrando o grande potencial das áreas de floresta em regeneração para o sequestro de carbono. O artigo apresenta também um mapa indicando as áreas da América Latina com maior e menor potencial para o sequestro de carbono por florestas secundárias.
Para o professor Piotto, essa pesquisa tem o potencial de orientar as políticas climáticas, uma vez que indica locais onde deve ser minimizada a perda de florestas devido à baixa resiliência, que inclui, por exemplo, toda região nordeste da Mata Atlântica, bem como para promoção da regeneração e restauração florestal em áreas degradadas onde a resiliência é alta.
Daniel Piotto participou de outro artigo publicado recentemente pela Nature, intitulado “Mapping tree density at a global scale”, no qual propõe uma nova estimativa para o número de árvores do planeta.













