:: ‘comunidades indígenas’
Lideranças indígenas e gestão do Materno-Infantil dialogam sobre avanços no atendimento aos Povos Originários
Lideranças indígenas da etnia Tupinambá e representações da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) da Bahia estiveram reunidas com diretores do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, com o objetivo de discutir fluxos, organização, atendimento e ampliação de serviços às comunidades dos Povos Originários da região.
O HMIJS é a única unidade do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos indígenas, uma conquista assegurada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), entidade gestora do hospital.

O Cacique Gildo Amaral, que também é membro do Conselho Estadual de Saúde, destaca a necessidade de cada vez mais ampliar o leque de atendimento às etnias da Bahia, já que dos 417 municípios, 406 possuem presença indígena. O Estado conta com 229 mil e 500 pessoas que se declararam indígenas.
Qualidade e mais serviços
Hospital Materno-Infantil faz escuta com representantes da etnia Pataxó hã-hã-hãe
Lideranças indígenas da etnia Pataxó hã-hã-hãe e servidores da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) – Polo Pau Brasil, estiveram reunidos com a diretora-geral do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, para a realização de uma escuta sobre demandas e oferta de serviço de qualidade para a comunidade indígena da região. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Pau Brasil, dez dias após a visita que o coordenador do polo Base do DSEI – Pau Brasil, Iago Santos, e o representante do Conselho Municipal Indigenista do município, Antônio Ribeiro, visitarem a unidade, que é o único hospital na Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Originários.

No encontro em Pau Brasil, a diretora-geral destacou o fato de que a referência deste serviço começou em Ilhéus, mas já foi ampliado, passando a atender sul e extremo sul da Bahia. Credenciado no ano passado pelo governo federal com apoio da Secretaria Estadual da Saúde e da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), entidade gestora do hospital, o HMIJS está próximo a receber o segundo monitoramento do Ministério da Saúde e dentre as propostas que constam no Plano de Atenção Especializada aos Povos Originários (IAE-PI) encontra-se a necessidade de estreitar laços com as comunidades indígenas para aproximá-las dos serviços ofertados.
Acolhimento e humanização
Governo garante ajuda humanitária a comunidades indígenas atingidas pelas chuvas

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) integra a força tarefa do Governo do Estado, que está mobilizada para oferecer ajuda humanitária à população do sul e extremo sul da Bahia, atingida pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias. A pasta tem dedicado atenção especial aos grupos indígenas que vivem nessas regiões.

“Estamos visitando as aldeias para entrega de doações e avaliação dos danos. Reiteramos o compromisso do Governo do Estado e nos colocamos, permanentemente, em atenção e vigília frente à necessidade dos povos indígenas e demais comunidades tradicionais prejudicadas pelas chuvas”, destaca a titular da Sepromi, Ângela Guimarães, que esteve em Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, acompanhada da superintendente estadual de Políticas para os Povos Indígenas, Patrícia Pataxó.
Projeto “Mangará” fortalece conexões entre BAMIN e comunidades indígenas de Ilhéus

Uma relação de proximidade frutífera entre a BAMIN e aldeias tupinambás da costa de Olivença, em Ilhéus (BA), se materializa no Projeto “Mangará”. A iniciativa da equipe de relacionamento com comunidades da BAMIN no Porto Sul articula uma série de ações que já estão em desenvolvimento em 18 comunidades indígenas da região, a partir de três pilares: educação e formação profissional; segurança comunitária; e preservação ambiental. O título “Mangará”, que em tupi-guarani significa coração, é uma forma de nomear a conexão nascida entre a equipe BAMIN e os povos indígenas de Ilhéus.
Caroline Azevedo, Gerente Geral de Meio Ambiente e Relacionamento com Comunidades da BAMIN, explica que o objetivo do Projeto “Mangará” é estabelecer uma parceria contínua com as comunidades Tupinambás do sul de Ilhéus, visando o seu desenvolvimento territorial e fortalecimento de sua presença na área.
“Por meio de um diagnóstico do território indígena Tupinambá, identificamos as necessidades mais urgentes para essas aldeias. Então, partimos para a estruturação de um projeto que contemple essas demandas passo a passo, em uma caminhada contínua e compartilhada de aprendizados e novos saberes”, detalha Caroline.
Embaixadora de Direitos Humanos dos Países Baixos visita comunidades indígenas

Uma delegação diplomática do Reino dos Países Baixos este em visita ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Leste e as comunidades indígenas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A Embaixadora dos Direitos Humanos do Reino dos Países Baixos na Bahia Tahzib-Lie, esteve no Brasil para uma série de compromissos em favor dos direitos humanos e para acompanhar in loco a execução de projetos com o apoio do Fundo de Direitos Humanos do Países Baixos.

“Na Região Metropolitana, a embaixadora e o embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, André Driessen, conversaram com a equipe do Cimi e visitaram a aldeia Arapowã Kakyá do povo Xukuru Kariri, em Brumadinho”, conta o coordenador do Cimi Regional Leste, Haroldo Heleno.
O Cimi Regional Leste recebe apoio do Fundo de Direitos Humanos dos Países Baixos, desde 2021 para a realização de atividades de formação, articulação e garantia de direitos para jovens e mulheres indígenas dos povos acompanhados em Minas Gerais, Espírito Santo e parte da Bahia.
- 1













