:: ‘Carlos Alberto Torres’
Cheirinho de porco
Daniel Thame
Reta final do Campeonato Brasileiro e aquele cheirinho de título alardeado pelos torcedores do Flamengo, que no auge da empolgação chegaram a transformar os aeroportos do Galeão e Cumbica numa espécie de Maracanã, vai ficando cada vez mais com cara de cheirinho de porco.
Mesmo sem jogar bem (na verdade nos últimos jogos atuando mal) o Palmeiras acumula uma série de vitórias que lhe dão uma folga sobre o Flamengo e uma folga ainda maior sobre Atlético Mineiro e Santos, os times que em tese estão disputando o título pra valer.
E mesmo o Flamengo deu uma travada no embalo em que vinha, perdendo pontos importantes e se descolando cada vez mais do Palmeiras. O empate em 2×2 contra o Corinthians, em pleno Maracanã, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, custou dois pontos que podem ser fatais.
No mesmo dia, com sorte e a providencial ajuda do juiz, o Palmeiras ganhou do Sport por 2×1, num jogo em que a bola deveria acionar a Lei Maria da Penha. Mas valeram os três pontos, fundamentais para a folga do Verdão.
Enquanto isso, Atlético Mineiro e Santos patinam na própria instabilidade, embora o Galo até demonstre que pode tirar o segundo lugar do Flamengo.
Mas, daí a tirar o primeiro lugar do Palmeiras vai uma distância muito grande. E bota muito grande nisso.
Vendo o título de binóculos (melhor seria dizer, de telescópio), Botafogo, Corinthians, Fluminense e Atlético Paranaense brigam duas vagas (ou três a depender de quem ganha a Copa do Brasil) na inchada Libertadores 2017.
Briga feia também na luta pelo rebaixamento. América MG e Santa Cruz parecem irremediavelmente condenados á degola. Restam duas vagas na guilhotina, com Figueirense, Vitória, Internacional, Coritiba e Sport lutando para salvar o pescoço. Cruzeiro, Chapecoense e São Paulo correm riscos mínimos de cair.
Emoção, alegria e decepção, esses coisas que tornam o futebol tão fascinante, não vão faltar próximas de decisivas rodadas.
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É gol- Carlos Alberto Torres não foi apenas um dos maiores laterais de todos os tempos. Foi também o capitão que soube como ninguém amar a Taça Jules Rimet.
Assim como o gol na final contra a Itália, obra prima que Da Vinci ou Michelangelo assinariam, o Capita é eterno.
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É pênalti- Triste, para os baianos, será ver o Vitória cair e ainda com o risco do Bahia, que namora a zona de classificação da Série B, mas casar que é bom, nada, não subir para a Série A, deixando o estado fora da elite do futebol.
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