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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘América’

A América não tem dono

A frase responde à chamada Doutrina Monroe, atribuída ao presidente James Monroe, e parecia por momentos que tinha sido guardada em um recanto das diversas administrações dos Estados Unidos; contudo, nunca ficou morta.

Hoje, o governo dos Estados Unidos liderado pelo presidente Donald Trump, torna-a mais presente do que nunca, a partir de sua candidatura apresentada para presidir a Casa Branca, sob o lema de sua campanha: ‘Make America great again’, (em português: Tornar grande outra vez a América).

Essa foi a política de 2017, no momento em que ocupou o cargo político más alto de uma nação: investiu contra os imigrantes, defendeu o protecionismo econômico, e relativamente à nossa Ilha, espezinhou muitos dos avanços obtidos durante o anterior governo de Barack Obama.

 

Agora, pretendem investir com essa mesma força sobre nossos povos de América Latina. Um dos altos cargos da administração Trump, o secretário do Estado Rex Tillerson, fez por estes dias uma turnê por diversos países da região. O motivo? Como foi anunciado, 2018 será o ano das Américas, daí que procura incentivar a divisão e a submissão entre os governos do continente.

Pouco antes de começar uma viagem muito acompanhada pela mídia, que abrangeu México, Argentina, Peru, Colômbia e a Jamaica, Tillerson insistiu nessa ideia, e asseverou: «às vezes, esquecemos a importância da Doutrina Monroe e o que significa para o nosso hemisfério, por isso acho que hoje é tão relevante como quando foi escrita».

O governo dos Estados Unidos pretende que a América Latina seja tornada, mais uma vez, seu quintal, e tudo isto acontece em um momento de expectativas, prévio à Cúpula das Américas, que terá lugar no mês de abril no Peru.

 

No evento será necessário para a unidade regional, quebrada por fatores como a escalada da direita em alguns países como o Brasil, Argentina e, recentemente, o Chile com o presidente eleito Sebastián Piñera, bem como a perseguição a líderes políticos e lideres representativos (Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández).

É preciso então, o impulso de mecanismos regionais como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América–Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

VENEZUELA: UMA PEDRA NO SAPATO

Um dos propósitos da turnê de Tillerson pelos países da América Latina se foca na Venezuela, uma pedra em seu sapato e o de sua administração, para defender a tristemente célebre frase ‘América para os americanos’.

O país bolivariano ficou atento com a assinatura do Acordo de Convivência Democrática pela Venezuela, entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição.

Depois de meses de diálogos realizados na República Dominicana, os temas debatidos foram solucionados; contudo, a assinatura só foi concretizada pela parte do governo, a oposição não quis assinar.

Segundo declarações do chefe da delegação governamental, Jorge Rodríguez, isto teve a ver com pressão exercida por Tillerson.

O secretário de Estado, quem visitava nesse momento a Colômbia, comunicou-se com o dirigente da oposição Julio Borges, e essa foi a causa pela que a outra parte não assinou o acordo.

Vários foram os apelos para que o lado opositor cumprisse seu acordo e assinasse, em prol de encontrar a paz na Venezuela.

No entanto, a estada do funcionário estadunidense em Bogotá também transcendeu, e fez um apelo para restaurar a democracia na Venezuela e antecipou que não reconheceria os resultados das próximas eleições na nação da América do Sul, pactuadas para o primeiro quadrimestre deste ano.

Referindo-se a essa turnê, Maduro asseverou: «Venezuela não é ameaçada por ninguém, se ele quer declarar um embargo petroleiro dos EUA contra a Venezuela, Venezuela superará qualquer ameaça».

Não obstante, séculos antes de tudo isto acontecer, o libertador Simón Bolívar alertava acerca das pretensões imperialistas do país norte-americano: «os Estados Unidos parecem destinados pela Providência para encher a América de miséria, em nome da liberdade».

DOUTRINA MONROE:
– É o baseamento que justifica as diversas intervenções dos Estados Unidos na região e seus desejos expansionistas.
– Resume-se na frase: ‘América para os americanos’.
– Promovida como uma estratégia de política exterior do presidente James Monroe (1817-1825). Considera o continente todo sob controle dos Estados Unidos.
– No decurso do tempo é usada como plataforma para defender as intervenções norte-americanas, considerando que seus interesses se encontram em risco ou sob a justificação de embandeirar a emancipação dos novos países.
– Tem uma especial relação com o Destino Manifesto, no qual se expressa o credo de que os Estados Unidos estavam destinados a espalhar-se entre o Atlântico e o Pacífico.

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Para a Venezuela, para Nuestra América…

Nathalie Cardone Comandante Che Guevara Hasta Siempre



Sou de uma geração em que, na imensa e empobrecida periferia da Grande São Paulo naquela virada dos anos 70 para os anos 80, o sonho (além de mudar o mundo, na porrada se fosse preciso)  era chegar a Machu Pichu e Cuzco, no Peru, Meca dos Mochileiros de nuestra América.

 Para isso, bastava uma calça velha azul e desbotada, duas ou três camisas Hering, o dinheiro necessário  pra não passar fome e disposição pra encarar trens decadentes, carrocerias de caminhão, ônibus poeirentos e intermináveis caminhadas à pé. Tudo pra poder contemplar o mundo do alto daquelas montanhas imortais.

 Sonhávamos muito e nos contentávamos com pouco. Na estrada, adquiria-se um senso de companheirismo e de solidariedade que era inoculado no nosso caráter, para sempre.

 Hoje, na sociedade movida a aparência,  muitos jovens querem roupas de grife, carros do ano, baladas se possível todos os dias e dinheiro para gastar sem se preocupar com o café da manhã do dia seguinte. Tudo ao mesmo tempo, tudo sem o menor esforço.

 E aí, quando nos deparamos  com o caso de duas jovens baianas de classe média envolvidas com o submundo em troca de uma  vida de pequenos luxos, fazemos cara de surpresa.

 Não deveríamos fazer. Enquanto imperar o Deus Consumo, episódios como esse se tornarão cada vez mais comuns.

 Uma geração que, de tão apressada, nem se permite sonhar.

 E cá pra nós, perder a capacidade de sonhar, dos sonhos simples aos sonhos impossíveis, é mergulhar no abismo.

Daniel Thame 

 

Flamengo tem maior torcida do mundo, aponta pesquisa

o time é capenga, mas a torcida é show

O Flamengo tem a maior torcida do mundo, de acordo com pesquisa feita pelo instituto argentino Gerardo Molina-Euromericas e divulgada nesta segunda-feira pela imprensa local.
De acordo com a pesquisa, o Flamengo tem 39,1 milhões de torcedores pelo mundo todo, superando Chivas (33,8 milhões) e América (29,4 milhões), ambos do México, que são segundo e terceiro colocados, respectivamente.

O Corinthians vem em quarto, com 28 milhões de torcedores espalhados pelo mundo, de acordo com o estudo. A pesquisa aponta ainda o Boca Juniors como o time que possui maior torcida dentro de um país se comparada às dos rivais. Ele é o time preferido de 46,8% dos argentinos. O Flamengo, por exemplo, é o time preferido de 25% dos brasileiros.

A pesquisa foi feita por consultorias contratadas no Brasil, Argentina, México, Espanha, Alemanha, Itália, Inglaterra, Portugal, França, Holanda e Japão. (do UOL)





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