:: ‘2025’
A filosofia diz respeito a todos e a todos diz respeito!

Antonio Balbino Marçal Lima
O título deste texto não é apenas uma máxima abstrata, mas o motor de um livro recém-lançado, Aos olhos da razão. Nele, proponho um exercício necessário: olhar para os temas atuais (política, tecnologia, cultura, ética…) à luz da filosofia, dos conceitos e de autores que ainda têm algo a nos dizer sobre este mundo saturado de informação, mas carente de reflexão, de sabedoria. A filosofia é como um espelho invisível que acompanha cada gesto humano. Quando dizemos que “a filosofia diz respeito a todos e a todos diz respeito”, afirmamos que não há vida que escape ao exercício de pensar. Mesmo quem nunca abriu um livro de Platão ou Kant, inevitavelmente se vê diante de perguntas que são filosóficas: o que é justo? O que é verdadeiro? O que significa viver bem?
Ela não é um luxo intelectual, mas uma necessidade existencial. Ao atravessar o cotidiano, a filosofia nos convida a olhar para além da superfície das coisas. No silêncio de uma dúvida, no desconforto diante de uma injustiça, ou na alegria de contemplar o mundo, há sempre um movimento filosófico em curso.
O mais belo é que esse movimento não é unilateral: a filosofia nos molda, mas também é moldada por nós. Cada experiência humana, cada cultura, cada época acrescenta novas tonalidades ao grande mosaico do pensamento. Assim, pensar não é apenas um ato individual, mas um gesto coletivo que nos liga uns aos outros.
2025: o ano do cooperativismo no mundo

Efson Lima
A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o ano de 2025 como sendo das cooperativas. No âmbito das Nações Unidas é tradição escolher determinado tema anual para sensibilizar os governos e as sociedades em torno de questões cruciais do progresso humano. Sendo assim, a temática do cooperativismo tem sido difundida em diversas organizações e recebido importância cada vez maior. O cooperativismo está pautado em princípios e práticas que visam impactar positivamente as relações humanas e o desenvolvimento econômico e ambiental.
A prática cooperativista apresenta os seguintes princípios que orientam as relações coletivas: adesão voluntária e livre; gestão democrática, participação econômica; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação; e interesse pela comunidade. Esses princípios e valores aplicados promovem o desenvolvimento sustentável com centralidade no progresso social e ambiental visando reduzir a pobreza e promover a igualdade entre as pessoas.
O cooperativismo é uma atividade que reúne mais de 1 bilhão de pessoas e 3 milhões de cooperativas no mundo; no Brasil são mais de 20,5 milhões de cooperados, promovendo geração de trabalho e renda. São mais 500 mil pessoas empregadas no setor e colabora significativamente para o produto interno brasileiro. As cooperativas se organizam em diversos ramos, o mais recente no Brasil começa a ser o de seguros. Além deste, temos: agropecuário; consumo; crédito; infraestrutura; trabalho, produção de bens e serviços; saúde; e transporte. Portanto, o cooperativismo não pode ser visto com uma prática isolada, pelo contrário, tem um vasto campo, além do agropecuário, o qual talvez seja o mais conhecido. E, agora, são oito ramos.
Sete principais cidades do sul da Bahia registraram quase 500 casos de violência contra a mulher em 2025
Bahia teve 41,642 casos no ano passado, sendo apenas 5,914 denúncias feitas – Em 2025, nesses quatro primeiros meses, a Bahia tem 6.259 casos registrados

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), as sete principais cidades do sul da Bahia: Teixeira de Freitas, Itabuna, Valença, Ilhéus, Porto Seguro, Eunápolis e Itamaraju registraram nesses quatro primeiros meses de 2025 o total de 473 violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher.
2024:
– Teixeira de Freitas: 59 casos e 08 denúncias;
– Itabuna: 104 casos e 17 denúncias;
– Valença: 67 casos e 09 denúncias;
– Ilhéus: ´53 casos e 10 denúncias;
– Porto Seguro: 52 casos e 09 denúncias;
– Eunápolis: 70 casos e 10 denúncias.
– Itamaraju: 68 casos e 05 denúncias;
Total de casos: 473
Total de denúncias: 68
Desse total, apenas 68 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia) neste 2025. Em 2024, em todo o estado da Bahia, foram 41.642 casos de violações e 5,914 denúncias registradas em 2024. Neste ano, a Bahia tem 6.259 registrados, segundo o Painel de Dados do MDHC.
Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera Osmundo Nogueira Gonzaga, denunciar a violência pode levar à intervenção imediata das autoridades para proteger a vítima e garantir a segurança da mulher. Além disso, o especialista explica que, o ato de denunciar esses crimes, contribui na responsabilização dos agressores, promove justiça para as vítimas e ajuda a prevenir futuras ocorrências.
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