:: abr/2023
As cores de abril
Cleide Léria Rodrigues
As cores de abril , os seres de anil
O mundo se abril em flor
E pássaros mil nas flores – de – abril
Voando e fazendo amor
O canto gentil de quem bem vive
Num pranto desolador
Não chora , me ouviu que as cores de abril
Não querem saber da dor
Olha quanta beleza
Tudo é pura visão e a natureza
Transforma a vida em canção
Sou eu o poeta quem diz
Vai e canta , meu irmão
Ser feliz é viver morto de paixão
Ser feliz é viver morto de paixão…????
#Viniciusdemoraes#toquinho.
Um grande abraço!
—
Cleide Léria Rodrigues é Psicóloga – CRP03 18383.
Os cobiçados rapazes do Banco do Brasil

Equipes de funcionários do BB de Canavieiras em 1964
Walmir Rosário
O Banco do Brasil sempre foi considerada uma instituição singular, de prestígio em todo o país. Queiram ou não, era bem diferente dos demais estabelecimentos bancários, de acesso mais restrito a correntistas e funcionários. Estes somente ingressavam no corpo de funcionários pelo sistema de meritocracia, por meio de um concurso nacional, após anos de estudo. Valia a pena, por ser um emprego pra vida toda, até a sonhada aposentadoria.
Assinada a carteira e vencido o estágio probatório, o funcionário do BB era considerado um ser diferente, quem sabe superior, na hierarquia social, tanto pelo prestígio que gozava na sociedade. A começar pelo contracheque, apelidado de espelho, recheados de cruzeiros, cruzados ou reais, em comparação aos salários pagos pelos bancos privados, também considerados bons pelos empregados.
E somente ingressavam no quadro de funcionários rapazes e moças cujo desempenho no concurso fosse bem acima da média. Uma prova considerada “pau a pau” com os temidos vestibulares. Língua portuguesa, com questões difíceis de gramática; história, e a mais temida: a matemática. Mas não bastava, quem não fosse ágil e com um pedigree de ouro na datilografia nem se habilitasse, seria reprovado na hora.
Lembro dos meus tempos de menino, em que ficava deslumbrado ao entrar na agência Itabuna do BB e apreciar – com emoção – os lépidos funcionários datilografando contratos ou outros serviços. Mas além de “bater a máquina”, ficávamos embevecidos com o cálculo feitos na máquina Facit manual, com as teclas numéricas e manivelas girando para frente e para trás, era um espetáculo para nós garotos.
Nem precisaria comentar, mas os funcionários do BB chamavam a atenção por serem considerados moços de alto partido pelas donzelas casadoiras, que se postavam nas janelas de suas casas no horário em que eles encerravam o expediente. Era um festival de suspiros quando eles passavam, muitas das vezes marcados por troca de olhares e algumas frases galanteadoras. Melhores partidos não haviam nas cidades.














