WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


:: ‘violencia contra a mulher’

moral

Coaraci promove ação contra a violência doméstica

coaraciA cidade de Coaraci participou da campanha de alerta contra a violência doméstica, deflagrada neste mês de novembro em todo o país. Na terça-feira (25), ocorreu na cidade a culminância do projeto de intervenção “Não fique em silêncio, violência doméstica é crime”. A ação, de iniciativa do Centro de Referência em Assistência Social (Creas), reuniu estudantes e profissionais de saúde, educação e assistência social no auditório da prefeitura local.

A assistente social Rízia Miriam Guimarães Santos, coordenadora do Creas, afirma que a mobilização é realizada todos os anos em Coaraci. “Esse é o momento de chamar a atenção da sociedade para o fato de que a violência doméstica é algo que não pode ser tolerado”, salienta.

No evento, foi proferida palestra pela assistente social Alana Del-Rey, especialista em gestão de políticas públicas em gênero e raça pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e em Impactos da violência, pela Fiocruz. Ela apresentou um histórico sobre a condição da mulher na sociedade, abordou conceito de violência doméstica e relacionou as políticas públicas de enfrentamento.

A organização do projeto contou com a participação da estagiária Fabiane Santos, graduanda em Serviço Social, sob a supervisão da assistente social Jaciara Nunes.

Alline Rosa e o olho roxo

A contrário do que parece, a cantora baiana Alinne Rosa não foi agredida. A notícia faz parte da ação dos “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”. A campanha, criada pela Agência Leaiute faz parte uma mobilização de massa, que ocorre em 159 países, pelo fim do sexismo e construção de uma sociedade livre para todas as mulheres.

A violência contra as mulheres está presente em todos os lugares, raças e classes sociais. Assim, é entendida como um problema de toda a sociedade: pessoas anônimas, figuras públicas, organizações civis e todos os poderes constituídos.

Alinne Rosa protagonizou a ação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do Governo da Bahia, abrindo mão do seu cachê em apoio à campanha.

Diga não à violência

Sione Porto

Em termos de violência, as estatísticas das Delegacias Especializadas de Proteção à Mulher, desde 1985, têm demonstrado que as agressões, ameaças e estupros contra a mulher, vêm aumentando assustadoramente, em números preocupantes.

A ONU acaba de denunciar que há um surto global de ataques contra a mulher. Sete em cada dez serão estupradas ou vítimas de violência ao longo da vida (Revista IstoÉ, 6 de março de 2013).

Para mudar esse quadro é preciso atacar as causas históricas e culturais. As mulheres sempre foram vítimas de preconceito por parte da própria família, que as discriminava dos filhos varões, entendendo ser a mulher, educada apenas para ser esposa e mãe, devendo, portanto, obediência a seu marido.

Em 17/09/1997, época em que muitas mulheres não teriam coragem, a dona de casa E. P. S. (cidade preservada) prestou queixa, na Delegacia Circunscricional, contra o motorista de táxi N. P. S., seu marido, com quem era casada há vários anos, dizendo que, enquanto dormia, fora agredida com socos na cabeça, só porque estava frequentando uma paróquia, além de já ter sofrido outras agressões de rotina, ou seja, espancamentos diários.

Casos como esse e de agressões e espancamentos semelhantes têm registros diários nas delegacias brasileiras.

Para reverter essa situação, é necessário cuidar de uma nova educação, uma linha revisionista facilitadora no combate à violência contra mulher, com maior rigor e agilidade processual, na aplicação da lei Maria da Penha, a fim de acabar com o machismo do valentão, guerrilheiro afetado que gosta de bater.

Hoje a violência atinge todas as classes sociais, das mais pobres como as donas de casas simples, às tituladas, médicas professoras, dentistas, empresárias, advogadas, atrizes, modelos, etc.

Dentre os fatores estudados, estatísticas comprovam que o desencadeamento da violência doméstica contra a mulher, dá-se pelo machismo, ciúme exacerbado, inferioridade funcional e econômica, desemprego, alcoolismo e pelas drogas (campeão da violência), aliados a outras relevantes: as mentes perigosas, originadas pelas psicopatias mentais.

Mudar esse quadro de violência contra a mulher não é fácil, é tarefa árdua, que temos enfrentado no combate diuturno nas delegacias, inobstante não é impossível. As mulheres que não buscarem ajuda e não vencerem o preconceito, o medo, a dor, a humilhação e a vergonha, denunciando seus parceiros, vão apanhar sempre. Convém ressaltar, que os relacionamentos conturbados a problemáticos, não se reverterão pela obediência e pelo medo.

É necessário denunciar toda e qualquer violência contra a mulher. O homem sabe que bater na mulher é crime, todavia, continuam batendo, entendendo ser a mulher sua propriedade, ademais, confiando também na impunidade.

Todos os dias, no Brasil, chegam às delegacias, mulheres agredidas, com cabeça enfaixada, perna engessada, braço quebrado, olho inchado, corpo furado por armas brancas, chicotadas, pauladas, facãozadas, lesionadas por armas de fogo, quando não são assassinadas. O inimigo íntimo é o namorado, o amante, o companheiro, ás vezes também, é o pai, o irmão, o cunhado.

O faroeste da violência contra a mulher cresce em todo país, tal a irracionalidade do homem, impunidade e a fragilidade da lei. O Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maiores índices de homicídios femininos no mundo.

É imprescindível mudanças profundas com responsabilidade do tratamento ä dignidade e integridade da mulher.

A mulher não saiu do território bíblico só para ser a fêmea da espécie e apanhar. Deve, antes de tudo, ser respeitada e amada como pessoa humana. Denunciem. Não continuem dormindo com o inimigo.

 

Sione Porto é advogada e delegada de polícia em Itabuna

MARCHA DAS VADIAS EM ITABUNA

alguem ai se lembra de um tal Maluf?

A Marcha das Vadias em Itabuna será realizada neste sábado, dia8, apartir das 9 horas,  saindo do Jardim do Ó e caminhando pela avenida do Cinquentenário, centro. De acordo com o movimento, será a primeira marcha numa cidade do interior do Nordeste. O evento foi a forma encontrada, no Brasil e no mundo, para denunciar a violência contra a mulher.

De acordo com estatísticas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Itabuna foram registrados 1.305 casos de violência contra pessoas do sexo feminino. Foram 435 casos de ameaça e 394 de lesão corporal.

Coordenadoras explicam que a denominação “Marcha das Vadias” foi escolhida porque “a sociedade precisa ser provocada a repensar os seus valores e práticas”. A palavra vadia, observam, é utilizada costumeiramente para imputar negatividade à conduta feminina.





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia