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UFSB oferece 480 vagas no Sisu 2018
A Universidade Federal do Sul da Bahia publicou o seu edital para o processo seletivo 2018, integrando-se ao Sistema de Seleção Unificada, o Sisu. Para participar, é preciso ter realizado a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, com nota maior que zero na Redação, e se inscrever no Sisu entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro.
Para realizar a inscrição, é preciso acessar o site do Sisu tendo em mãos a senha mais atual cadastrada no site do Enem. É possível marcar duas escolhas de cursos. As notas de corte e a classificação parcial de cada candidato serão divulgadas nos dias 30, 31 de janeiro e 1º de fevereiro a partir da 0h, permitindo avaliar e mudar as escolhas antes do fechamento do sistema. O resultado da chamada regular será conhecido no dia 2 de fevereiro.
A UFSB oferece 480 vagas, 160 em cada um dos seus três campus: Jorge Amado (Itabuna), Sosígenes Costa (Porto Seguro) e Paulo Freire (Teixeira de Freitas). As vagas ofertadas são para a Área Básica de Ingresso, com 40 vagas em cada campus e que abre caminho para as Licenciaturas Interdisciplinares (Artes e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais e suas Tecnologias;Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e Computação e suas Tecnologias) e para quatro Bacharelados Interdisciplinares (Artes, Humanidades,Ciências, Saúde), cada um com 30 vagas em cada campus.
As notas mínimas exigidas são de 500 pontos na redação e de 450 pontos em cada uma das quatro áreas avaliadas pelas provas do Enem (Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias). Em relação a políticas afirmativas, 85% das vagas da ABI e 75% das vagas dos Bacharelados Interdisciplinares estão reservadas para as modalidades de cotas definidas na Lei Federal nº 12.711/2012.
UFSB participa do I Fórum Baiano de Gestão Ambiental nas Instituições de Ensino Superior
A Universidade Federal do Sul da Bahia participou do I Fórum Baiano de Gestão Ambiental nas Instituições de Ensino Superior – FBGA, representada pela Coordenadora de Sustentabilidade, Valerie Nicollier. O evento foi uma iniciativa da Coordenação de Meio Ambiente da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da UFBA e aconteceu em Salvador, no Campus de Ondina.
O evento contou com a participação efetiva de aproximadamente 15 universidades, sendo que cada uma apresentou suas ações na área da sustentabilidade. A Coordenadora de Sustentabilidade da UFSB apresentou o trabalho intitulado “UFSB Sustentável” que, a partir da discussão de conceitos e práticas, procurou mostrar como vem sendo estruturada a Política de Sustentabilidade da UFSB.
Os representantes de seis instituições de ensino superior (UFBA, UFRB, UFOB, IFBA, UNIVASF e a UFSB) criaram o Fórum Baiano de Gestão Ambiental em Instituições de Ensino Superior, uma instância permanente que visa promover o trabalho em rede, integração e comunicação entre as universidades no contexto da sustentabilidade. O Fórum se reunirá anualmente e ficou decidido que a UFRB iria sediar o próximo encontro em 2018.
UFSB divulga primeira seleção para cursos de 2º ciclo
A Universidade Federal do Sul da Bahia publicou nesta segunda-feira (13) o edital que estabelece as regras do processo seletivo para o ingresso nos cursos de graduações profissionalizantes de 2º ciclo. As inscrições abrem na próxima sexta-feira, 17 de novembro, e se encerram no domingo, 19. O resultado preliminar está previsto para o dia 6 de dezembro, com 24h para recursos, e a divulgação do resultado final deve ser feita no dia 13 de dezembro de 2017. A UFSB oferece 560 vagas neste primeiro processo seletivo.
Poderão participar estudantes regularmente matriculados na UFSB que tenham concluído um dos cursos de 1º Ciclo, Bacharelado Interdisciplinar (BI) ou Licenciatura Interdisciplinar (LI) e preencham os requisitos específicos para o(s) curso(s) de 2º Ciclo.
A inscrição deve ser feita por meio do formulário eletrônico que ficará disponível durante a fase de inscrições. Cada estudante deverá indicar até três opções distintas de cursos de segundo ciclo, em ordem de prioridade.
Os cursos de 2º ciclo da UFSB:
Crônicas de um Golpe na UFSB (3)
Naomar Almeida Filho
Amo as palavras. Respeito a palavra. A palavra compromisso, por exemplo. Uma promessa que se faz, com outros, para outros, a si mesmo. Prometemos algo com alguém para alguém: nos comprometemos, pode ser com um grupo para uma coletividade. A com-promessa implica confiança e uma palavra de honra. Desonrada fica a pessoa que não cumpre seu compromisso, não honra sua promessa. Isso vale para a vida pessoal e social, tanto quanto deveria valer para a política, principalmente a pequena política de cada dia.
A Carta de Fundação da UFSB foi escrita numa pequena pousada na estrada de Itacaré, ao norte de Ilhéus, entre 17 e 20 de setembro de 2013, por dezessete professores da UFBA, por mim convidados para compartilhar a construção da UFSB, nossa protopia de uma universidade socialmente referenciada. Foram quatro dias de foco quase total, imersão rica e produtiva, após um mês de reuniões preparatórias realizadas no escritório de Salvador. Andando cedo na praia de areia escura, no café da manhã, nos animados grupos de discussão, à noite no jantar, revendo as anotações do dia. Debates acalorados e entusiasmados, palavra a palavra.
Tínhamos consciência da importância de nossa tarefa de construir conceitos fundantes. Esgotávamos todos os argumentos, nos ouvíamos com paciência e respeito num processo tranquilo. Em nenhum momento foi necessário votar. Lembro-me especialmente da discussão para inclusão da palavra alegria, proposta por Denise Coutinho, que para alguns parecia pouco acadêmica; foram convencidos pela pressão carinhosa principalmente das mulheres, lideradas por Fátima Tavares. Os relatores trabalhavam com entusiasmo e dedicação: recordo e destaco Robson Magalhães, voluntário que não tinha cargo de gestão, atento, registrando todos os detalhes. Muita energia positiva, em suma. Poucas vezes em minha vida estive num ambiente tão fraterno, tão produtivo intelectualmente.
O primeiro Conselho Universitário da UFSB reuniu-se na sede provisória da reitoria, no Campus Jorge Amado, no final do dia 20 de setembro de 2013, uma sexta-feira que começou ensolarada. Na ampla convocação, propus uma pauta de puro simbolismo: instalação do Conselho Universitário Matriz para apreciação da Carta de Fundação da Universidade Federal do Sul da Bahia. Fomos direto da pousada, após os derradeiros retoques no texto e a checagem dos últimos detalhes do evento. Ao chegar, notamos centenas de carros estacionados dentro e fora do pátio, no acostamento da rodovia. O átrio estava lotado. As fotos do evento mostram uma multidão transbordando porta afora. Lideranças políticas, autoridades, militantes de movimentos sociais, muita gente do povo (como se diz no interior da Bahia).
O Governador Jaques Wagner presidiu a sessão, numa mesa solene composta por ele, pelo então Prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, pela Senadora Lídice da Mata, pela Reitora Dora Leal Rosa (a UFBA era nossa instituição-tutora) e por mim. Os parlamentares eram tantos, de todos os níveis de representação legislativa, que estendemos simbolicamente a mesa solene, incluindo ainda prefeitos de praticamente toda a região grapiúna e reitores/as de todas as universidades baianas. O Governador me passou a “condução dos trabalhos” (acho bem engraçada esta expressão), fiz uma chamada nominal dos membros do Conselho Universitário Matriz e formalmente dei posse a cada um, listados nos documentos posteriormente publicados.
Coube a Sebastião Loureiro, militante da Reforma Sanitária Brasileira, ex-Presidente da Abrasco, a leitura da Carta. Professor emérito do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, meu mentor e companheiro de muitas lutas, fora convidado a colaborar com nosso projeto assumindo o primeiro decanato do Centro de Formação em Saúde. Visivelmente emocionado, com a voz embargada, mas segura e firme, Sebastião leu bem devagar o nosso curto documento-compromisso, palavra a palavra. Ainda mais elegante do que era sempre, o decano dos nossos decanos finalizou sua leitura. Nesse momento, o silêncio era profundo e denso; mesmo os cabos eleitorais, apoiadores das comitivas e curiosos que costumam ficar de pé no fundo dos eventos para tagarelar, calaram-se. Aplausos explodiram, por vários minutos, todos de pé. Fiquei arrepiado. Saí de onde estava, na ponta da mesa, e fui dar um abraço no meu professor Sebastião. O Governador Wagner veio junto e fez o mesmo. Recompusemos a mesa e submetemos uma moção de aprovação do documento por aclamação. A ata foi lida, assinada por todos os membros do Conselho, a sessão foi encerrada, as autoridades e suas comitivas se despediram, o Governador embarcou no helicóptero que aterrissara no campo ao lado da sede da Reitoria e nós, meio atônitos, no buffet que o cerimonial da governadoria havia instalado no pavilhão ainda vazio, ficamos conversando, sorrindo, alegres, empolgados, cheios de confiança, celebrando nosso primeiro e mais profundo compromisso.
A Carta de Fundação representa um compromisso de múltiplas dimensões. Primeiro, uma com-promessa pessoal mútua, de cada membro para a equipe fraterna, geradora deste projeto de Universidade. Segundo compromisso: uma com-promessa institucional, daquele coletivo inicial para o Conselho Superior matriz desta Universidade. E um terceiro compromisso: o de uma instituição social promissora que nascia, com-prometida à sociedade do território que a aconchegava. Por último, um compromisso histórico: com a transformação da educação superior brasileira, reafirmando a ideia-potência de uma universidade anisiana, de fato popular, mas sem perder a competência jamais.
Abordarei em mais detalhe a questão do compromisso social quando contar a história dos bloqueios ao Conselho Estratégico Social, dos boicotes ao Fórum Social e da sabotagem ao Congresso Geral da UFSB. O tema do compromisso histórico atravessará várias crônicas, algumas duramente críticas, outras docemente esperançosas, quando escrever sobre Diálogo, Recuperação, Luta e Esperança.
Adoro palavras. Acho até que inventei uma: mais que utopia, protopia (vejam no google). Além desse gosto, respeito muito a palavra. Respeito quem honra a palavra. Compromisso, é isso aí.
Joana Guimarães é eleita nova Reitora da UFSB
A Universidade Federal do Sul da Bahia, realizou ontem a eleição para a escolha da escolha de Reitora e Vice-Reitor com mandato de quatro anos. Para concorrer ao cargo, candidataram-se as chapas Pé no Chão (chapa 1), liderada por Joana Guimarães, e Diversidade, Diálogo e Bem Viver pela UFSB (chapa 2), por Fabiana Lima. As propostas de trabalho de ambas puderam ser analisadas em documento publicado no site da universidade, além da realização de ciclo de debates e conversas ocorridos nos três campi, localizados nos municípios de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.
Após a contagem dos votos, a Chapa 1, composta por Joana Guimarães (Reitora) e Francisco Mesquita (Vice-Reitor), foi consagrada vencedora. A divulgação do resultado pode ser vista no site da UFSB (Edital Conjunto nº 01/2017) e o resultado final será publicado amanhã (9), até às 18 horas.
O processo eleitoral teve o início de seus trâmites no dia 11 de agosto do ano passado, em reunião extraordinária do CONSUNI, em que foi posta em discussão o Processo de Escolha de Dirigentes na UFSB. No primeiro semestre deste ano, os Decanos/as e Vice-Decanos/as dos IHACs e Centros de Formação já haviam sido escolhidos através de consulta à comunidade acadêmica.
Mulheres Negras em Profundanças na UFSB Itabuna

O Projeto Mulheres Negras em Profundanças será apresentado hoje as 19 horas no auditório da Universidade Federal do Sul da Bahia, campus Itabuna.
A programação inclui roda de conversa, recital e leitura pública de fragmentos literários com as escritoras Miriam Alves (SP) e Larissa Pereira (BA), além da participação da fotógrafa Andreza Mona (BA) e da poetisa Izadora Guedes. A mediação é de Daniela Galdino (BA)
Crônicas de um golpe na UFSB (1)
Naomar Almeida Filho
No fim do mês de setembro de 2017, pedi exoneração do cargo de Reitor pro-tempore da Universidade Federal do Sul da Bahia. Escrevi uma Carta Aberta à Comunidade, explicando os motivos para esse ato.
Denunciei que o fazia para superar um golpe político interno, resultante de boicotes, sabotagem, intrigas e manobras insidiosas, em suma: uma conspiração engendrada por membros da nossa própria equipe de gestão. Expus com clareza que o golpe se manifestava na forma de uma convocação ilegal e ilegítima de eleições para a Reitoria. Ilegal porque desrespeitava normas institucionais vigentes para escolha de dirigentes, ilegítimo porque estava sendo conduzido por uma parte interessada em assumir o poder, com cartas marcadas e acordos prévios.
O golpe não era contra mim, mas sim contra o Projeto da UFSB. Afastar-me da Reitoria dessa maneira não seria apenas um movimento de exclusão pessoal, mas implicava a remoção de um dirigente representativo de um dado modelo de universidade, comprometido com um ideário afirmativo de territorialidade, compromisso político e integração social.
A repercussão da Carta Aberta foi extraordinária. Minha página do Facebook registrou nessa semana quase 135 mil alcances e mais de 700 compartilhamentos. A caixa de mensagens no meu e-mail ficou lotada. Amigos e amigas, colegas, companheiros de militância, importantes lideranças do meio acadêmico e científico nacional e internacional, pessoas que admiro, outras pessoas que não conheço pessoalmente, me enviaram mensagens de apoio, solidariedade e encorajamento. Essa resposta geral representa para mim grande incentivo, mas também significa uma oportunidade para repensar posições coletivas, refletir sobre a união necessária para superar as ameaças e retrocessos desse contexto político adverso.
Neste conjunto de anotações, apresentadas no formato de crônicas, pretendo detalhar pontos daquela carta, a partir de registros, documentos e notas quase-etnográficas. Trata-se de movimentos preparatórios para um texto analítico desse processo que tenho a intenção de elaborar no futuro, com o devido e esperado distanciamento dos acontecimentos. Devo expor momentos cruciais, recorrendo ao testemunho de colaboradores e companheiros. Muitos desses momentos foram públicos, tendo sido gravados, registrados em atas e documentos oficiais, porém alguns fazem parte da memória coletiva e infelizmente não sofreram registro sistemático. Outros episódios terão ocorrido em situação de maior privacidade, com a presença dos sujeitos mais de perto envolvidos na questão. Em todos esses pontos, buscarei parcimônia no relato e tentarei ao máximo exercer uma atitude analítico-crítica, aberta ao contraditório dos implicados.
Espero que essas anotações sejam úteis para informar aos/às interessados/as, particularmente aqueles que chegaram mais recentemente na instituição, sobre acontecimentos fundantes da história da UFSB. Realmente, a maioria dos docentes e servidores técnico-administrativos não estavam entre nós nos anos iniciais; mais de dois terços dos nossos estudantes ingressaram na UFSB depois de 2015.
As crônicas do golpe não seguirão uma ordem cronológica, até porque indícios, nexos, motivações, objetivos e registros de processos complexos, muitas vezes paralelos, ambíguos e contraditórios não podem ser entendidos por meio de aproximação linear, indicadora de um simplismo analítico a ser evitado. Pelo contrário, tentarei elaborá-las tomando como referência processos críticos e momentos de ruptura, numa perspectiva mais argumentativa que narrativa. Evidentemente limitado pelo meu ponto de vista, espero poder esclarecer eventuais dúvidas, explicar contextos e motivos de algumas decisões, além de compartilhar análises e interpretações, visando à compreensão de fatos, eventos e processos.
Eis a lista de crônicas que me proponho a compartilhar com leitoras/es desta página (algumas alterações poderão ser feitas na ordem e conteúdo dessa lista):
1 – Confiança
2 – Compromisso
3 – Concepção
4 – Apoio
5 – Construção
6 – Bloqueio
7 – Crise
8 – Território
9 – Boicote
10 – Diálogo
11 – Sabotagem
12 – Corrupção
13 – Conspiração
14 – Cisão
15 – Recuperação
16 – Traição
17 – Golpe
18 – Luta
19 – Esperança
As crônicas que serão doravante postadas se configuram como atos de resistência, críticos, firmes e leais, às vezes doloridos e decepcionados, mas sempre esperançosos. Em diferentes momentos, incluirei comentários e reflexões pessoais sobre elementos pontuais desse traiçoeiro processo político, infelizmente demarcador de uma triste conjuntura. Além de buscar contribuir para uma história institucional, ao escrever essas notas manifesto um sentimento de responsabilidade, preocupado com o futuro de nosso projeto político-pedagógico na possibilidade, espero que remota, de que os rumos da instituição passem a ser ditados por dirigentes pouco comprometidos com uma perspectiva de referência social radical para a universidade brasileira.
UFSB e da UESC debatem parcerias

A vice-reitora em exercício do cargo de reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSB, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, visitou a Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC para tratar de projetos de interesse conjunto e em prol da região, sendo recebida pela reitora, professora Adélia Maria Carvalho Melo de Pinheiro.
A reunião abordou possibilidades de apoio interinstitucional, com ideias que devem ser aprimoradas em próximas reuniões de trabalho. A formação em saúde coletiva, o cenário nacional da educação pública e pontos nos quais as duas universidades podem colaborar foram tópicos abordados pelas gestoras. A reitora da UESC lembrou do percurso de colaboração cuidadosamente construído entre as duas instituições, e fez votos de que a UFSB tenha um processo tranquilo de consolidação institucional. A professora Joana manifestou o pleno interesse de fortalecer a cooperação entre as duas universidades.
Carta aberta à comunidade da UFSB
Naomar de Almeida Filho
Dirijo-me não apenas a estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes, mas incluo na comunidade da UFSB membros da sociedade, representantes de movimentos sociais, familiares de alunos/as, lideranças políticas, apoiadores e parceiros de nossa instituição. Hoje comuniquei ao Consuni minha exoneração do cargo de Reitor pro-tempore desta Universidade. Escrevo esta carta aberta com o objetivo de explicar as circunstâncias deste ato. Antes farei breve súmula dos antecedentes. Assumi a Reitoria da UFSB em 2013. Convidei colaboradores do tempo em que fui Reitor da UFBA para compor a primeira equipe de gestão. Em conjunto, concebemos seu projeto político-institucional, elaboramos a Carta de Fundação e o Plano Orientador, realizamos prospecção do território, discutimos o modelo proposto com a comunidade regional, recrutamos os primeiros grupos de docentes redistribuídos e conduzimos os primeiros concursos de servidores docentes e técnico-administrativos.
Reiterando o estilo de gestão com que conduzi o reitorado na UFBA, concentrei-me em aspectos conceituais, políticos e pedagógicos, delegando a outros dirigentes a dimensão administrativa, particularmente o gerenciamento do cotidiano e a gestão de pessoas. Em quatro anos, apesar do contexto adverso, implantamos um modelo de universidade inovador em muitos aspectos: ampla cobertura territorial mediante a criação de uma rede de colégios universitários, regime letivo quadrimestral multiturno, modelo curricular flexível, em ciclos de formação, fortemente integrado à educação básica, com base em pedagogias ativas mediadas por tecnologias digitais. Além disso, o modelo de integração social que praticamos buscou promover ampla inclusão étnico-social, respeito à diversidade de saberes e engajamento da sociedade na governança institucional, com representação política efetiva nos órgãos consultivos e deliberativos da Universidade.
A partir de 2015, frente ao agravamento da crise política e subsequente redução do financiamento da universidade pública brasileira, sofremos profundo desgaste interno, intensificado pela suspensão de novos concursos federais, fomentando incerteza e angústia na comunidade universitária. Não obstante, honramos nosso compromisso com a população sul-baiana ao acolher anualmente o mesmo número de estudantes desde o início de nossas atividades. Ainda naquele ano, mobilizando mais de três mil participantes de todos os segmentos sociais, conseguimos realizar o evento mais marcante de nossa curta história, o I Fórum Social do Sul da Bahia, que elegeu o Conselho Estratégico Social da UFSB.
No ano seguinte, iniciamos cursos de pós-graduação e mantivemos a oferta de vagas de graduação, dando prioridade aos Colégios Universitários. Assim, consolidamos as licenciaturas interdisciplinares e implantamos os primeiros Complexos Integrados de Educação, principal ajuste ao nosso projeto original. 2 Ao priorizar a missão social da Universidade, promovendo o protagonismo dos conselhos sociais em todos os planos e mantendo abertura de vagas de graduação – possibilitada pela grande dedicação de uma parcela de docentes, gestores e servidores –, definimos com clareza os rumos da UFSB como uma universidade socialmente referenciada. Atos de hostilidade e agressão, inicialmente concentrados num pequeno grupo, começaram a aparecer em nosso cotidiano, replicando a deterioração do ambiente político nacional.
Ações de evidente sabotagem, inclusive de dentro da equipe de gestão, criaram obstáculos à nossa agenda de integração social. Esse movimento conseguiu, por exemplo, cancelar o Congresso Geral da UFSB previsto para o ano passado (inviabilizando o II Fórum Social neste ano), além de boicotar tanto inovações curriculares de maior potencial inclusivo e quanto a articulação com a educação básica. Concluída a eleição dos decanos das unidades universitárias, tomei a iniciativa de recuperar a pauta deliberativa que estava bloqueada, solucionando mais de dois terços das pendências identificadas. Nesse momento, membros da equipe gestora revelaram seu distanciamento da orientação político-institucional do projeto. Alguns desses movimentos revelaram oportunismo, ameaçando desestabilizar a gestão da universidade, comprometendo a própria viabilidade institucional do projeto da UFSB. No contexto de definição das regras de seleção para o segundo ciclo, um membro da administração central, sem prévio conhecimento e avaliação da equipe gestora, propôs conceder a todos os estudantes atualmente matriculados no BI-Saúde acesso ao curso de Medicina, de modo escalonado. A tabela abaixo apresenta dados reais do alunado do BI-Saúde 2014-2016 (incluindo estimativas de migração inter-cursos a partir de 2017).
UFSB vai oferecer curso de Engenharia Florestal
A Universidade Federal do Sul da Bahia aprovou o curso de Engenharia Florestal, que vai oferecer 20 vagas nos processos seletivos para os cursos de 2º ciclo. Esse e o curso de Engenharia Agrícola e Ambiental são os dois cursos de 2º ciclo já aprovados no âmbito do Conselho Superior da UFSB para o Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais (CFCTAf)?. Ambos funcionarão na sede do Centro de Formação, junto à Ceplac. O próximo passo é a nomeação dos membros do Colegiado do Curso e do Núcleo Docente-Estruturante.
A Engenharia Florestal é o ramo da Engenharia que estuda o uso sustentável de recursos florestais. Assim, o engenheiro florestal pesquisa as formações florestais e planeja o consumo responsável e sustentável daqueles recursos, organizando esse uso a fim de preservar fauna e flora. Seleção de sementes, melhoramento vegetal, planos de recuperação de áreas degradadas, projetos de reflorestamento e de arborização urbana são atividades especializadas a cargo dessa categoria profissional. A carreira acadêmica e a abertura de um empreendimento próprio também são opções para engenheiros florestais.
Mercado demanda profissionais












