:: ‘Mônica Bichara’
Documentário sobre mulheres pioneiras do jornalismo baiano é selecionado para festival na Ucrânia
O documentário “Entre a Caneta e o Poder: Mulheres no Jornalismo da Bahia”, dirigido por Daniel Talento, foi selecionado para o ICJ International Film Award 2026, festival internacional realizado na Ucrânia. Escolhida entre mais de 2.500 produções inscritas de diferentes países, a obra será exibida na abertura oficial do evento, no dia 14 de maio, e também fará parte do programa “Cinema nas Escolas”, iniciativa que levará o filme para 100 instituições de ensino ucranianas.
Produzido pela Arpoador Audiovisual e Tia Maria Filmes, o longa resgata histórias de jornalistas baianas que enfrentaram a censura da ditadura militar e ocuparam espaços historicamente dominados por homens dentro das redações. A partir de relatos e memórias dessas profissionais, a produção revisita um período marcado pelo autoritarismo e destaca a atuação feminina na construção da imprensa baiana.
O filme reúne depoimentos das jornalistas Mariluce Moura, Mônica Bichara e Joana D’arck, além das diretoras da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Carmela Talento, Isabel Santos e Jaciara Santos. O jornalista e escritor Emiliano José também participa da obra, contribuindo para a contextualização política e histórica do período retratado.
Emiliano José lança na Flica “As comadres estão chegando”

Quarto volume da série #MemóriasJornalismoEmiliano, o ebook “As comadres estão chegando” já está à venda na Amazon e será lançado pelo escritor e jornalista Emiliano José no dia 27 de outubro, às 10h, na programação da 11ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). O livro foca na abertura das redações dos jornais locais, até então ambientes majoritariamente masculinos, para as mulheres, a partir do final dos anos 1970, início dos 80. E elas foram chegando com tanta vontade que, atualmente, são maioria em alguns veículos, ocupando todos os cargos.
As protagonistas dos capítulos, publicados diariamente na página de Emiliano no Facebook, são Isabel Santos, Jaciara Santos, Mônica Bichara, Joana D´Arck, Carmela Talento e Ana Maria Vieira, todas ativas na profissão. Na segunda parte do livro, Jaciara Santos revela suas experiências na editoria de Segurança, o chamado jornalismo policial, com um viés humanizado. O debate “As comadres estão chegando – presença das mulheres no jornalismo baiano” acontece na Flica, que este ano tem como tema “Poéticas Afroindígenas no Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia”, de 26 a 29 de outubro, no Espaço Geração Flica.
“Tais comadres simbolizam a irrupção das mulheres nas redações do jornalismo baiano. E revelam a instituição do comadrio entre elas, tão forte, capaz de me dar um susto, aqui no sentido de estupefação diante de tanta solidariedade entre elas, tanta sororidade, carinho, amizade a atravessar décadas”, confessa Emiliano.
E complementa: “Descobri mulheres fortes, talentos pouco valorizados. Vi de perto o quanto podem as mulheres no exercício da reportagem. Como são capazes de dividir-se entre os cuidados de suas crias e as tarefas da profissão. Vi como é difícil ser mulher, mãe e profissional de jornalismo. E como elas davam conta de tudo isso. Fosse o caso, chegavam à redação com o bebê num carrinho, e cumpriam as pautas. Afrontaram o machismo sem fazer alarde”. O machismo, observa o escritor, “se não acabou, porque é resistente, sofreu um grande abalo”.
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