:: ‘Jean Wyllys’
Jean Wyllys e Nádia Akawã participam de paineis no 2º dia da Flipiaú
Bate-papos, cordéis, oficinas, apresentações musicais e lançamentos de livros marcaram o segundo dia da 1ª Festa Literária de Ipiaú (Flipiaú). Os espaços voltaram a ficar lotados, com destaque para as participações do escritor e jornalista Jean Wyllys e da líder indígena Nádia Akawã. O evento em homenagem ao centenário de Euclides Neto segue até o dia 14.
Jean Wyllys veio à Bahia para participar da Flipiaú, onde integrou o painel “Educação e cultura: Um outro mundo possível”, no espaço Menino Traquino. O escritor também lançou seu livro de contos “O anonimato dos afetos escondidos”, com narrativas de ficção que exploram temas como solidão, violência e desejo clandestino em corpos negros e LGBTQIA+.
Durante visita à Casa de Euclides Neto, acompanhada por uma das filhas do escritor homenageado, Wyllys comentou que nunca tinha ido a Ipiaú, mas conhecia o município pelas obras de Euclides. “A Flipiaú valoriza a educação e a leitura como caminhos para o diálogo. A beleza do mundo está nas nossas diferenças, mas temos algo em comum que precisamos preservar. Nesse sentido, é um sucesso.”
As reflexões sobre o destino da terra estão no centro da obra de Euclides Neto, que observava as monoculturas concentradas nas mãos de poucos proprietários, mas trabalhava por uma convivência coletiva voltada ao bem comum.
Galo se solidariza a Jean Wyllys e diz que governo Bolsonaro macula imagem do Brasil no mundo
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (PT), se solidarizou com o jornalista e então deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys, que anunciou exílio e renuncia ao mandato por temer as ameaças de morte que vinha sofrendo no Brasil. O jornalista baiano durante anos foi vítima, no Congresso Nacional, de homofobia, ofensas e ataques gratuitos pelo então deputado Jair Bolsonaro. Para Galo, as ameaças sofridas por Jean Wyllys representam uma ameaça à democracia e tem estreita ligação com o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, executados em março de 2018. Quase um ano depois, o crime segue impune, mesmo indícios apontando para participação de milícias no caso.
“Exílio de Jean Wyllys é mais uma prova de que a democracia se tornou perigosa no Brasil. Imagem e credibilidade de nosso país irremediavelmente está manchada no mundo pela sequência de acontecimentos desde 2016”, enfatizou o parlamentar, em sua conta no Facebook. “Nossa tarefa é cobrar apuração pelas autoridades competentes quanto às ameaças sofridas pelo jornalista e deputado (um dos principais opositores da família Bolsonaro no Congresso Nacional), denunciar à Comunidade Internacional mais esse grave precedente (que inclusive custou a vida de Marielle Franco e Anderson Gomes, crimes ainda hoje impunes)”, afirmou. Para Galo é preciso “resistir, defender os direitos sociais e civis do povo brasileiro e reconquistar a estabilidade democrática, via organização e luta popular, que o governo de ocupação usurpou da nossa sociedade”.
Deputado federal diz que 60% dos colegas pagam sexo com prostitutas
Autor de projeto de lei que legaliza a prostituição, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que 60% dos homens do Congresso usam os serviços de prostitutas. A declaração foi feita em entrevista ao portal IG, ao avaliar qual seria as chances de sua proposta ser aprovada, uma vez que o tema é tabu para a maioria dos deputados.
O deputado disse que “eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros”. A frase não foi bem recebida por representantes da bancada evangélica, que pretendem trabalhar pelo arquivamento da proposta.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, afirmou que “se ele [Wyllys] sabe quem faz isso, por questão de responsabilidade eu o desafio a dizer os nomes dos deputados que vão aos prostíbulos”.
O projeto de Wyllys prevê que serão considerados profissional do sexo toda pessoa maior de 18 anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração. Segundo o texto, os profissionais poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço. (da agencia Brasil
O parlamentar também diferencia prostituição de exploração sexual. Segundo o texto proposto, a exploração ficará evidenciada quando ocorrer apropriação total ou maior que “50% do rendimento da atividade sexual por terceiro; pelo não pagamento do serviço sexual prestado voluntariamente; ou por forçar alguém a se prostituir mediante grave ameaça ou violência”. (da agencia Brasil)
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