:: ‘Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio’
“O diálogo permanente com os nossos trabalhadores é uma marca nossa”, afirma diretor-geral da FESF em visita ao HMIJS
O Diretor-Geral da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), Ricardo Mendonça, destacou hoje (22), durante encontro que manteve com coordenadores das áreas técnica e administrativa do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, a importância de manter, de forma transparente, um canal permanente de diálogo com os colaboradores da instituição, uma condição que ele considera “marca da FESF-SUS por onde atua no estado”. O encontro serviu para esclarecimentos e ajustes na gestão da maternidade e, na oportunidade, também foi apresentada à equipe a nova diretora médica da instituição, Dra. Esther Vilela.
A médica Esther Vilela é formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Atuou como médica clínica em serviço público e foi gestora do Hospital São Pio X (antigo Hospital de Goiânia), no município de Ceres, Goiás. Foi no interior goiano que ela implantou um modelo de atenção humanizada ao parto e nascimento que se tornou referência para o Ministério da Saúde.
Doutora Esther foi professora voluntária da disciplina Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB), trabalhou junto às equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), com alunos do último ano de Medicina e Enfermagem, e como consultora do Ministério da Saúde na Política Nacional de Humanização, coordenando a sua implementação na região Centro-Oeste do Brasil.
Hospital Materno-Infantil já recebe pacientes regulados e UTI Neonatal abriga o seu primeiro bebê prematuro
Fernando nasceu prematuro. Duas semanas atrás, antes da inauguração do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, para ter os cuidados especiais que necessita, ele precisaria passar pelo sistema de regulação do município e aguardar um leito disponível em outro município do estado. Hoje isso não acontece mais. Fernando está internado na UTI Neonatal do Hospital Materno-Infantil, recebendo todos os cuidados médicos e acompanhado de perto pela mãe, Fabrícia de Jesus. É o primeiro bebê a ocupar a UTI Neonatal da nova unidade hospitalar inaugurada no último dia 6 pelo governador Rui Costa.
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), administrado pela Fundação Estadual Saúde da Família (FESF/SUS). Tem abrangência regional, para parto, nascimento e pediatria em casos de alto risco. O atendimento ao parto é de porta aberta, mas, diferente de outras instituições hospitalares existentes na cidade, o acesso à pediatria só ocorre sob regulação.
Se por um lado o atendimento da maternidade no Dr. Joaquim Sampaio está aberto, por outro, o atendimento de pediatria foi pactuado com o município de Ilhéus que a porta de entrada dos pacientes deverá ser nas unidades já existentes (UPAS e hospitais credenciados). “Sendo a nossa pediatria regulada, significa dizer que vamos receber pacientes via Central Estadual de Regulação ou Samu”, explica a diretora Aline Costa. No entanto, todas as pessoas que procuraram a unidade foram acolhidas pela equipe, tiveram o seu risco classificado, e foram esclarecidas da função do hospital e direcionadas para o serviço de atendimento às urgências.
Gestante visita hospital e exerce seu direito de conhecer as instalações que escolheu para o seu bebê nascer
Próxima de ganhar o seu primeiro filho, a jornalista Laiane Albuquerque Guimarães fez valer, ontem (07), o seu direito garantido na Política Nacional de Humanização do Parto e na Carta de Direito dos Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS): conhecer antecipadamente as instalações da unidade que ela escolheu para realizar o seu parto, o Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio. Laiane disse que já havia lido algumas coisas a respeito da estrutura do hospital e o modelo de atendimento idealizado para as gestantes e bebês. “Mas achei pouco o que li e vim ver com meus próprios olhos. Estou impressionada”, assegurou.
A gestante foi acolhida pela coordenadora do Serviço Social, Maria das Graças Souza. A assistente social lembrou que um dos princípios deste modelo de acolhimento à gestante e à criança é servir para que a família se sinta pertencente ao espaço. “Não adianta espaço bonito, se não tem o acolhimento humanizado”, disse. “Aqui é uma garantia de direito à assistência integral. Buscamos isso durante muitos anos”, afirmou.
Enquanto apresentava para Laiane algumas situações e espaços de acolhimento na maternidade, Maria das Graças lembrou que todos os aspectos de acolhimento integral à gestante vão acontecer desde a porta de entrada ao momento do bebê nascer. “Aqui, independentemente da classe social e da condição econômica, todos terão o mesmo tratamento”.
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio conta com a gestão, operacionalização e execução das ações e dos serviços da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). A entidade, instituída por 69 municípios baianos, é uma das mais respeitadas do Brasil. A FESF-SUS, uma proposta inovadora e consistente para avançar no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), atua no aperfeiçoamento da gestão dos serviços públicos e na melhoria do atendimento de saúde no Estado, em áreas prioritariamente sociais.













