:: ‘Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio’
Habilitação do HMIJS para atendimento aos Povos Originários fortalece equidade e reafirma o direito à diferença
Único hospital na Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento aos Povos Originários do estado, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), tem, cada vez mais, reforçado seu papel estratégico de consolidação de um SUS que, para ser de todos, precisa reconhecer as singularidades, respeitar as tradições e fortalecer a busca pela equidade. Além de assegurar que o direito à saúde de alta complexidade chegue com a mesma eficiência aos territórios ancestrais e aos centros urbanos.
Inaugurado em dezembro de 2021, o HMIJS já registrou mais de 500 nascimentos e superou 6 mil atendimentos a indígenas, especialmente das etnias Tupinambá, Pataxó e Pataxó hã-hã-hãe. Desde o início desta habilitação, em 2024, a unidade vem consolidando indicadores expressivos que reafirmam o cuidado especializado, através de um modelo de gestão focado no acolhimento intercultural.

De acordo com a diretora-geral, Renata Lordêlo, os resultados alcançados pela unidade refletem uma política pública de saúde rigorosa e sensível. “Com um fluxo de atendimento acolhedor, o HMIJS se consolida como uma referência técnica e humana, reduzindo barreiras históricas de acesso e garantindo um atendimento hospitalar que reconhece a identidade cultural desses povos”, assegura a diretora.
Projeto inovador do Materno-Infantil que utiliza estímulos sensoriais para amamentação ganha atenção internacional
A amamentação em um ambiente livre de estresse não é apenas uma questão de conforto, mas, sobretudo, um fator biológico determinante para o sucesso do aleitamento e para o bem-estar da puérpera e do recém-nascido. Um projeto desenvolvido pelas enfermeiras Viviane Barreto e Bárbara Kruschewsky, do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade do Governo da Bahia em Ilhéus, com apoio da direção-geral e da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), resultou na criação do “Bosque do Aleitamento Materno”. Trata-se de uma intervenção ambiental não farmacológica e de baixo custo, com a criação de um espaço acolhedor, dedicado ao cuidado, à vida e ao fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, através da amamentação.

“Mais do que um ambiente físico, o bosque representa um convite ao encontro com a ecologia e o cuidar, onde cada gesto de amamentar é reconhecido como um ato de amor, proteção e promoção da saúde”, afirma a diretora-geral do HMIJS, Renata Lordêlo. A iniciativa beneficiará a Unidade Canguru, o Alojamento Conjunto e, parcialmente, a UTIN. O espaço – que em breve será inaugurado – foi apresentado à Diretora de Gestão de Atenção à Saúde (DIGAS) da FESF, Renata Maria Costa, durante visita à unidade.
Valorização de dados
A diretora elogiou a iniciativa, especialmente por que abre-se como projeto com um extenso campo de pesquisa, estimulando a produção e valorização de dados e experiências que contribuam para o avanço científico e para o fortalecimento das práticas de cuidado.
Fisioterapia do Materno-Infantil transforma a reabilitação pediátrica ao unir técnicas e contato com a natureza
O som rítmico dos monitores cardíacos compõe a trilha sonora habitual para os pequenos Eloá, de 1 ano e 10 meses, Noah, de dois meses, e Anthony, de cinco meses, que se recuperam de quadros de bronquiolite. Os três estão em fase final de tratamento na UTI Pediátrica do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Já superaram a fase crítica, com dependência de ventilação mecânica, e estão prestes a receber alta.

Hoje, o que os une é o “desmame” bem-sucedido e a oportunidade de voltar a respirar o ar da natureza, ainda que dentro do ambiente hospitalar. O trabalho humanizado promovido pela equipe de Fisioterapia do HMIJS vai muito além de proporcionar esse contato com a área verde da instituição. Mães e pais acompanhantes também são beneficiados, iniciando o que a equipe define como uma “intervenção precoce” antes da alta hospitalar.
“O objetivo central é aproveitar a capacidade de adaptação do corpo e do sistema nervoso para minimizar sequelas e acelerar a recuperação da criança”, explica a fisioterapeuta Laura Nascimento. No contexto pediátrico hospitalar, essa abordagem representa um divisor de águas entre uma internação prolongada e uma alta segura, completa a especialista.
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus disponibiliza anticorpo que previne bronquiolite em bebês prematuros ou com comorbidades
A pequena Maya nasceu, no último dia 5, prematura, na 34ª semana da gestação de Adriele dos Santos, pesando apenas 1,785 kg. Ela está internada na UTI Intermediária do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Na última terça-feira (10), Maya recebeu a dose única de Nirsevimabe, anticorpo utilizado para prevenir infecções graves do trato respiratório causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de alto risco, como prematuros e portadores de doenças pulmonares ou cardíacas. A dose protege o recém-nascido contra a bronquiolite.
O anticorpo é ofertado gratuitamente a crianças prematuras, com nascimento até 36 semanas e 6 dias, e para crianças com comorbidades atestadas em relatório médico. Coordenadora do Ambulatório do HMIJS, a enfermeira Caroline Peluso destaca que o novo anticorpo substitui o Palivizumabe e explica que a principal diferença entre os dois produtos está no esquema de aplicação: enquanto o Palivizumabe requer doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, o Nirsevimabe é administrado em dose única e independe de períodos sazonais.
Proteção imediata
Materno-Infantil de Ilhéus é o ponto de partida do projeto FESF Itinerante
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, é a primeira unidade administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família a receber o projeto “FESF Itinerante”, iniciativa que visa fortalecer a presença institucional, ampliar a escuta qualificada dos trabalhadores e gestores locais, identificar fragilidades operacionais e administrativas e promover a construção conjunta de soluções.

Coordenado pela Controladoria da fundação, o projeto consolida uma gestão mais próxima e estratégica, fortalecendo a transparência, o diálogo permanente e a melhoria dos fluxos e processos. Nesta etapa inicial, que ocorre entre quarta-feira (04) e sexta-feira (06), diversos representantes técnicos da sede estão presentes em Ilhéus para viabilizar a iniciativa.
Na abertura oficial, por meio de vídeo conferência, o diretor-geral da FESF-SUS, Bruno Guimarães, destacou que a FESF Itinerante percorrerá todas as oito unidades sob a gestão da fundação. E ressaltou que a iniciativa não tem o perfil fiscalizador, mas, sim, de contribuir com a observação da rotina e dos processos, escuta de equipes locais e construção conjunta de encaminhamentos e oportunidades de melhoria dos serviços.
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus lança “Café & Diálogo”, programa de escuta qualificada
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), deu início, nesta segunda-feira (17) à tarde, a um programa de escuta qualificada das suas equipes, com o fortalecimento de vínculos e construção de novos processos de trabalho. “Café & Diálogo”, como foi batizada a iniciativa, passa a ser um momento semanal de conversa aberta, troca de experiências e aproximação entre gestão e equipe técnica, que contará com a presença da diretora-geral, Domilene Borges, e funcionários de cada setor de atuação na unidade hospitalar.
“A proposta é ouvir de perto cada setor, compreender suas realidades, desafios, potencialidades e acolher as contribuições dos colaboradores que fazem o hospital acontecer todos os dias”, resume a diretora-geral. Os encontros acontecerão de forma setorizada, respeitando as especificidades de cada equipe, seus fluxos de trabalho e suas necessidades, reforçando o compromisso com uma gestão participativa, humana e transparente.

Conversa franca
A escuta foi iniciada com a equipe do Centro de Parto Normal (CPN). O encontro desta segunda-feira abriu oficialmente esse ciclo de diálogo e construção coletiva. “Mais do que um café, será a partir de agora um encontro de cuidado, presença e pertencimento”, explica Domilene Borges.
Mãe de primeira viagem tem bebê com mais de 4 kg em parto natural no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus
Primeiro filho do casal Emili e Melquisedeque, Isaac é o maior bebê nascido de parto natural na história do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade construída pelo Governo da Bahia e gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). O bebê nasceu nesta terça-feira (2), pesando 4,400 kg e medindo 53 centímetros. A gestante vivenciou o trabalho de parto durante dois dias e, nesse período, foi acompanhada pela equipe de enfermeiras obstétricas do Centro de Parto Normal (CPN). Uma equipe médica também acompanhou o pré-parto.

Durante os dois dias, a paciente foi acolhida com métodos humanizados em seu leito de internação: cavalinho, massagem na região dorsal, banho de chuveiro, agachamento, bola e até rebozo — técnica ancestral mexicana que utiliza um pano longo e firme para auxiliar a gestante durante o trabalho de parto. Isaac nasceu na banqueta vertical.
Emoção
“A sensação que tive foi de que eu estava vivendo um sonho. Foi emocionante demais”, afirmou Aloísia dos Santos, irmã de Emili, que a acompanhou durante todo o trabalho de parto. Emili confessa que, inicialmente, não era sua intenção ter um parto normal. “Mas agora estou feliz, meu filho está aqui ao meu lado”, comemora. Única maternidade 100% SUS da região, o Materno-Infantil prioriza o parto normal e humanizado.
Gestantes vivenciam experiência no Materno-Infantil de Ilhéus antes do parto por meio de visita guiada
Desde a inauguração, em dezembro de 2021, do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade do Governo do Estado gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), cerca de mil visitantes se cadastraram e conheceram de perto a estrutura física da maternidade. A visita antecede a um dos acontecimentos mais importantes na vida do casal: o nascimento do bebê e tem por objetivo deixar gestantes e acompanhantes a par do modelo de funcionamento do HMIJS, com informações que vão desde a hora correta de ir para a maternidade até ao que pode ser levado no enxoval.
“A visita guiada à maternidade surge como uma ferramenta essencial para transformar essa espera em uma experiência mais tranquila e segura. Trata-se de um percurso planejado, liderado por profissionais de saúde, que oferece aos pais a chance de conhecerem de perto o ambiente onde o parto acontecerá e onde a família passará os primeiros dias com o recém-nascido”, revela a coordenadora do Ambulatório, setor responsável pela iniciativa, Caroline Peluso.
Encontro com a equipe
Primeiro bebê do ano no Materno-Infantil de Ilhéus homenageia dois ídolos esportivos da família
Industriário e motoboy nas horas vagas, Jefferson dos Santos ainda encontra tempo para a prática de duas apaixonadas modalidades esportivas: boxe e futebol. Em comum acordo com a esposa Karina decidiu prestar uma homenagem a dois dos seus ídolos, dando o nome de Mike Leonel ao filho primogênito, a primeira criança a nascer em 2025 no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio. O bebê nasceu às 23h36min do dia 1º de janeiro, de parto normal, pesando 3, 560 kg.
O Mike traz à lembrança um dos maiores pugilistas da história: o americano Mike Tysson. Jefferson é atleta de boxe e participa ativamente de competições na categoria até 70 Kg. Mas também adora jogar futebol. Tanto que o Leonel, homenageia o craque argentino, Leonel Messi. “Eu não queria um nome comum. Daí resolvi homenagear os dois ídolos”, explica Jefferson. O casal reside próximo ao Banco da Vitória, em Ilhéus.
Referência
O Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio conta com 105 leitos, destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco, pediatria clínica, UTI pediátrica, UTI neonatal e centro de parto normal, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, com funcionamento 24 horas e acesso por demanda espontânea e referenciada de parte significativa da região sul da Bahia. O investimento do estado é de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos.
Ravi e Luna, os nomes mais registrados no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus em 2024
Ravi, o “deus do Sol” e Luna, a “deusa da lua” são os dois nomes mais registrados em 2024 no Cartório de Registro Civil que funciona no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. Os nomes desbancaram Gael e Helena, os nomes mais registrados na Bahia em 2024, de acordo com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
O nome Ravi apareceu com 40 registros, seguido de Anthony (com 37), Gael, Noah e Arthur (com 27 cada), de Heitor (23), Davi (22), Theo (19) e Levi e Henry, com 18 cada. Entre as mulheres, foram feitos 31 registros com o nome Luna, seguidos de Ayla (29), Helena (26), Liz (23), Cecília (21), Maitê (20), Melissa (18), Aurora (17) e Agatha e Maya, com 16 registros cada.
As crianças nascidas no Materno-Infantil podem ser registradas no próprio hospital. Na recepção funciona uma unidade interligada do Cartório de 1º Ofício de Ilhéus. Desde o início do seu funcionamento, mais de quatro mil registros civis foram feitos na unidade. Destes, mais de 100 beneficiaram bebês indígenas do sul e extremo sul da Bahia.













