:: ‘Biofábrica de Cacau’
Biofábrica de Cacau dinamiza a agricultura familiar na Bahia com a distribuição de mais de 1,2 milhões de mudas

A Biofábrica de Cacau, localizada no distrito de Banco do Pedro, município de Ilhéus, Território de Identidade Litoral Sul, distribuirá, nos próximos meses, mais de um milhão e duzentas mil mudas a agricultores familiares de todo a Bahia, uma ação do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
As mudas disponíveis na Biofábrica são de cacau, mandioca, abacaxi, graviola, açaí, goiaba, e cupuaçu. Só de mandioca serão distribuídas 500 mil manivas-sementes, a partir de uma parceria entre a CAR e a Embrapa, na Rede de Multiplicação e Transferência de Materiais Propagativos de Mandioca com Qualidade Genética e Fitossanitária para o estado da Bahia (Projeto RENIVA).
Para o diretor presidente da CAR, Wilson Dias, a Biofábrica, que anteriormente produzia mudas de cacau, ampliou as potencialidades com a produção de mudas de outras espécies, a exemplo da mandioca. “A Biofábrica ocupa um papel estratégico para a agricultura familiar, a unidade produz mudas de alta qualidade, em menor tempo, garantindo uma maior produtividade, em menor espaço de tempo, e aumentando a geração de renda para o produtor. Com o resultado da distribuição de mudas, a produção mandioca, por exemplo, passa de duas para 20 toneladas por hectare”.
No Projeto RENIVA, as manivas-sementes, de 36 cultivares (variedades) de mandioca são coletadas nas propriedades de produtores de mandioca, e, passando pelo controle fitossanitário da Embrapa, que podem detectar vírus ou outros microrganismos, são enviados para a Biofábrica. Na unidade, as manivas, medindo 20 centímetros, são plantadas nos tubetes (recipientes que substituem os sacos onde eram plantadas as mudas). A partir das mudas são retirados os meristemas apicais, conhecidos, popularmente, como “olho” da planta, que são encaminhadas para o laboratório de micropropagação, chegando a ser multiplicada, a depender da variedade, de um a oito mil novas mudas, que passam pelas várias etapas de crescimento, no laboratório, estufa e viveiro. Todo o processo tem duração de, aproximadamente, 18 meses.
De acordo com o presidente do Instituto Biofábrica, Lanns Almeida, as manivas-sementes são transportadas, sem folhas, em uma embalagem que lembra um rocambole, ocupando cerca de 1/4 do espaço que antes era ocupado no transporte das mudas. “Atualmente, conseguimos entregar uma quantidade maior de mudas certificadas e com garantia de qualidade e de vigor”.
Segundo Almeida, a Biofábrica é uma ferramenta de especial importância para compor o Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira, “Com a unidade está sendo garantida a produção, em escala industrial, de material genético de alto valor agronômico, destinado à recuperação de áreas de cacau, além de promover a diversificação da agricultura em toda a Bahia e ofertar mudas para a recuperação dos ecossistemas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Os enlaces institucionais com a Ceplac, Embrapa e UESC, proporcionam a confecção e aprimoramento dos protocolos técnicos de produção, garantindo aos produtos ofertados pela Biofábrica, qualidade e confiabilidade”, destacou.
Produção de mudas de cacau na Bahia será intensificada
Potencializar a capacidade de produção de mudas e fortalecer a assistência técnica aos produtores foram alguns dos pontos discutidos durante a reunião do Conselho do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), que contou com a participação do diretor geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Helinton Rocha. O encontro foi realizado no auditório da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri).
O secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, que participou da reunião, explicou que o evento teve o objetivo de organizar as ações para intensificar a atuação do IBC. “Pontuamos as atividades que deram certo até agora, aquelas que não foram bem sucedidas e o que precisamos melhorar”, disse.
O presidente do IBC, Henrique Almeida, destacou que na produção de mudas “Avançamos bastante no último ano, mas ainda precisamos produzir mais, pois temos uma demanda de 15 milhões de mudas, somente por parte da agricultura familiar, sendo que a previsão anual de produção é de 1 milhão e 100 mudas”.













