:: ‘bebê indigena 500’
Nasce o bebê indígena de número 500 no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus
No Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, o choro do bebê Taysson Gael, na manhã desta sexta-feira (23), não representou apenas um som de vitalidade, mas um eco ancestral que celebra a resistência. A criança, quarto filho de Tatiane de Jesus e Marivaldo, é o bebê indígena de número 500, nascido no HMIJS, desde a sua inauguração, em dezembro de 2021. Único hospital habilitado pelo Ministério da Saúde ao atendimento dos Povos Originários da Bahia, o Materno-Infantil de Ilhéus é um projeto do Governo da Bahia, administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS).

Tayson Gael nasceu com 3.295 Kg e 49 centímetros. A escolha do nome é uma homenagem à tia Thaís. “A gente escolheu um nome parecido para homenagear ela”, justificou a mãe Tatiane. O casal Tatiane (29 anos) e Marivaldo (35) mora na Aldeia Curupitanga, distante oito quilômetros da sede de Olivença, litoral sul de Ilhéus. Na aldeia residem cerca 60 famílias da etnia Tupinambá.
Ciência e ancestralidade

Única maternidade 100 por cento SUS da região, o Materno-Infantil hoje representa o encontro da ciência com a ancestralidade. Nascer aqui significa que o rigor da medicina moderna abre espaço para o sagrado. O número 500 representa a garantia de que o Estado reconhece e protege a vida indígena desde o primeiro suspiro. “É o fortalecimento da identidade indígena da região. Cada um desses 500 nascimentos é uma vitória contra o apagamento histórico, um marco na história da Bahia”, destaca a diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges. “Esse bebê é a prova viva de que a saúde pública pode e deve ser um instrumento de reparação e amor”, completa.
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