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livros do thame





Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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DONA ENEDINA NO ESTADÃO


Dona Enedina, a ilheense de 100 anos de idade, que aprendeu a ler e a escrever através do programa Todos pela Alfabetização, do Governo da Bahia, é destaque
na edição desta quinta-feira do jornal “O Estado de São Paulo”, numa matéria
sobre projetos bem sucedidos na alfanetização de adultos.

Dona Enedina, que já saiu no Jornal Nacional, no Globo Reporter, no Jornal da Record
e no Jornal da Band, merece, porque é um exemplo para o Brasil.

E esse blogueiro fica super feliz em ver que nossa região gera notícias boas.

NESSE EU ACREDITO: VOTE EM PAPAI NOEL

As eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal costumam produzir não apenas uma acirrada disputa pelos votos do eleitor, mas geram situações que deveriam constar na categoria folclore.

Uma rápida vasculhada no site do Tribunal Superior Eleitoral e descobre-se registros de candidatos a deputado estadual na Bahia com nomes de anedota, embora todos eles acreditem piamente que poderão ser eleitos. E isso não é uma piada, embora pareça.

Tem de tudo nessa lista do Partido da Política-Piada, de Abençoado a Jean Nanico, passando por um tal de Nó Cego e o Porreta da Mata Escura.

Enquanto o Abençoado vai esperar a ajuda divina para realizar um bom mandato (e se livrar das tentações do poder), Nó Cego vai desatar os nós da administração pública (que às vezes além de cegos, são surdos, mudos e paralíticos).

Jean Nanico e Porreta da Mata Escura, bem esses dois, casos fracasses nas urnas, levam jeito pra formar uma banda de arrocha ou coisa do tipo. Porque, além de política ser coisa de gente grande, alguns de nossos políticos, em vez de um colega porreta, merecem mesmo é um porrete no lombo para deixarem da fazer sem-vergonhices.

Mas, desses todos, o melhor mesmo é Papai Noel, um candidato com mil e uma utilidades.

Só Papai Noel tem saco para agüentar o lado obscuro da política e também para açambarcar todos os pedidos feitos por aqueles eleitores quem ainda acham que voto é mercadoria. Com a diferença de que, ao contrário do original, esse “velhinho-genérico” promete e não entrega. No que, aliás, segue religiosamente a cartilha de seus colegas dessa nobre atividade.

Além disso, tirando as exceções que deveriam ser a regra, o sujeito que acredita em político honesto nesse país de dinheiro na meia, na cueca, em sacolas de supermercado e na bolsa de cosméticos, com certeza também acredita ( e vota) em Papai Noel.

E em Saci Pererê, Mula Sem Cabeça, Lobisomen, Bela Adormecida, Cinderela, que por ora preferem deixar que Papai Noel se vire sozinho no mundo do humor, ou melhor, da política, ou melhor ainda, das duas coisas juntas.

PS-Só faltou nessa lista o popular e querido Nem, aquele cujo slogan de campanha é um primor de sinceridade:
“Nem faz, Nem vai fazer”.

SIGILO A CONTA GOTAS



Minha meia dúzia de quatro ou cinco leitores já notou que a cada dia surge alguém ligado a José Serra com o sigilo fiscal quebrado?

Hoje revelou-se que foi o genro de Serra que teve o sigilo quebrado.

Amanhã será o irmão, depois a tia, depois a colega, da amiga, da empregada da prima e por aí vai, até o dia da eleição.

Tudo programado para repercutir no Jornal Nacional.

Nos tempos de antanho, a gente chamava isso desespero.

TV GLOBO, MAS PODE CHAMAR DE TV GOLPE


No dia da Independência, uma das datas mais importantes do Brasil, o Jornal Nacional gastou 40 segundos com a matéria sobre as comemorações em todo o Brasil. E gastou 2 minutos e 15 segundos com uma matéria requentada sobre a quebra de sigilo fiscal de alguns membros do PSDB, sem nenhum fato novo.

No início da década de 80, a TV Globo tentou impedir a eleição de Leonel Brizola para o governo do Rio de Janeiro, numa fraude que ficou conhecida como o “Escândalo Proconsult”

Em 1989, a TV Globo editou criminosamente um debate entre Collor e Lula e exibiu no Jornal Nacional, então detentor cerca de 70% da audiência, dando a impressão de que Collor massacrou Lula. Isso num momento em que o petista estava prestes a vencer a eleição.

Em 2006, a TV Globo superdimensionou o caso do ”dossiê dos aloprados” e na véspera do primeiro turno entre Lula e Alckmin, exibiu fotos de uma montanha de dinheiro, fotografadas por um “policial amigo” de maneira a parecer muito mais dinheiro do que realmente existia. A trama levou a eleição para o segundo turno, mas não impediu a vitória massacrante de Lula.

Em 2010, a TV Globo usa a quebra de sigilo fiscal, que efetivamente é crime, para atingir a candidatura de Dilma Roussef e evitar sua vitória do primeiro turno. Mesmo sem qualquer prova, a TV Globo, com suas matérias, induz o eleitor a associar Dilma e o PT à quebra do sigilo fiscal, em sucessivas matérias no Jornal Nacional.

A TV Globo, que consolidou seu império nos anos de chumbo da ditadura militar, enquanto milhares de pessoas eram perseguidas, torturadas e assassinadas, é uma concessão pública.

É mesmo?

ROTEIRO "CACHATURAL"

Durante minha ida a Potiraguá, aproveitei para visitar Água Vermelha, onde se produz uma cachaça de primeira qualidade, em alambiques artesanais.

Visitei não é bem o termo. Abasteci o meu estoque, com uma cachaça purinha, sem receber o tradicional “batismo” dos atravessadores.

Pra quem quiser conferir -e saborear- indico o alambique do “seu” Edson, que me recebeu de braços e tonéis abertos.

Água Vermelha fica na estrada Itarantim-Potiraguá.

Como as doses aos visitantes são generosas, é bom levar um motorista abstêmio.

NOSSOS COMERCIAIS DO ALÉM

completando a frase:

“E quem é morto usufrui”

TIRO AO ALVO


Nessa história de vazamento de dados fiscais, Serra está mirando a estrela e vai acabar acertando num tucano que adora pão de queijo, uai!

Em briga no ninho, dois bicudos que se biquem…

Os monstros sentem as garras da justiça


Em março de 2007, o Sul da Bahia ficou chocou-se com uma tragédia de uma monstruosidade sem limites.

Numa fazenda localizada nas proximidades de Itajuipe, Geilza Silva Santos, Ediane Duarte de Souza e Leidilaura da Paz Santos foram assassinadas a tiros e facadas. As crianças José Américo Junior, de 5 anos, e Pedro Henrique dos Santos Cruz, de 3 anos, foram estranguladas a jogadas num reservatório de água.

Barbárie em estado bruto.

As investigações da polícia, que relevaram os autores do crime serial, provocaram ainda mais estupor.

O mandante dos assassinados, de acordo com o que apurou a polícia e confirmaram os executores, Anderson Gonçalves dos Reis e Alex de Paula, foi José Américo Reis Filho, então diretor da base do poliduto da Petrobrás em Itabuna.

Ediane, uma das vítimas, era amante de José Américo e Junior era filho do casal. O mandante queria livrar-se de uma relação que estava se tornando incômoda e optou pela mais radical das opções, que incluiu a eliminação do próprio filho.

As outras três vítimas, duas amigas de Ediane e o filho de uma delas, morreram por estarem no lugar errado e na hora errada. A ordem era matar quem estivesse na casa, não deixar testemunhas, disse um dos assassinos a policia.

O processo, bem conduzido pela Justiça, confirmou a autoria da chacina, num desses raros e elogiáveis casos de agilidade.

Pouco mais de três anos depois do banho de sangue, os três acusados estão indo a júri. E ainda que as cinco vidas jamais sejam recuperadas, está se fazendo Justiça.

Anderson foi condenado a 102 anos e quatro meses e Alex a 100 anos e quatro meses de prisão, o que na prática equivale à prisão perpétua. Têm mesmo é que mofar atrás das grades.

Já o mandante do crime, José Américo Reis Filho, que se apresentou no fórum com o cabelo e a barba compridos e desalinhados, talvez para gerar algum tipo de comoção entre os jurados, será julgado no próximo dia 15 de setembro.

Mentor intelectual da chacina, que não hesitou em sacrificar o próprio filho, merece e deve ter destino semelhante: passar o resto de seus dias na cadeia, pagando pela insanidade que perpetrou.

Lugar de monstros, especialmente seres humanos dotados do poder de discernimento que se transformam em bestas-feras, é numa jaula.

Para sempre.

Precisa-se desesperadamente de um dossiê


Beira o inacreditável o que está ocorrendo na campanha presidencial.
Diante da disparada da candidata do PT, Dilma Roussef, que pode
definir o pleito já no primeiro turno, o candidado demo-tucano, José
Serra, agarra-se a única coisa que lhe resta: ver a adversário
alvejada por um escândalo, qualquer escândalo que seja, mesmo os
fabricados pelos barões da mídia (cada vez menos influentes, diga-se).
Dono de uma biografia que o coloca entre os principais políticos do
período pós-democratização do Brasil, sem nenhuma mancha em sua
carreira, experiente e preparado, José Serra lança-se pela segunda vez
candidato a presidente da República.
Em 2002, carregava o peso de representar um governo desgastado, com
FHC ostentando elevados índices de reprovação. Perdeu para Lula.
Em 2010, após oito anos de governo Lula, entendeu que era a sua vez,
encarnando o discurso de mudança
Aí trombou não com Dilma, mas com o mito em que Lula
havia se transformado.
Liderou as pesquisas de intenção de votos e pareceu
imbatível até o momento em que começou a ficar claro que a até então
desconhecida (para boa parte dos brasileiros) Dilma era a candidata de
Lula.
Quando Lula apareceu ao lado de Dilma no horário
eleitoral gratuito, ela, que já estava à frente de Serra, só fez
disparar e abrir uma vantagem acima de vinte pontos percentuais.
Serra, que tentou ser oposição, que tentou ser o Zé,
que tentou ser uma versão tucana de Lula, que tentou ser a mudança e
ao mesmo tempo ser a continuidade, perdeu o rumo.
E, como não deu para manter o debate no nível das
propostas de governo, partiu-se para a velha tática de tentar abalar a
candidatura petista com a velha tática dos dossiês.
Em 2006, no célebre caso dos aloprados, transformou-se
um fato corriqueiro em eleições num escândalo monumental,
potencializado em fotos e imagens captados de forma tal que um monte
de dinheiro parecia uma montanha de dinheiro. Com a inestimável
contribuição do Jornal Nacional, a eleição foi para o 2º. turno, onde
(reduzido o “escândalo” à sua devida dimensão), o tucano Geraldo
Alckmin conseguiu a proeza de ter votação inferior à obtida no 1º.
turno. Foi massacrado por Lula.
Em 2010, o modus operandi é o mesmo: um dossiê
supostamente preparado para atacar Serra, desta vez envolvendo
vazamento de dados da Receita Federal.
Genial: em 2006, Lula estava na frente e o dossiê só
atrapalhou. Em 2010, Dilma está disparada na frente e só ela tem a
perder com um dossiê.
E quem tem a ganhar? Elementar, meu caro Watson, como
diria o velho Sherlock Holmes.
A busca desesperada por um escândalo produz situações
de anedota. Na terça-feira à noite, começou a circular pela internet
de que a filha de Serra teve seu sigilo fiscal quebrado ilegalmente
nos arquivos da Receita Federal. Foi o suficiente para que Serra
atacasse Dilma e o PT numa entrevista ao Jornal da Globo. E para que a
Folha de São Paulo, outrora respeitável jornalão paulista, estampasse
a denuncia em manchete de capa.
E o restante da midia seguindo na mesma troada e trovoada, sem que ainda haja o mais remoto indício de que tem o dedo do PT e de Dilma nessa sujeira. E partiu do ex-equilibrado Serra a acusação sem rodeios à Dilma, talvez imaginando nisso a sua tábua da salvação.
E ainda tem gente que acha que precisa liberar os
humoristas para ridicularizarem os candidatos. Às vezes, eles mesmos
se ridicularizam.
Vem mais por aí.

Também tô nessa!!!


Tudo bem que essa foto foi tirada há uns oito anos, mas eu também sou do time de Lula.

Nós até tomamos uma cachacinha e fumanos um charuto cubano juntos, isso no tempo
em que Lula era chegado numa cachacinha (eu continuo, bebendo por mim e pelo amigo).

Falei amigo?

Chega de bolodório e vamos ao que interessa: não tem aí uma vaguinha pra mim?

Pode ser reserva do reserva do reserva, não importa. Eu tô nessa!

Em tempo: ao contrário de muito cartaz de propaganda e muito cenário de televisão que
rolam por ai, a foto não é montagem.





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