Prefeitos defendem implantação do Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste
Reunindo 26 prefeituras, a Associação de Municípios da Serra Geral e Bacia do São Francisco (Amavale) publicou um manifesto que reflete o sentimento de todo sertão baiano em relação as propostas de desenvolvimento econômico da Bahia.
Segundo o presidente da entidade, José Barreira, prefeito de Caetité, desde a participação na audiência pública do Ibama, feita em 29 de outubro de 2011, em Ilhéus, para discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Porto Sul, complexo portuário que será construído na região de Aritaguá, em Ilhéus, os gestores perceberam que organizações que não têm nada a ver com a Bahia estavam se opondo a implantação do projeto.
“Os questionamentos que apareceram eram mais políticos do que técnicos. Nosso interesse é o debater o projeto como um todo, os impactos, como eles podem ser amenizados e as possibilidades de desenvolvimento que a proposta trará para nossa região”.
A Amavale defende que o desenvolvimento não pode ser negado em detrimento dos interesses de poucos, que defendem o fechamento do litoral aos grandes projetos de infraestrutura que vão ligar o sertão aos mercados consumidores. “O Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste abrirão as fronteiras do sertão para o mundo”, disse Barreira.
LOGÍSTICA
A Bahia, frisam os gestores, com mais de mil quilômetros de litoral, ainda carece de portos eficientes que proporcionem agilidade ao escoamento dos produtos produzidos, com custos que garantam a competitividade. “Estados com faixa litorânea muito menor que a da Bahia, como Espírito Santo, Paraná e os vizinhos Ceará e Pernambuco, são hoje reconhecidos pela eficiência de seus portos, que se tornaram vetores de desenvolvimento e fortes atrativos de novos investimentos”, citou trecho da nota, incluindo a Fiol como estrutura capaz de viabilizar a geração de riquezas e estimular o aumento de produção.
De acordo com Barreira, com uma estrutura logística eficiente, a Bahia poderá atrair novos investimentos nas áreas de produção agrícola, exploração de minérios e a implantação de indústrias. Com isso, a Amavale vislumbra a possibilidade de geração de empregos e capacitação de mão-de-obra local. “Isso ajudará a fixar as pessoas em suas cidades”, explicou. “A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), junto com o Porto Sul, em Ilhéus, formará um dos mais importantes complexos logísticos, não só para a Bahia, mas também para o Brasil. Impedir a implantação deste complexo será, de forma egoísta e irresponsável, condenar os municípios do sertão ao eterno subdesenvolvimento”, disse ele..
QUALIFICAÇÃO
Entre as oportunidades citada pelo presidente da Amavale, está o projeto Mina de Talentos, desenvolvido pela Bahia Mineração. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Sistema Nacional de Emprego (Sine), a empresa já treinou, nos centros de formação das regiões de Ilhéus e Caetité, 868 trabalhadores. O objetivo do programa não se restringe apenas a capacitar pessoas para atuar na mineradora, que explorará jazida de minério de ferro em Caetité, mas também para prepará-las para o mercado de trabalho nas respectivas áreas.
Considerado o maior programa de qualificação profissional da iniciativa privada nesta década, a meta do Mina de Talentos é qualificar, em três anos, mais de 6 mil moradores das regiões de Caetité e Ilhéus para as etapas de construção e operação do projeto Pedra de Ferro, da Bamin.
O Governo do Estado também desenvolve programas de formação de mão-de-obra, através do Pronatec, do governo federal, em parceria com os serviços Nacional de Aprendização Industrial (Senai) e Serviço Social da Indústria (Sesi) em cidades da região de influência dos projetos das ferrovia e Porto Sul.














