:: 16/fev/2026 . 15:00
Cuidar de Quem Cuida garante acolhimento e dignidade a trabalhadoras do Carnaval
Em meio à folia do Carnaval de Salvador, onde a música e a multidão tomam conta dos circuitos, o Espaço Cuidar de Quem Cuida garante acolhimento, dignidade e valorização às mulheres que trabalham na festa. Voltado a catadoras de materiais recicláveis, ambulantes e cordeiras, o equipamento oferece suporte físico e emocional durante os dias intensos de trabalho. Nesta segunda-feira (16), a primeira-dama do Estado e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), Tatiana Velloso, acompanhada da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, visitou o espaço, iniciativa do Governo do Estado dedicada ao cuidado integral dessas profissionais.

Nas primeiras horas da manhã, depois de longas jornadas nos circuitos, muitas trabalhadoras encontram no espaço uma pausa necessária. Café da manhã, banho, descanso e atendimento psicossocial ajudam a renovar as energias.
“A gente passa horas em pé, no sol, na chuva, muitas vezes sem ter onde parar. Aqui conseguimos respirar, cuidar da saúde e conversar. Isso faz a gente voltar para o trabalho mais forte e mais confiante”, relatou Leiliane Reis, cordeira atendida pelo projeto.

A primeira-dama Tatiana Velloso destacou o caráter humanizado da ação. “Quando pensamos o Carnaval, precisamos olhar para todas as pessoas que fazem essa festa acontecer. Esse espaço é um gesto de respeito. É cuidado com o corpo, com a mente e com a autoestima dessas mulheres que trabalham incansavelmente.”
Velha Guarda do Afoxé Filhos de Ogum reafirma tradição e resistência cultural em Ilhéus

O Afoxé Filhos de Ogum desfilou neste domingo (15), às 18h, saindo do Alto do Coqueiro em direção à Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. Com mais de 27 anos de resistência, o grupo reafirmou seu papel como guardião das tradições afro-brasileiras e da cultura dos Povos Tradicionais de Terreiro.

Comandado por Mãe Gessy, o afoxé levou para a avenida cerca de 200 foliões, entre integrantes da velha-guarda, jovens e simpatizantes. Ao som dos atabaques e dos cânticos dedicados a Ogum, orixá da força e da luta, o cortejo transformou a Soares Lopes em um espaço de celebração da ancestralidade, da fé e da identidade cultural.
Carta Aberta ao Mundo
DE CUBA, UMA MULHER DO POVO DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente executado desde Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
DENUNCIO POR MEUS AVÓS:
Denuncio que em Cuba há idosos que morrem antes do tempo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, a pressão, a diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos calam. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.
DENUNCIO POR MINHAS CRIANÇAS:
Denuncio que houve incubadoras em Cuba que tiveram que ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela vida enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem nos vender petróleo e quais não. Que há mães cubanas que viram a vida de seus filhos perigar porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais que o choro de um bebê a 90 milhas de sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?
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