João Carlos Haas Sobrinho, o Dr. Juca

Neste 2025 a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), completa 30 anos. Em 2022, os seus trabalhos foram interrompidos pelo desgoverno Bolsonaro e as famílias reviveram a dor da ausência e do silêncio. Em 2024, a verdade voltou a ser uma busca constante.

 

Para comemorar, a CEMDP promove, em Brasília, o II Encontro Nacional de Familiares de Pessoas Mortas e Desaparecidas Políticas. Entre as ações, programadas para os dias 3 e 4 de dezembro, está a entrega de certidões de óbito retificadas, reconhecendo oficialmente que, ao contrário do que a Ditadura divulgou,  foi uma “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro contra os dissidentes políticos durante o regime ditatorial instaurado em 1964”.

João Carlos Haas Sobrinho, brilhante médico natural de São Leopoldo/RS (1941), foi uma das vítimas da Ditadura. Deixou um imenso legado humanitário, salvando centenas de vidas nas regiões de Porto Franco/MA e Xambioá/TO, entre 1967 e 1972, quando foi assassinado, no mês de setembro, na Guerrilha do Araguaia. A certidão de óbito de desaparecidos políticos é regulamentada pela Lei nº 9.140/1995 e pela Resolução nº 601 do CNJ (2024),

Sônia Maria Haas

Sônia Maria Haas, irmã caçula de João Carlos, vai receber a certidão em nome da família.