‘ Diálogos’ com ACM

Porto Seguro, 22 de abril de 2000. 500 anos do Descobrimento do Brasil. Enquanto autoridades e convidados vips participam de uma celebração no Hotel Vela Branca, o povaréu é isolado por barreiras e um forte contingente policial nas ruas.
Festa correndo solta no hotel e ao mesmo tempo a Polícia Militar baixando o cacete em índios, sem-terras, negros e quem mais se atrevesse a protestar contra o que consideravam uma invasão/exploração e não um descobrimento.
Uma violência policial tão desmedida que no dia seguinte ganharia as manchetes da imprensa mundial.
Gravador em punho, aproximo-me de Antônio Carlos Magalhães, então o Rei da Bahia e fiador daquela festança toda e, per supuesto, também daquela pancadaria toda.
Certo de que vai receber uma pergunta elogiosa, ACM exibe o melhor dos sorrisos, exala simpatia.
E eu transpiro jornalismo:
-Senador, como o senhor avalia o fato de que enquanto as autoridades festejam aqui no hotel, pessoas simples estão sendo agredidas pela polícia e impedidas de protestar pacificamente?
O sorriso some, mas ACM permanece impassível, olha para o crachá para ver em qual veículo de comunicação eu trabalhava (na época, a TV Cabrália), uma atitude típica dele, e quando providencialmente começa a tocar o Hino Nacional, responde entre os dentes:
-Você não vê que estou ouvindo o Hino Nacional?
E completou baixinho, dando um leve chute na minha canela, antes de me dar as costas com o desprezo de quem se achava acima do bem e do mal:
-Seu moleque, filho da puta…
A resposta que ACM não me deu, o povo baiano, força indomável da liberdade, lhe daria seis anos depois e continua dando até hoje nos seus herdeiros políticos….














Nobre, Daniel Thame.
Parece que os resquícios funestos do toninho malvadeza seguem enrustidos no grampinho acm neto, não só na arrogância e boçalidade mas também na rapinagem aos cofres públicos. Em 2022 haveremos de aplicar outra surra nessa laia nefasta!!!