Agentes da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Itabuna (AACRI) participaram  de uma palestra na manhã desta terça-feira, dia 20, no auditório do SEST/SENAT sobre os riscos da coleta de vasilhames de agrotóxicos. O encontro reuniu representantes da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), Agência Estadual de Defesa Agropecuária (ADAB) e  da Associação  de Revendedores de Insumos Agropecuários do Sul  da Bahia ( ARISBA).

A  engenheira agrônoma da ADAB Catarina Matos disse que a comercialização de embalagens de agrotóxicos para a reciclagem pôs em risco a ação dos catadores, o que motivou a palestra. “Fizemos contato com todos os responsáveis pelo trabalho com as recicladoras para levar o conhecimento do risco que essas embalagens causam, se forem misturadas a outros recipientes”, afirmou.

“A educação ambiental busca também orientar as pessoas e a comunidade para a manipulação correta das embalagens, porque são extremamente tóxicas, ainda mais se entrarem em contato com a pele  e  os olhos”, disse a bióloga Alana Couto, técnica do Departamento de Meio Ambiente da  SEAGRIMA.

O presidente da AACRI, Ricardo Ferreira, falou que as palestras foram esclarecedoras para a destinação correta desses recipientes. “ Muita gente não sabia desse perigo. Mas, agora já estamos conscientes do que fazer com essas embalagens, que podem chegar a nossa associação e prejudicarem a saúde e o meio ambiente”, acrescentou.

A gerente da ARISBA, Andrea Brito,  ressaltou a importância de se observar os vasilhames de agrotóxico para o descarte adequado. “Caso as embalagens cheguem  à  AACRI é fundamental que  nós sejamos acionados para  encaminhar os recipientes ao local adequado.  Esses produtos são muito perigosos e no contato ou manipulação é necessário o uso de EPIS,” informou.

Ela lembra que muitos produtores rurais jogam esses vasilhames no lixo comum,  o que reforça a importância de se conhecer a políticas dos resíduos sólidos. Já a engenheira agrônoma da ADAB Catarina Matos afirmou que as embalagens abertas  podem conter resíduos que  resultam em problemas respiratórios  e  até intoxicação  a depender de como se classifica.  A  intoxicação  crônica, por exemplo, aparece ao longo dos anos, com o surgimento de doenças”, explicou.