WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
hanna thame fisioterapia animal

prefeitura itabuna sesab bahia livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

dezembro 2022
D S T Q Q S S
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


:: 31/dez/2022 . 10:00

Exposição Arte Vida

É difícil separar a arte da nossa vida.

Assim como a vida, a arte pulsa em nosso ser. Ao nos deparar com um lindo amanhecer, com o sorriso de uma criança, com as ondas do mar ou uma cachoeira tecendo com suas águas borbulhantes, um belo espelho a nos refletir, sentimos uma serenidade interna que nos convoca a presenciar o belo que há em tudo.

Tudo é vida, tudo é arte e a Arte reflete a Vida.

Tudo o que vivemos serve de inspiração para transformar em arte o que nos toca o coração.

Nesta exposição abstrato ou não, perceberemos a vida em pinceladas, manchas de tinta ou digitalmente criada na frequência da emoção.

É essa a definição de MARIA VIEIRA a respeito da exposição dos coordenadores da LÓTUS GALLERY publicada  no site www.lotusgallery.com.br que inclui obras digitais de MARCOS M.R, e LUCIANE YAHWEH

Aqui apresento apenas algumas das obras expostas.

“VÔO SOBRE O PÂNTANO”

Artista: MARIA VIEIRA/Sorocaba-SP

Verniz vitral sobre acetato – Abstracionismo

Dimensão: 40X60 com

Prêmio Criatividade – Salão de Arte Solaris, Limeira, SP.

orboletas em 3D sobrevoam o Pântano formado por manchas espontâneas que surgem

 da interação de diversas cores do verniz vitral. As borboletas camuflam

 na paisagem em seu vôo no entardecer.

“A FESTA DAS MÁSCARAS”

Artista: MARIA VIEIRA/Sorocaba-SP

Verniz vitral sobre Acetato

Dimensão: 50X50 cm

A alegria de um baile de máscara, de uma brincadeira infantil, com uma máscara no rosto, nos remete a um mundo  imaginário com cenas que recriam seres dóceis e por vezes assustadores à imaginação infantil.

“A festa das máscaras”, trás a leveza, a alegria e o mistério que toda máscara imprime: seja de um olho só, escondendo o rosto inteiro, ou meia face.
“LION”

Artista: LUCIANE YAHWEH/ PassaQuatro-MG                                              

Técnica: OST                                                                                       

 Dimensões: 120 x 100                                                         
Ano: 2019

Esse trabalho foi uma encomenda de um cliente que pediu uma tela de                            

 leão simbolizando o Leão  da Tribo de Judá – Jesus Cristo. Fui criando minha arte, e cada pessoa                        

que chegava em meu ateliê me perguntava o que estava pintando. Porém ninguém via o Leão, para                          

surpresa cada um que chegava via uma imagem diferente. Viam um pássaro, um pessoa lendo um livro,

uma baleia, um beija flor, um botão de rosa, mas só quando mostrava o leão é que as pessoas identificavam

que o leão estava surgindo em meio aos traços e cores. Eu gosto muito dessa obra, por que além de linda,

expressa de verdade o quanto a Arte tem movimento, o quanto a Arte é vida!

“COPO DE LEITE”

Artista: LUCIANE YAHWEH/Passa Quatro-MG                                                   

Técnica: OST                                                                                       

Dimensões: 80 X 100                                                         

Ano: 2017

 

 

 

Linda flor como pode ser venenosa, sendo tão majestosa.

Simboliza a paz e a inocência, muita incoerência!                                                

   Há também humanos… Lindos, gentis, e simpáticos.

Mas são venenosos e matam.

 Dois corpos opostos ocupando o mesmo espaço.                                                                                   

Infeliz de quem cai em suas armadilhas, serão amaldiçoados com muita dor                                                                                                                        Infeliz de quem se encanta  com linda flor, veneno, não amor…                                                                                   

 (Viviane Ulbricht)

“PESSOAS I”

Artista: MARCOS MR/ São Paulo-SP                                                    

Técnica: Pintura Digital                                                                                   

Dimensões: 1024 X 1024                                                        

Ano: 2017

A obra retrata o dia a dia das pessoas de nosso país destacando-se

 aqui a cidade de São Paulo, a famosa “Terra da garoa”.

“FAUNA BRASILEIRA – ARARAS”

Artista: MARCOS MR/São Paulo-SP                                                    

Técnica: Pintura Digital                                                                                   

Dimensões: 1024 X 1024                                                        

Ano: 2017

A obra retrata a nossa fauna Brasileira,

 é outro símbolo que muito nos identifica, são as Araras.

Aves multicoloridas e de hábitos muito peculiares.

Essa exposição é uma realização da LÓTUS GALLERY, uma galeria de arte virtual administrada por um grupo de artistas que entende que a Arte não faz sentido de existir, se não for exposta.

A Lótus Gallery surgiu para suprir essa necessidade, promovendo artistas e suas obras, apresentando aos apreciadores e investidores um local onde talentosos artistas se reúnem juntamente com suas obras, num verdadeiro tour virtual de artes.

A Lótus Gallery chegou para explorar o belo, o luxo, a sabedoria poética das obras, toda beleza existente na Arte juntamente com seu criador, valorizando o artista no incansável trabalho de promoção de suas obras e assinatura.

Essa é a proposta da LÓTUS GALLERY por que amamos fazer Arte! Visitem nosso site (www.lotusgallery.com.br)  e redes sociais, estamos no instagram, facebook e youtube identificadas por nossa logo abaixo.

Homem Bomba

dt

Diário de Osasco, final da década de 70. Eu e Cláudio Cruz, amigo-irmão que Deus levou prematuramente em 2017,  trabalhávamos como repórteres, recém iniciados no jornalismo e escalados para funções que os veteranos sempre consideravam coisa menor: a cobertura nos bairros e as sessões de esportes e de polícia. Na verdade, eram as grandes escolas para quem estava começando e onde a gente fazia de um limão, uma limonada.

Ou de um cachorro quente um banquete, naqueles tempos difíceis, mas, hoje reconheço, felizes.

dt e ccA nossa produção jornalística não deveria andar lá essas coisas (não que faltasse assunto: Osasco tinha problemas típicos de uma cidade industrial encravada na Grande São Paulo com bairros sem infraestrutura e a violência era assustadora), porque resolvemos diversificar as atividades e nos embrenhar por outras áreas.

Com a luta armada brasileira nos estertores e a Revolução Cubana distante demais, decidimos explodir latas de lixo do bairro Presidente Altino, onde ficava a sede do jornal, com aquelas bombas típicas de São João, ´tamanho GG´.

Não me perguntem o que uma coisa tem a ver com a outra, porque não tem nenhuma mesmo. É apenas pra dar um certo charme ao texto.

O plano (!) era esperar o fechamento do jornal, lá pelas onze da noite, e sair detonando as latas de lixo que encontrássemos pela frente. Como havia bombas suficientes para explodir Presidente Altino e adjacências, achei que uma bomba a mais, uma bomba a menos não faria diferença.

E então, sorrateiramente, enquanto Cláudio revisava compenetrado uma de suas matérias, coloquei uma das bombas embaixo da sua cadeira e… BUM!

Bota “BUM!” nisso. A desgraçada era muito mais potente do que a gente imaginava e ao barulho ensurdecedor seguiu-se uma fumaceira que tomou toda a redação.

Deu-se o pandemônio. O pessoal da oficina achou que a caldeira da linotipo (onde o chumbo derretido a uma temperatura mercurial servia para compor as páginas do jornal) havia explodido e saiu correndo pra rua. Vrejhi Sanazar, o dono do jornal, achou que seu patrimônio tão duramente conquistado tinha ido pelos ares e entrou feito um doido na redação.

E o advogado Achoute Sanazar, irmão do Vrejhi, que morava ao lado, quase teve um enfarto, imaginando que após invadir, destruir e ocupar a Armênia de seus ancestrais, os turcos tinham decidido eliminar também os descendentes espalhados pelo mundo.

Serenados os ânimos e esclarecidos os fatos, Vrejhi me xingou de filho da puta em português, armênio e em todos os  idiomas que um dia poderia aprender, Cláudio ficou quatro dias praticamente surdo e as latas de lixo e os moradores de Presidente Altino foram poupados da nossa sanha revolucionária.

Minha carreira de Homem Bomba acabou ali.

O Estado Islâmico já sabe o que não perdeu.

 

Com que roupa eu vou, esse é meu dilema

 

Walmir Rosário

Todo fim de ano me embaraço com o dilema da escolha da roupa que vestirei no Réveillon, seja num evento externo, que merece uma apresentação de razoável para cima, ou em casa, quando não chega a tanto, mas nem por isso tampouco. Pra começo de conversa, não sou daqueles que sabe a combinação ideal das peças de roupas, como os desenhos verticais e horizontais, as cores dissonantes, e por aí afora.

É sempre assim! Por mais que tente, não consigo me conscientizar suficientemente sobre a harmonia de cores e tons, muito menos as mais apropriadas para cada ocasião. É uma lástima! Mas nem me incomodo, embora não posso dizer o mesmo em relação ao que pensa a minha mulher, sempre a dar pitacos sobre o caimento e as disparidades. Não adianta, não consigo fazer essas aulas entrarem em minha cabeça.

Se hoje incorro, constantemente, nos mesmos erros, com um guarda-roupas pra lá de sóbrio, imaginem no século passado, a partir das décadas de 1960/70 e mais um pouco, com as roupas extravagantes que ditavam a moda. Ainda lembro das camisas estampadas, nas quais as cores fortes formavam desenhos de caracóis e outras figuras fractais, bastantes chamativas.

:: LEIA MAIS »

O catingueiro que virou grapiúna

Claudio Rodrigues

E assim se passaram três décadas.

Quando desembarquei no Terminal Rodoviário de Itabuna, no dia 30 de dezembro de 1992, acompanhado da amiga/irmã e futura comadre Madalena de Jesus, estávamos iniciando uma aventura nas “Terra do Sem Fim”, sob o comando do mestre José Carlos Teixeira.

O desafio era modernizar a Comunicação Social do governo do então prefeito Geraldo Simões. Meu projeto pessoal, era ficar seis meses na cidade-mãe do Amado Jorge.

Logo na chegada, descobri que havia uma colônia feirense enraizada em Itabuna composta pelo professor Tustão Andrade, o design Paulo Fumaça e o saudoso gerente-comercial do Correio da Bahia para a região Sul, Robson Nascimento. Descobri que feirense e mato são quase iguais, pois brota em todo canto.

Eis que o tempo foi passando, o ciclo de amigos no governo, nos veículos de comunicação e fora desses meios foram aumentando e a gente se apegando a essa terra. A cada 15 dias pegava a rodovia BR-101 rumo à Feira, a fim de encontrar a então amada namorada.

Depois de fazer algumas contas, chegamos à conclusão de que era melhor juntar as escovas e constituir família. Pensem numa escolha acertada!

Posso assegurar que essa água mágica do Cachoeira (fornecida pela Emasa), o vento que soprar na gente e a areia do chão de Itabuna são como visgo da jaca e a nódoa de caju, colam na gente e não saem de jeito algum.

Itabuna me possibilitou constituir uma bela família. Mas, não foi só isso. Essa terra encantadora também me deu alguns amigos-irmãos, a exemplo Luiz Conceição e Daniel Thame (hoje meus compadres), Ramiro e Ricardo Aquino, Devinho Samuel, Lula Viana, Jackson Primo, Ricardinho Ribeiro, Reinaldo Jovita, Josiel e Norma Nunes, Fernand Milcent, Heitor Abijaude e César Sena.

Além desses irmãos, vieram uma legião de amigos aos quis amo e prezo. A exemplo do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que nesse mês completaria 110 anos de nascimento, posso afirmar que sou um catingueiro feliz.

Se eu nascesse de novo, queria ser o mesmo Cláudio. Se eu nascesse de novo e pudesse escolher, mais do que eu sou não queria ser. Eu queria nascer em Feira de Santana, a Terra de Lucas. Eu queria ser filho de dona Péu, neto de Adelino e Silvina, marido de Maria Martha, pai de Héctor, Heitor e Antônio Neto, e genro de Inês Borges e Antônio Mendes.

Quando eu tivesse com meus vinte e poucos anos, eu queria desembarcar novamente em Itabuna, me apaixonar por essa cidade e sua gente. E, se eu nascesse de novo e pudesse escolher, escolheria viver tudo isso novamente.

Cláudio Rodrigues é jornalista, assessor de comunicação da Emasa,





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia