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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 19/dez/2020 . 9:13

Fusão visual

hereros_daniel

Oscar D’Ambrosio

Um dos importantes requisitos de um fotógrafo para desenvolver um trabalho sobre uma pessoa ou uma etnia é o envolvimento. Dessa empatia, surge um trabalho que, além de questões técnicas bem resolvidas, apresenta alma. É justamente o que ocorre com os elos entre o fotógrafo Sérgio Guerra e os Hereros.

Seminômades que vivem espalhados entre Angola, Namíbia e Botsuana, os Hereros entraram na trajetória do fotógrafo em 1999, quando ele integrou um programa de comunicação institucional do Governo de Angola. Começou aí uma relação que o levou a um progressivo conhecimento da etnia e, é claro, de si mesmo.

Visualmente, o que impressiona é a cor. Os fotografados se fundem com a terra, em uma esfera que está além do jornalístico e do documental. A grande questão visual que se impõe é o estabelecimento de uma poética marcada pela confiança. São almas que se deixam conhecer e fotografar.

Os Hereros são desvendados pelo fotógrafo, que produziu livros, documentários e exposições sobre o tema, dando visibilidade a uma África esquecida. Nesse contexto, a arte de Sergio Guerra, em diversas manifestações, eterniza uma cultura. Suas imagens fundem almas, corpos e terra em uma caminhada diferenciada, numa relação que se estabelece para sempre.

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Oscar D’Ambrosio é graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e pós-doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

 

O negócio cacau e a guilhotina dos bancos

Walmir Rosário

walmirDe vez em quando a mídia regional concede um espaço para a cacauicultura, nem sempre com a generosidade que merece a principal matriz econômica do Sul da Bahia, que há muito tenta se reerguer do golpe sofrido na segunda metade da década de 1980, causado pela introdução criminosa da vassoura de bruxa. Uma matéria aqui, outra ali, sempre abordando bons exemplos individuais, nunca tratando do sistema por inteiro.

Antes, quando a Ceplac ainda tinha “bala na agulha”, ganhava manchetes principais com frequência maior ao divulgar resultados positivos de pesquisas, recorde ou queda de produção, melhoria na qualidade da amêndoa. Por várias vezes essas manchetes também ocupavam as primeiras páginas dos veículos de circulação nacional estampando a presença de presidentes, ministros, governadores e parlamentares com promessas.

Promessas vãs, é bom que se diga. Chegam, visitam a Ceplac, uma fazenda de cacau, consideram injusto o tratamento dado ao cacauicultor, fecham o discurso com duas frases de efeito e voltam a Brasília. O tempo passa e as promessas se revelam simples e corriqueiros contos de fadas, haja vista a falta de representatividade política a região que outrora se orgulhava de produzir os frutos de ouro.

Delegação de cacau com a ministra da Agricultra (1)Não seria verdadeiro colocar toda a culpa dos problemas do cacau nas costas dos políticos, pois parte dela deve ser creditada às lideranças regionais e aos eleitores, acostumados a dar o seu voto a políticos totalmente alheios à economia regional. Há muito que prego um basta nesse atávico estranho comportamento, justificável antes, quando ainda éramos ricos e desprezávamos a política. Hoje, não.

Me causou surpresa – nesta época em que se fala muito no fim das instituições de pesquisas e extensão – o caminho em outra direção tomado pelo empresário Valderico Júnior, presidente do Democratas de Ilhéus. Acompanhado dos deputados federais Leur Lomanto Júnior e Efraim Morais Filho, ele participou quarta-feira (16), em Brasília, de reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

E o tema do encontro era justamente o negócio cacau e os penduricalhos que dificultam o desenvolvimento dessa tradicional cultura, que ainda hoje se destaca pela liquidez em sua comercialização, o que não acontece com outras culturas. Se temos esse handicap favorável, estamos aprisionados a pesados grilhões como a dívida dos produtores junto aos bancos, grande parte oriunda de recursos do Tesouro ou bancos públicos.

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