:: 23/nov/2019 . 7:12
Amurc e os seus 35 anos de luta municipalista
Viviane Cabral
A Associação dos municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc completa 35 anos de fundação nesta quarta-feira, 21, com a MISSÃO fortalecer o municipalismo, tornando-o democrático e inovador, contribuindo para eficiência, eficácia, efetividade e excelência da Gestão Pública Municipal.
Ao longo desses anos, a entidade tem se estabelecido como um espaço de defesa do Poder Público Municipal, no qual a população é a maior beneficiada, tendo em vista que é por meio de uma Associação que a comunidade se fortalece e tem grandes chances de alcançar os objetivos comuns.
Idealizada com o objetivo inicial de representar os municípios produtores de cacau da região Sul da Bahia, a Amurc extrapolou os limites territoriais e de ideias para pensar em soluções sobre os entraves em comuns que afetam os municípios. Nesse aspecto, o munícipe ganha um aliado forte na luta por mais investimentos em políticas públicas, que são capitaneados pelo Estado e pela União.
Todo esse contexto levou a entidade a encampar e defender lutas que são fundamentais para o fortalecimento de uma região com tantas riquezas econômicas, culturais e turísticas. A criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia, por exemplo, se apresenta como um instrumento eficaz para o desenvolvimento sustentável dos municípios e de suas potencialidades. Os Consórcios Públicos Municipais, tanto os multifinalitários, quanto o de saúde, surgem na esteira de ser os braços do Executivo e a Associação, o corpo político em prol dos municípios.
Capítulo de livro estimula o conhecimento sobre as Plantas Alimentícias Não-convencionais
Heleno Nazário
Talvez o fato das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) serem em geral desconhecidas pela população brasileira seja um bom exemplo de riqueza não aproveitada. O consumo predominante de alimentos industrializados e o efeito disso na saúde humana, a grande quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar e a imensa diversidade de flora no país, dentre outros fatores, podem ajudar a explicar a importância de fazer renascer o interesse em cultivar e consumir essas plantas que são tão nutritivas e ao mesmo tempo tão ausentes das nossas mesas.
Quando os dados científicos vêm alinhados com experiências de cultivo e de consumo desses alimentos, a atenção para com aqueles motivos se faz acompanhar da água na boca. É o efeito do capítulo Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) associadas ao agrossistema cacau-cabruca no sul da Bahia, publicado no livro Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca vol.2, editado pelo Instituto Cabruca e assinado pelos pesquisadores Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim, Jomar Gomes Jardim, José Lima Paixão e Larissa Corrêa do Bomfim Costa. O capítulo apresenta uma pequena amostra de espécies alimentícias pouco conhecidas, como o cansanção-vermelho, e de partes em geral descartadas de alimentos bem presentes, como a banana e o aipim, e completa o texto com uma série de receitas com as PANC.
Outro ponto relevante é que o capítulo descreve como o agrossistema cacau-cabruca favorece o cultivo desses alimentos pouco usuais, ampliando os argumentos a favor de ecossistemas agroflorestais como provedores de espécies vegetais alimentícias e medicinais. É o ciclo completo da sustentabilidade, abrindo possibilidade de conseguir lucro econômico sem prejudicar o ambiente e de aumentar a oferta de alimento saudável e acessível para a população.
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