esco 1As es­colas in­dí­genas da rede es­ta­dual de en­sino da Bahia re­a­lizam ações alusivas ao Dia do Índio, comemorado nesta quarta-feira, 19 de abril. Com uma pro­gra­mação vol­tada para a va­lo­ri­zação dos sa­beres, da cultura e das tradições dos povos indígenas, os es­tu­dantes das 26 unidades escolares indígenas da rede estadual par­ti­cipam de atividades culturais e jogos. Atualmente, a rede atende a 6.345 estudantes indígenas, de 16 etnias, de 134 comunidades, com escolas em 14 municípios baianos.

No Colégio Estadual Capitão Francisco Rodelas, na Aldeia Tuxá, no município de Rodelas, o dia está sendo marcado pela culminância do projeto anual da Feira Cultural que, desta vez, traz como tema a sustentabilidade e as belezas do Rio São Francisco, considerado o opará (divindade dos rios e das cachoeiras) dos povos indígenas. “Nosso objetivo com a documentação e pesquisa sobre as vivências culturais do povo Tuxá e a sua relação com o Velho Chico, bem como as discussões sobre sustentabilidade, é o de afirmar e valorizar a cultura e a identidade Tuxá, conscientizando as comunidades escolar e local sobre a importância do rio para o nosso povo”, explica a diretora Mayra Apako Tuxá.

Já no Colégio Estadual Indígena José Zacarias, na aldeia Kiriri Pau Ferro, no município de Banzaê, os estudantes participam de atividades desde às 5h da manhã, com uma programação cultural de suas tradições que prossegue até às 22h30. No Colégio Estadual Indígena de Corumbazinho, no município de Prado, a comunidade escolar realiza ações esportivas, com a participação de outras unidades, como a Escola Estadual Indígena Aksã Pataxó e os colégios estaduais indígena Bom Jesus, 25 de Julho e Tawá.

esco 2O coordenador da Educação Indígena da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Rafael Barbalho, ressalta os avanços que vêm acontecendo na Educação Indígena da rede estadual, a exemplo da oficialização das escolas indígenas, a implantação da categoria de professor indígena, a gestão escolar formada pelos próprios indígenas e a formação continuada. “Trata-se de uma Educação específica e diferenciada, garantida pela Constituição. Temos, na Bahia, a oficialização das escolas indígenas, que têm seu ordenamento jurídico próprio, o que significa autonomia para organizar o seu próprio calendário e suas ações pedagógicas”, afirma.