:: 25/fev/2015 . 9:09
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos realiza Primeira Feira de Saúde e Cidadania para moradores de rua
Nesta quarta-feira (25), a Secretaria de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) realiza a Primeira Feira de Saúde e Cidadania, das 14h às 17h, na Praça das Mãos, no Bairro do Comércio em Salvador. A feira tem como objetivo ampliar o acesso à saúde, cidadania e garantir políticas públicas aos moradores de rua.
Com programação diversificada, os moradores locais e usuários de substâncias psicoativas contarão com serviços de saúde, como a realização de testes rápidos para sífilis e HIV. A população também terá à disposição o serviço de cadastro para emissão do Cartão do SUS, além de informações sobre tuberculose, oficinas de Saúde, arte, educação e orientações que abordarão o uso problemático de substâncias psicoativas.
A Primeira Feira de Saúde e Cidadania é uma inciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a grupos Vulneráveis (SUPRAD), em parceira com a Unidade de Saúde da Família (USF), da Prefeitura Municipal de Salvador e o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA, que juntos buscam promover a cidadania e o acesso aos serviços de saúde e justiça através do atendimento aos usuários. As atividades serão acompanhadas pelos técnicos do Projeto Corra pro Abraço da SUPRAD/ SJDHDS.
Lula: “se querem guerra, eu também sei lutar”

(do Brasil 247) – O ex-presidente Lula disse que está pronto para ir para as ruas “defender a Petrobras, defender a reforma política e a democracia”. Segundo ele, “começamos uma luta e essa luta vai demorar”. O ex-presidente participou do ato em defesa da Petrobras, que ocorreu na sede da ABI, no Rio de Janeiro.
“Sou filho de uma mulher analfabeta. de um pai analfabeto. E o mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também”, desafiou.
Durante o ato, Lula comparou o atual momento político pelo qual passa o país com o período imediatamente posterior à instalação da ditadura militar no Brasil, em 1964.
“Percebo que eles continuam fazendo hoje o que sempre fizeram antes. A ideia básica é criminalizar antes, tornar bandido antes, antes de ser investigado e julgado. É criminalizado pela imprensa e começa o processo pela sentença. O problema sério é que se eu conto uma inverdade muitas vezes, ela vira verdade para milhões de pessoas. A tal da teoria do domínio do fato, eu não tenho que saber se você cometeu um crime, mas se você é o chefe, então você cometeu. É um pressuposto”, afirmou. “No caso da Petrobras, se parte do pressuposto de que tem que acabar com a Petrobras e criminalizar a política”, disse.
“Tem algo acontecendo neste país. Acabamos de ver a famosa Primavera Árabe, ver o ex-presidente do Egito ser derrubado, depois eleger alguém, depois derrubar e agora os militares estão lá. Sabemos o que aconteceu na Líbia. O Iraque está afundado em violência. E estamos vendo no Brasil a criminalização da ascensão social de uma camada da população brasileira. A elite não se conforma com a ascensão dos mais pobres”, afirmou.
“Eu fui o presidente que mais visitei a Petrobras, sou o presidente que tenho orgulho de em 2002 ter feito minha campanha defendendo a Petrobras, a indústria naval brasileira e o conteúdo nacional. Talvez tenha sido o presidente que mais inaugurou plataformas. Tenho orgulho de ter participado do centro de estudos da Petrobras”, afirmou. “Tenho orgulho da maior capitalização do capitalismo mundial, que foi a capitalização da Petrobras, que se tornou uma das empresas mais importantes do mundo. Que vergonha eu posso ter se no meio de uma família de 86 mil pessoas, se uma pessoa comete um erro, uma ‘caca”. Não podemos jogar a Petrobras fora por causa de meia dúzia de pessoas ou 50 pessoas”, ressalvou. Em seu discurso, Lula também defendeu a política de conteúdo nacional e o modelo de partilha.
“Nossa companheira Dilma tem que deixar a Petrobras para a Petrobras, as investigações para o ministro da Justiça. A Dilma tem que lembrar que ganhou eleição, levantar a cabeça e cuidar do país. Ela não pode dar trela. Nós ganhamos as eleições e parece que temos vergonha de ter ganhado”, afirmou. “Vamos defender a Petrobras, que significa defender a democracia”, disse.
O ex-presidente também fez críticas à imprensa. “Quero dizer a imprensa que cheguei duas vezes à Presidência sem ela. A imprensa só tem um papel que é de informar corretamente”, afirmou. O ato foi organizado pela CUT e pela FUP (Federação Única dos Petroleiros), com a presença de representantes do movimento sindical, advogados, jornalistas e intelectuais.
Veja a fala de Lula:
Como nasceu o “Estado Islâmico” e quais são seus objetivos
Gilberto Abrão
No princípio, Deus criou o petróleo sob as areias dos desertos. Até então, os beduínos da Península Arábica eram felizes, alimentavam-se de tâmaras e leite de camela. Ninguém os incomodava e eles não incomodavam ninguém. Nem os turcos otomanos se interessavam por eles. Mas Deus queria vê-los mais felizes e, então, criou o petróleo.
Em seguida, Deus criou a extrema necessidade do petróleo nas nações ocidentais. E com isso incutiu-lhes a ambição de se apoderar daquela riqueza. Foram pedir ajuda aos árabes para derrotar os turcos otomanos na 1ª Guerra Mundial. Os árabes toparam com a condição de que os ingleses e franceses, na época as duas superpotências ocidentais, concordassem em que o Xarife de Meca, Rei do Hijaz, Hussein Bin Ali (naquela época ainda não existia a Arábia Saudita) fosse proclamado o califa de um vasto império muçulmano que iria do Hijaz até o Marrocos. Os ocidentais (França e Inglaterra) concordaram e, então, os turcos, muçulmanos como os árabes, foram derrotados em 1918.
Parece, entretanto, que Deus não gostou do fato dos árabes traírem seus irmãos de fé, os turcos, e resolveu castigá-los severamente. Acontece que os ocidentais estavam preocupados com o fato de que se o petróleo ficasse nas mãos de um império gigantesco, como seria o califado sonhado pelo xarife de Meca, a qualquer momento os árabes poderiam cortar aquele liquido pastoso negro que alimentava a revolução industrial que acontecia na Europa. Portanto, na surdina, o diplomata francês François George Picot e o britânico Sir Mark Sykes, tramaram a traição aos anseios do Rei do Hijaz e decidiram dividir as províncias árabes que estavam sob o domínio dos otomanos entre si, como zonas de influência. Esse acordo – conhecido internacionalmente como o acordo Sykes-Picot – foi firmado em 1916, portanto dois anos antes do término da guerra.













