:: nov/2009
COM OU SEM VESTIDO?
Este blogueiro aposta um chopps e dois pastel que a estudante universitária Geisy Arruda, de 20 anos, expulsa da faculdade por usar um vestido curto (bota curto nisso!) e depois readmitida; ainda vai acabar recebendo convite para posar nua na Playboy ou alguma revista do tipo.
Afinal, este é o país onde o que não acaba em pizza acaba em capa de revista de muié pelada…
O lorde, o dândi e o analfabeto

Fernando Henrique Cardoso, com seu jeitão de lorde, é tido e havido como um dos principais intelectuais brasileiros, suprassumo do conhecimento acadêmico, farol a iluminar a obscura vida brasileira. Exibe títulos de doutor honoris causa concedidos por universidades mundo afora, numa profusão de diplomas utilíssimos para decorar paredes. Uma pessoa sem a qual, possivelmente, a terra não giraria em torno dele, perdão, do Sol.
Caetano Veloso, no seu eterno estilo dândi, fazendo o tipo blasé, é considerado, não sem justa razão, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, protagonista da Tropicália, significativo movimentos da MPB e autor de letras antológicas, luminar a contrapor a excrescência dos axés, pagodes e outros lixos que nem podem ser chamados de música. Um sujeito sem a qual, possivelmente, a música brasileira seria uma espécie de buraco negro da mediocridade.
Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso, cujos predicados intelectuais e musicais não podem nem devem ser ignorados, são dois ególatras de marca maior.
A idade avançada de ambos não os amadureceu o suficiente para aplacar a vaidade desmesurada e para entenderem que existe, sim, vida longe dos holofotes.
E que o mundo gira e canta sem eles.
Na busca por um brilhareco fugaz, no intervalo de uma semana, Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso miraram no mesmo alvo: o presidente Lula.
Existe maneira melhor de aparecer do que atacar uma pessoa que está no esplendor do reconhecimento, no mais alto dos cumes, no centro de todas as luzes, por méritos próprios e não por obra do acaso?
Fernando Henrique e Caetano, claro, usaram a polêmica rasteira, para sair um pouco das sombras do anonimato, da aposentadoria compulsória.
Num artigo laudatório, recheado de ressentimentos e ponteado de inveja mal disfarçada, Fernando Henrique atacou Lula, a quem qualificou de autoritário e de adotar uma política equivocada na condição dos destinos do país. Bateu, de forma sutil, na falta de cultura do ex-metalúrgico Lula, entre outras diatribes, prontamente repercutidas por uma parte da mídia que lhe devota uma adoração quase divina.
Esqueceu-se de lembrar que, nos oito anos de seu mandato, o Brasil ´quebrou` três vezes, estatais foram saneadas com dinheiro público e depois privatizadas a preço de ocasião e a credibilidade do país no Exterior era nenhuma.
Caetano, que nos últimos anos só fez sucesso esporadicamente quando regravou canções bregas de sumidades tipo Peninha (quem?), foi ainda mais grosseiro. A pretexto de anunciar ao universo sua intenção de votar em Marina da Silva para presidenta, embora ache Serra bom, mas travado; Dilma boa, mas presa aos esquemas do PT; e goste de Aécio Neves (ufa!), disse com todas as letras que Lula é analfabeto, grosseiro, cafona e não sabe falar.
Óbvio que declarar o voto em Marina lhe renderia pouco espaço na mídia, mesmo a que tem orgasmos quando ele abre a boca para cometer suas pérolas. Caetano sabia, como FHC sabia, que só ganharia as manchetes se atacasse Lula.
Enquanto Fernando Henrique e Caetano Veloso, o lorde e o dândi, babavam por uma réstia de notoriedade, Lula, o analfabeto, recebia na Inglaterra, onde se reuniu com a Rainha Elizabeth, o título de liderança mundial de 2009.
Manteve-se olimpicamente indiferente ao que pensam o grande intelectual e o genial compositor, que brevemente estarão de volta às paradas de insucesso, enquanto a banda toca e a vida segue.
Sem eles…
Uma ponte que nao é apenas uma ponte

Ainda está para ser devidamente mensurada a importância da ponte sobre o Rio de Contas, inaugurada pelo governador Jaques Wagner, que liga Camamu a Itacaré.
Não se trata, obviamente, de uma ponte que liga apenas duas cidades do litoral baiano, ainda que Itacaré seja atualmente um dos principais destinos turísticos do Nordeste.
Trata-se, isso sim, uma obra que interliga, via ferryboat, Salvador e região metropolitana ao Baixo Sul e ao Sul da Bahia, encurtando distâncias e evitando o tráfego pesado e perigoso da rodovia BR 101 e na quase sempre congestionada rodovia Salvador-Feira de Santana.
A ponte é o elo de ligação que une e integra uma faixa considerável do litoral baiano, numa estrada que é cenário de uma natureza exuberante, em meio a rios, cachoeiras, mata atlântica e uma biodiversidade espetacular. Não por acaso, a rodovia BA 001 recebeu o nome de “Estrada Ecológica”.
A obra não terá impactos positivos apenas no turismo, que já se fazem sentir no aumento do fluxo de pessoas em Itacaré, Camamu e nas praias ilheenses, mas também na atração e consolidação de outros investimentos, que virão na esteira de projetos importantes como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, a Zona de Processamento de Exportações, o novo aeroporto de Ilhéus e ainda o Gasoduto da Petrobrás, este um pouco mais distante da faixa litorânea.
São equipamentos capazes de dar um novo impulso a uma economia que sempre dependeu do cacau, que se fragilizou após a chegada da vassoura-de-bruxa e que tem a oportunidade de ganhar um novo impulso, gerando um duradouro ciclo de desenvolvimento sustentável.
Sem correr o risco do exagero, pode-se afirmar que esses investimentos deverão provocar, no Sul da Bahia, o mesmo impacto econômico gerado pela implantação do Pólo Petroquímico de Camaçari, há quarenta anos.
A ponte é, portanto, o símbolo de um novo tempo, que deixou a categoria de promessa, das quais estamos cansados, e já está começando.
O desafio -e ele precisa ser encarado- é justamente proporcionar o desenvolvimento sustentável, de maneira que a atividade econômica geradora de emprego, renda e qualidade de vida, esteja diretamente associada à conservação ambiental.
Tão necessários quanto o porto, o aeroporto, a ferrovia e os empreendimentos complementares será a preservação da natureza, através da adoção de um modelo que não infira danos ao meio ambiente, uma equação que não é de todo impossível, muito pelo contrário.
É possível, sim, fazer do Sul da Bahia uma região de economia forte e dinâmica e ao mesmo tempo conservar para as gerações futuras um patrimônio ambiental que é uma verdadeira dádiva na Mãe Natureza.
Em vez de um abismo entre desenvolvimentistas e ambientalistas, é preciso que entre eles haja uma ponte que atende pelo nome de diálogo.
O caminho está traçado.
E será menos tortuoso e atribulado se quem está junto nessa estrada compreender que o objetivo é (ou deveria ser) o mesmo: uma vida melhor para os milhões de sulbaianos desejosos de atravessar essa ponte que separa a crise e a miséria do desenvolvimento e da possibilidade de uma vida melhor.
FECHA O BICO, PAPAGAIO!

Durante a visita a Itacaré, para a inauguração da ponte sobre o Rio de Contas, o governador Jaques Wagner deu uma bronca antológica nos chamados ´papagaios de pirata´, aquele grupo de políticos e lideranças que sempre fica em torno da autoridade principal, pra sair nas fotos e nas imagens da televisão.
Incomodado com as conversas paralelas atrás dele no palanque oficial, enquanto discursava, Wagner interrompeu o pronunciamento e disse:
-Vocês querem fazer o favor de ficarem quietos porque essas conversas estão me atrapalhando. E eu vim a Itacaré para falar com o povo.
Teve ´papagaio de pirata´que não apenas fechou o bico, como tratou de bater asas lá para os fundos do palanque
CAIXA DE M…
A Caixa Econômica Federal bem que poderia investir menos em propaganda e mais na melhoria da qualidade dos serviços, que estão cada dia piores.
Nas agências da CEF em Itabuna, a espera na fila pode passar de duas horas, num ambiente lotado. E nem adianta tentar usar os caixas eletrônicos, que de tão obsoletos parecem ter saído da Idade da Pedra.
Vá pra Caixa você também.
Mas vá sem pressa, porque demooooooooooooora.
CHUVA DE NOTÍCIAS IMPORTANTES
Domingão de feriado prolongado, chuvoso, um convite pra ficar em casa.
Mas, o que seria de nós se não fosse a internet, a nos oferecer algumas informações, sem as quais a vida não teria sentido?
Exemplos? Eles estão aí, aos borbotões. Confira…
Claudia Leitte tapa o rosto
e mostra as pernas em show
Ex- de Adriano samba
com calcinha à mostra
De mini-saia, Nana Gouveia
vai à quadra da Viradouro
Perlla sobe no palco com
vestido curtinho no RJ
Ex-´No Limite” vende
flores e seduz na feira















