:: ‘Zika Virus’
Cooperação internacional entre ONU e Bahiafarma
Uma reunião entre representantes do Governo da Bahia, da Bahiafarma e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), marcou o início da cooperação internacional entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o laboratório público baiano na luta contra o avanço global da epidemia de Zika.
O encontro, realizado na sede do Pnud, em Genebra (Suíça), foi agendado pelos diretores da organização, interessados em conhecer melhor os testes rápidos de diagnóstico de infecção por Zika vírus desenvolvidos pela Bahiafarma e a possibilidade de aplicação do dispositivo em áreas onde já há surtos da doença ou há muito risco de que eles ocorram.
“Devemos assinar em breve, no Brasil, um memorando de entendimentos para formalizar o acordo e dar início aos trabalhos de cooperação”, afirma o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. “Existe o interesse imediato de aquisição dos testes para uso em áreas onde os surtos de Zika já são realidade, sobretudo em países carentes, como Cabo Verde e Guiné-Bissau.”
Também presente na reunião, o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, destaca que a disponibilidade de testes rápidos para diagnóstico de infecção por Zika vírus seria um novo suporte do Pnud para países que já são beneficiados com ações semelhantes no trato com outras enfermidades. “São países para os quais o Pnud já usa fundos internacionais para aquisição de testes de diagnóstico de malária, por exemplo, que teriam o auxílio ampliado para a Zika”, explica.
O secretário e o executivo seguem de Genebra para Copenhague (Dinamarca), onde se reúnem, nesta sexta-feira (18), com diretores do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Bahia desenvolve primeiro teste rápido do Zika Vírus no Brasil

A Bahia deu um passo importante para o enfrentamento, no Brasil, ao Zika Vírus, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypt. Por meio da Fundação Bahiafarma, órgão vinculado à Secretaria da Saúde (Sesab), o estado foi o primeiro a criar um teste sorológico rápido de identificação da doença, chancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A tecnologia, que poderá ser produzida e comercializada em todo o País, vai acelerar a conclusão do diagnóstico, que atualmente leva meses para ser obtida. A informação foi divulgada à imprensa pelo secretário Fábio Vilas-Boas, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (31), no Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA), no bairro de Brotas, em Salvador.
O teste rápido permite a detecção por meio do comportamento dos anticorpos do paciente em qualquer fase da doença, o que, além de confirmar o diagnóstico em até 20 minutos, colabora também na identificação de infecções recentes (até duas semanas). O procedimento chega a custar 15 vezes menos do que a técnica laboratorial conhecida como PCR, usada atualmente para identificar os casos da doença. De acordo com Vilas-Boas, o teste em tempo hábil facilita as ações de combate à epidemia e dá mais segurança à população.
“Em qualquer posto de saúde, seja nos lugares próximos ou nos mais longes, o paciente saberá, em minutos, a resposta [se tem ou não a doença]. Hoje temos várias pessoas com o sintoma, mas sem o diagnóstico definitivo. A informação é de grande valia para o cidadão. Principalmente para as mulheres com idade gestacional, saber se tem ou se já teve a infecção pelo Zika Vírus, vai ser importante para a decisão de iniciar ou não uma gestação”, afirmou o secretário.
O desenvolvimento do teste foi realizado por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia e a empresa sul-coreana Genbody Inc.m, que firmaram um acordo de transferência de tecnologia para a Bahiafarma. A partir da assinatura, foram dez meses de pesquisas conjuntas, até que a fundação baiana conseguisse cumprir todas as exigências da Anvisa. Com a autorização da agência reguladora, a Bahiafarma está apta para atender à demanda do Ministério da Saúde, com previsão inicial de 500 mil testes por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“O registro da Anvisa traz uma inovação por permitir que a população tenha acesso a um produto que foi desenvolvido e testado no âmbito do nosso arcabouço regulatório, que é altamente exigente e considerado um dos melhores do mundo. Isso garante a segurança do cidadão na utilização do produto e a melhor condição de acesso”, explicou o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.
Em breve, segundo o secretário Vilas-Boas, o Ministério da Saúde deve divulgar o protocolo para a utilização dos testes rápidos de acordo com a política nacional de saúde, mas ainda não foi definido o valor que será cobrado, nem qual vai ser o critério adotado para atender o cidadão.
Zika Vírus na Bahia
Há pouco mais de um ano, o Brasil passou a conviver com o Zika Vírus, até então desconhecido pela humanidade. A doença provocada pela picada do mosquito aedes aegypt, o mesmo vetor de transmissão da Dengue e da febre Chikungunya, fez muitas vítimas, afetando a saúde da população e deixando o poder público em estado de alerta. Na Bahia, durante os últimos 12 meses, foram notificados 105 mil casos suspeitos de infecção. Só este ano, até o dia 5 de maio, houve o registro de 36.725 casos. Com o teste rápido, o que tem sido uma dúvida preocupante para a população será desvendado em minutos.
Artigo de pesquisadores baianos sobre Zika é destaque em revista internacional
Destaque na revista “The Lancet” desta semana, o artigo Intitulado Zika virus and microcephaly in Brazil: a scientific agenda, tem como um de seus autores o Reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar de Almeida Filho. O artigo indica lacunas no conhecimento científico sobre o Zika vírus e propõe um plano estratégico e urgente para aumentar as chances de sucesso contra a epidemia e seu efeito potencialmente mais grave: a microcefalia. Os pontos centrais dessa iniciativa devem ampliar o conhecimento científico e tecnológico sobre o vírus e seu vetor — o mosquito, e principalmente sobre a doença, seu diagnóstico e seu tratamento, viabilizando testes para vacinas e exames mais eficazes para detectar a doença.
O autor principal do estudo é Maurício Barreto, da Fiocruz/BA. Outros pesquisadores baianos também participaram do estudo, sendo dois deles grapiúnas, destacando a cidade de Itabuna e a UFSB no cenário da pesquisa epidemiológica mundial.
“The Lancet” é reconhecidamente a mais antiga revista científica existente, sendo considerada, por seu alto impacto, a mais importante revista científica da área médica do mundo.
Casos de zika vírus superam dengue em Itabuna
“Os casos de zika vírus, uma das viroses mais graves transmitidas pelo Aedes Aegypti, superam a dengue. Mas a grande preocupação é saber que em praticamente em todas as residências existem pequenos focos de larvas, a exemplo de um simples bebedouro de parede e ou reservatório de água da geladeira”. Foi o que disse o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, durante palestra na noite da quinta-feira, no Rotary Clube Itabuna Sul.
O secretário foi convidado para uma reunião ordinária da entidade para falar sobre “prevenção e tratamento da microcefalia”. Por cerca de meia hora, Paulo Bicalho mostrou, por meio de gráficos e vídeos, a origem do mosquito que surgiu na África e ganhou o mundo, os números no Brasil, na Bahia e em Itabuna e como tem se proliferado rapidamente.
Também falou dos efeitos noviços para a população infantil, adulta e idosa, sobre a gravidade do momento atual e deixou claro que a situação para os próximos meses não é nada animadora. O secretário Paulo Bicalho acredita que, entre os meses de março e abril, metade da população itabunense deverá contrair viroses.
Dilma mobiliza o país na guerra contra o mosquito da dengue
Nesta quarta-feira (3), a Presidenta Dilma Rousseff afirmou em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão que a “guerra” contra o mosquito Aedes aegypti é complexa e exige o engajamento de todos. O mosquito transmite o zika vírus, apontado como responsável pelos casos de microcefalia registrados no país desde o ano passado.
OMS declara emergência mundial por surto de zika vírus e pede vigilância máxima
A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou nesta segunda-feira (1º) que o surto de zika vírus é uma emergência de saúde pública internacional, que exige uma resposta urgente e única, com vigilância máxima pelos governos de todo o mundo. Segundo os especialistas, o vírus está se espalhando muito e de maneira rápida, com consequências devastadoras.
Apesar dos sintomas de zika, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, serem de pouca gravidade, há evidências que vinculam a doença ao número excepcionalmente elevado de casos de bebês que nascem com microcefalia, uma má-formação do cérebro, no Brasil. A informação mudou o perfil de risco de zika, de uma leve ameaça a algo de proporções alarmantes.
O último alerta deste tipo feito pela OMS ocorreu em agosto de 2014, quando o surto de ebola se expandia em países da África. Desde a reformulação do Regulamento Sanitário Internacional, em 2007, além do ebola, apenas as doenças H1N1, em 2009, e pólio (em 2014) receberam tal status.
Nas Américas do Sul e Central, 24 países já reportaram casos de zika vírus. O Brasil fez um alerta em outubro sobre um número elevado de nascimentos de crianças com microcefalia na região Nordeste.
Os casos de transmissão de zika concentram-se nas Américas, mas estão presentes na África, Ásia e Oceania. O vírus também foi detectado na Europa e nos Estados Unidos, em pessoas que viajaram ao exterior. (do UOL)
Em Brasília, Rui busca recursos federais para executar ações prioritárias de convivência com a seca
“Nosso objetivo é viabilizar todas as ações que consideramos prioritárias e emergenciais para garantir o abastecimento de água e a convivência da população com a falta de chuva no semiárido”. Além de traduzir o empenho do Governo do Estado com a adoção de medidas de enfrentamento à estiagem, a declaração do governador Rui Costa revela uma das principais missões dele em Brasília nesta terça-feira (8).
Pela manhã, Rui se reúne com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, para apresentar as demandas da Bahia e buscar os recursos federais necessários para essas ações emergenciais no interior do estado. A agenda no Ministério é um desdobramento do encontro com a presidente Dilma Rousseff no dia 19 de novembro, também em Brasília, que tratou da crise hídrica no país.
Na lista que será apresentada ao ministro – composta por nove itens prioritários – estão a implantação de adutoras e sistemas de abastecimento para consumo humano, perfuração de poços, ampliação da capacidade de reserva de água e contratação de carros-pipa para municípios em situação de emergência em razão da estiagem.
“Reuni o nosso melhor quadro técnico para definir essas ações que vão complementar tudo que já temos feito para garantir qualidade de vida a quem vive em regiões que convivem com a estiagem. Agora, vamos buscar os recursos necessários para que eles saiam do papel o mais rápido possível”, acrescentou o governador.
À tarde, será a vez do ministro da Integração, Gilberto Occhi, receber o governador Rui Costa para tratar de demandas ligadas à recuperação do açude do Rio Cariacá, no município de Monte Santo, e ações na região do São Francisco, como o Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) da cidade de Campo Alegre de Lourdes.
Além das agendas sobre a convivência com o semiárido, Rui também se reunirá em Brasília com a presidente Dilma Rousseff para discutir ações de enfrentamento à epidemia de Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, também causador da Dengue e do Chikungunya. A preocupação com a doença tem aumentado em todo o país, devido à comprovação de sua relação com o aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos.
Itabuna confirma 6 casos de microcefalia
O Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, confirmou o registro de 6 casos de microcefalia desde outubro. O número é diferente do apresentado pela Secretaria Estadual de Saúde, que informou que houve apenas uma ocorrência.
A divergência pode ocorrer por falha de comunicação dos hospitais ou na atualização dos dados pela Secretaria Estadual de Saúde. O Ministério da Saúde criou um protocolo para que todas as ocorrências sejam devidamente notificadas.
Em Itabuna, de acordo com a diretora médica do Manoel Novaes, Fabiane Irla Chavéz, nos últimos meses houve um aumento significativo de casos de microcefalia, quando o bebê nasce com a circunferência da cabeça menor que 33 centímetros.
Estudos do Ministério da Saúde revelam que cerca de 90% das crianças com microcefalia correm o risco ter algum problema. Elas podem apresentar distúrbio neurológico, psíquico e motor. As crianças podem ter dificuldade de aprendizado.
A suspeita é de que a microcefalia tenha relação com o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é para que mulheres com zika vírus evitem engravidar e procure um especialista. (A Região Online)
Sesab debate complicações neurológicas relacionadas a Dengue, Zika e Chikungunya
Diante do aumento de casos da Síndrome de Guilain-Barré, que até às 10h desta terça-feira (07), já tinham sido notificados 54 casos este ano, e outras complicações neurológicas relacionados à Dengue, Chikungunya, Zika e outras Doenças Exantemáticas Indeterminadas, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reunirá profissionais de saúde no Painel “Complicações neurológicas relacionadas à tríplice epidemia de arboviroses no Estado da Bahia”. O evento ocorrerá amanhã (08), a partir das 13h30, no auditório principal do Hospital Geral Roberto Santos.
No encontro serão feitas apresentações do Protocolo Clínico da Síndrome de Guilain-Barré, do plano operativo emergencial da rede de atendimento aos pacientes com manifestações neurológicas associadas à tríplice epidemia. Serão ainda feitas exposições da epidemiologia da dengue, Chikungunya e Zika/Doenças Exantemáticas Indeterminadas e sobre a manifestação clínica e complicações neurológicas mais frequentes nos casos dessas três doenças.
Participarão do encontro representantes do Ministério da Saúde, da Sesab, além de médicos e responsáveis pelos Núcleos de Vigilância Epidemiológica das Unidades de Pronto Atendimento-UPA, Samu e hospitais e coordenadores Municipais de Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica.














