:: ‘Terreiro Matamba Tombenci Neto’
Último Encontro da Tradição Oral encerra Novembro Negro em Ilhéus
O ciclo de debates sobre educação patrimonial, memória e ancestralidade, promovido pelo Memorial Unzó Tombenci Neto, encerra nesta sexta, dia 28. O último Encontro da Tradição Oral vai acontecer no Terreiro Matamba Tombenci Neto, a partir das 19 horas, com entrada gratuita.
A roda de conversa vai contar com a presença de Adriane Batata, arquiteta e urbanista e doutora em Ambiente e Sociedade pela Unicamp; Anarleide Menezes, secretária de cultura de Ilhéus, e Danillo Souza, superintendente de Promoção da Igualdade Racial de Porto Seguro. O diálogo será mediado pelo Tata Marinho Rodrigues.

O evento também vai contar com uma apresentação de integrantes da Associação de Capoeira Angola Mucumbo, fundada pelo saudoso Mestre Virgilio. Em seguida, o ocorrerá o lançamento do projeto Katinguelê-Bantu, que vai oferecer, por meio da ONG Gongombira, oficinas gratuitas de Percussão Ancestral, Capoeira Angola e Letramento Racial para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos.
Primeiro memorial de matriz africana do sul da Bahia passa por reformas em Ilhéus
O Memorial Unzó Tombenci Neto, inaugurado em 2006, é um espaço que reúne um acervo de fotografias, documentos e objetos com a história do Terreiro Matamba Tombenci Neto, centenário terreiro de candomblé Angola, fundado em 1885, no Alto da Conquista, em Ilhéus.

Fundado por Tiodolina Félix Rodrigues, a Nêngua de Inkice Iyá Tidú, hoje o templo religioso é dirigido por Mameto Mukalê (Ilza Rodrigues). Em mais de um século de existência, o espaço sagrado passou a ter uma relação importante com a comunidade à qual pertence e se tornou símbolo de resistência antirracista no sul da Bahia.
A primeira reforma do Memorial Unzó Tombenci Neto aconteceu há dez anos, em 2015, e foi viabilizada após mobilização virtual para arrecadação de fundos destinados ao custeio da obra. Desde então, sem reparos e manutenções adequadas, houve degradação da estrutura que abriga uma parte importante da história do povo ilheense.
Espetáculo “Foi lá no Atísà” celebra riso e ancestralidade no Terreiro Matamba Tombenci Neto
O Terreiro Matamba Tombenci Neto, localizado no bairro da Conquista (Av. Brasil, 485), em Ilhéus, será o palco da próxima apresentação do espetáculo “Foi lá no Atísà”, no dia 1º de novembro de 2025 (sábado), às 16h. A apresentação é gratuita e aberta a todas as idades, convidando o público a viver uma experiência artística que une o riso, a espiritualidade e a celebração da ancestralidade afro-brasileira. A montagem é o primeiro espetáculo de Palhaçaria de Terreiro do Sul da Bahia, integra o projeto Encantadoras do Riso e é fruto de imersão em Palhaçaria de terreiro ocorrida em setembro com a Mestra Antônia Vilarinho.

Realizado pelo Coletivo de Palhaçaria Feminina As Madallenas, em parceria com o Grupo Teatro/Circo Maktub, o espetáculo tem Ori-entação e Direção Geral da Mestra de Palhaçaria de Terreiro Antônia Vilarinho e Co-direção de Driely Alves. A obra convida o público a vivenciar uma experiência sensorial e afetiva onde o riso, o corpo e a memória se entrelaçam como formas de celebração e resistência.
Sobre a peça: Muito bem vestidos, um grupo de palhaces se prepara para celebrar uma grande festa. Na sombra do Atísà, brincam no terreiro das memórias e reencontram sua identidade. Que festa é essa que está por começar? Na busca de uma palhaçaria muito nossa e sob a Ori-entação de Antônia Vilarinho, nasce “Foi lá no Atísà” — um mergulho poético e bem-humorado na forma de fazer rir e de celebrar a nossa ancestralidade.
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