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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘Memorial Unzó Tombenci Neto’

Primeiro memorial de matriz africana do sul da Bahia passa por reformas em Ilhéus

O Memorial Unzó Tombenci Neto, inaugurado em 2006, é um espaço que reúne um acervo de fotografias, documentos e objetos com a história do Terreiro Matamba Tombenci Neto, centenário terreiro de candomblé Angola, fundado em 1885, no Alto da Conquista, em Ilhéus.

Fundado por Tiodolina Félix Rodrigues, a Nêngua de Inkice Iyá Tidú, hoje o templo religioso é dirigido por Mameto Mukalê (Ilza Rodrigues). Em mais de um século de existência, o espaço sagrado passou a ter uma relação importante com a comunidade à qual pertence e se tornou símbolo de resistência antirracista no sul da Bahia.

A primeira reforma do Memorial Unzó Tombenci Neto aconteceu há dez anos, em 2015, e foi viabilizada após mobilização virtual para arrecadação de fundos destinados ao custeio da obra. Desde então, sem reparos e manutenções adequadas, houve degradação da estrutura que abriga uma parte importante da história do povo ilheense.

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Ilhéus: Encontros da Tradição Oral celebram memória e ancestralidade no Novembro Negro

Foto_Flávio Rebouças

O Memorial Unzó Tombenci Neto realiza, durante o mês de novembro, o projeto “Encontros da Tradição Oral – Educação Patrimonial, Memória e Ancestralidade”, uma série de rodas de conversa que integram a programação do Novembro Negro. Os encontros acontecem sempre às sextas-feiras, às 19h, no Terreiro Matamba Tombenci Neto, em Ilhéus, com entrada gratuita.

Foto_Talita Barbosa

A programação tem início nesta sexta, dia 7, com Mãe Ilza Mukalê, matriarca do Terreiro Matamba Tombenci Neto, acompanhada das museólogas Juliane Silva e Vitória Bispo, e do guia de turismo Arthur Gregório, sob mediação de Tata Marinho Rodrigues, presidente da ONG Gongombira. No dia 14, o diálogo será entre Tata Marinho Rodrigues e Maria Áurea de Souza, presidente da Rede de Museus e Pontos de Memória do Sul da Bahia, com mediação do pesquisador e contramestre de capoeira Paulo Magalhães.

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