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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Sonia Haas’

Dr. Juca, um herói brasileiro

Estudantes da Universidade Católica de Brasília produziram um documentário-depoimento com a jornalista Sonia Haas, irmã do médico e militante do PC do B, João Carlos Haas Sobrinho, o Dr. Juca, que participou da Guerrilha do Araguaia e foi assassinado durante a repressão da Ditadura Militar.

O corpo do Dr. Juca nunca foi encontrado. No vídeo, realizado pela equipe do CRTV do Curso de Comunicação da UCB , Sonia Haas relembra a trajetória do irmão e conta como a ditadura afetou sua família e a de milhares de brasiiros.

Um depoimento para a História. Confira:

ARAGUAIA: UMA FERIDA ABERTA NO CORAÇÃO DA SELVA

Guerrilha do Araguaia ”deixou marcas profundas que não tem como apagar”. Entrevista especial com Sônia e Tânia Haas

“Ele perseguia um ideal, e isso tem a ver com a formação que tivemos em casa, de ter um olhar humanitário, de se preocupar com o próximo”, dizem  as irmãs do médico gaúcho, assassinado na Guerrilha do Araguaia há 40 anos. 

Confira a entrevista, publicada no site  do    Instituto Humanitas Unisinos – IHU é um órgão transdisciplinar da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS

 

Sônia Tânia Hass são duas gaúchas que tiveram suas vidas marcadas pela ditadura militar. Ainda hoje elas carregam lembranças tristes desse período e tentam esclarecer fatos que, por vezes, insistem em ficar esquecidos. Elas são irmãs do médico são-leopoldenseJoão Carlos Haas (foto), militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), assassinado durante a Guerrilha do Araguaia, em 1972. Ainda crianças, quando João Carlosfiliou-se ao partido, Sônia Tânia perderam o contato com o irmão e tiveram notícias dele através das cartas que enviava. “Essas cartas eram muito genéricas. Ele sempre escrevia: ‘não se preocupem comigo, estou bem, estou fazendo o que gosto’ (…). Ele dizia que logo poderíamos nos ver e matar a saudade. Mas nunca dizia onde estava morando, e não tínhamos como enviar cartas para ele”, conta Sônia. “Nos domingos, sempre esperávamos por ele na frente de casa, sentadas em um banco. Continuamos esperando todos os domingos, por muito tempo”, recordaTânia. A última carta do irmão chegou em julho de 1968. Ele morreu em 1972, mas a família só soube em 1979.

Com a abertura democrática, Sônia Haas engajou-se na luta pela busca dos desaparecidos políticos e, desde então, fez algumas visitas ao Araguaia, onde seu irmão foi enterrado. “Ainda suspeitamos que João Carlos esteja enterrado no cemitério de Xambioá, e se Deus quiser ainda vamos encontrar seus restos mortais. Nós, familiares, tivemos que ter muita coragem para remexer nesta história, porque não era fácil, sempre sofremos pressões indiretas (…). Cada familiar é engajado na luta coletiva, mas a busca é por cada um dos nossos entes queridos, é pelo resgate da história e a conquista da dignidade do sepultamento”, disse à IHU On-Line, quando esteve, recentemente, em São Leopoldo para participar de uma homenagem feita ao seu irmão pela prefeitura do município.

Quarenta anos depois, Sônia avalia que o irmão foi motivado a participar da Guerrilha do Araguaia porque queria “salvar vidas, ajudar o próximo, ao ver a pobreza do Brasil, o descuido com a educação, com a saúde, com a gestão pública”. Na entrevista a seguir, ela e a irmã Tânia falam das angústias vividas nesse período e das dificuldades de recontar essa história nos dias atuais. “O triste é que tivemos que garimpar tudo por nós mesmas durante muito tempo, porque não recebíamos apoio do Estado. Hoje existe um movimento de responsabilidade da União que faz essas buscas, mas porque está cumprindo uma sentença da Corte Interamericana de Justiça. (…) A União não teria condições de fazer nenhum trabalho hoje se nós não tivéssemos buscado informações sobre os desaparecidos logo após a ditadura. A história estaria mais esquecida ainda e nossa luta ficaria sem bases”, lamenta.

Sônia Haas é publicitária formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos e gestora de Comunicação e Cultura na Companhia de Gás da Bahia – BAHIAGAS, em Salvador, BA. Tânia Haas Costa é formada em Química, e leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
Confira a entrevista. 

:: LEIA MAIS »

Rio Grande do Sul homenageia os 40 anos da morte de João Carlos Haas Sobrinho

O domingo (30/9) marcou os 40 anos da morte de João Carlos Haas Sobrinho, médico leopoldense que integrou a Guerrilha do Araguaia durante o Regime Militar e foi morto em combate. No novo Centro Administrativo do Município, em frente ao busto do Dr. Juca, apelido do médico leopoldense, o Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) prestou uma homenagem na manhã de sábado que reuniu parentes e amigos de João Carlos, além de militantes de seu partido e dos direitos humanos. “Eu via ele como uma pessoa incapaz de matar uma formiga. Mas ele já achava que a solução viável para combater a ditadura era a guerra civil”, conta Marco Aurélio Bemvenuti, 69 anos, amigo de juventude do guerrilheiro.

“A lembrança que tenho dele é de uma criança muito tímida, mas também muito inteligente”, recorda a prima Maria Luíza Linck. Também no sábado pela manhã, o médico foi homenageado no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, quando o diretor, Márcio Linck, recebeu de Sônia Maria Haas, irmã, um álbum digital com fotos, documentos e curiosidades de João Carlos. Na sexta-feira, a homenagem ocorreu no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM).

BIOGRAFIA

Em 1963, enquanto cursava Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Carlos Haas Sobrinho foi eleito presidente do Centro Acadêmico Sarmento Leite. Após o golpe militar, teve a matrícula cassada ao ser preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) por ser militante de esquerda. Após liberado, a Ufrgs voltou atrás e Haas se formou. Em 1966, fez treinamento de guerrilha na China. No ano seguinte, abriu um hospital em Porto Franco, Maranhão. Em 30 de dezembro de 1972, morreu em combate contra fuzileiros navais do Exército Brasileiro no Pará. Até hoje, é dado como desaparecido pelo Exército. (do jornal  Vale dos Sinos)





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