:: ‘poluição sonora’
Representantes do comércio debatem sobre poluição sonora no centro de Itabuna
Represe
ntantes da ACI, CDL e Sindicom de Itabuna estiveram reunidos nesta segunda-feira, 12, com o juiz Ulysses Maynard, da 28ª Zona Eleitoral, com o objetivo de debater sobre a poluição sonora dos eventos políticos no centro da cidade.
De acordo com os representantes das entidades, o comércio do centro vem sofrendo com a falta de estacionamento, sem a Zona Azul e o comércio ambulante na calçada. Com a eleição, essa dificuldade se agravou, a partir da quantidade de eventos políticos que acontecem no centro e a utilização de equipamentos de sons que ultrapassam o limite permitido de até 80 decibéis, e com potência nominal de amplificação acima de 20.000w (vinte mil watts).
Durante a reunião, o juiz Maynard destacou que será expedida pela Justiça Eleitoral (28ª ZE/BA) uma portaria que disporá sobre o auxílio de demais órgãos de fiscalização, especialmente à Secretaria de Segurança e ordem Pública – SESOP, no controle de eventuais irregularidades na veiculação de propaganda eleitoral, notadamente em relação à carros de som.
Aumenta multa para lixo e poluição sonora em Itabuna
Após duas votações na Câmara de Vereadores, foram aprovadas alterações à Lei 2.195/2011, o Código Ambiental e do Equilíbrio Ecológico do Município de Itabuna. As mudanças, propostas pelo Executivo, reveem penalidades à poluição sonora e ao despejo de lixo em terrenos baldios, entre outras irregularidades. Começando sempre por advertências, depois multas a partir de R$ 150,00.
No caso de som, ruídos e vibrações acima dos limites permitidos àquele local e horário, a multa pode variar de R$ 150,00 a R$ 5 mil. Estes valores poderão ser cobrados, também, pelo não atendimento dos padrões de qualidade do ar e da água. A mesma faixa de punição vem por causa de atividades sem autorização ambiental.
A legislação refere-se, ainda, ao despejo de resíduos de uso doméstico no solo ou em corpos d’água. É o caso do Rio Cachoeira. Tais infrações também podem levar a multa de R$ 150,00 a R$ 5 mil. O mesmo aplica-se à construção em canteiros ou instalação em equipamentos nos canteiros marginais dos canais.
“Disciplina para melhorar”
Presidente da Câmara, Erasmo Ávila (PSD) reiterou que a modificação ora apreciada tinha sido solicitada pelo Ministério Público há muito tempo. “Porque as multas ambientais eram R$ 50,00 desde 2010. Esse valor por um desequilíbrio ecológico é inadmissível”, declarou.

Os relatores da matéria, Alex da Oficina (Agir) e Ronaldão (PL), destacaram ser esta uma forma de disciplinar a população. Afinal, respeito ao meio ambiente é também questão de saúde. “Antes, a multa era 50 reais; estava defasado. O interesse do Executivo é, simplesmente, que as pessoas coloquem o lixo no lugar adequado. Porque estão colocando em qualquer esquina, no Rio Cachoeira e isso não fica bem para uma cidade como a nossa”, pontuou Ronaldão.
Para ele, o Executivo acertou. “Vamos colocar disciplina para a cidade melhorar. Vamos gastar bem abaixo do que gastamos com medicamentos, sem insetos, sem ratos. Essas coisas não podem acontecer numa cidade desenvolvida como a nossa”
Citando um bairro, Alex completou: “Tem as conchas coletoras de lixo, mas às vezes as pessoas vêm de todos os bairros e jogam o lixo num mesmo lugar. No Santa Inês mesmo é assim, tem alguns pontos que são viciados; isso é horrível”.
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