:: ‘óleo nas praias’
Sesab discute implantação de comitê de emergência nas áreas afetadas por óleo

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, participou de uma reunião de orientação para implantação do Comitê Operacional de Emergência em Saúde (COE) em Ilhéus. Em virtude da chegada das manchas de óleo que atingem o litoral sul do estado, o Núcleo Regional de Saúde Sul (NRS-Sul), orgão da Secretaria de Saúde da Bahia, convocou o encontro no intuito de articular ações para cuidados com a população exposta ao desastre.
Geraldo Magela destacou que o comitê confere uma atuação articulada entre órgãos das cidades que compõe a base regional. “O Comitê tem autonomia e efetiva ações para tomada de decisões acertadas, além de dispor de uma estrutura integrada que atribui responsabilidades a cada setor”.
O encontro contou com a participação do técnico do Departamento Estadual de Vigilância Ambiental, Antônio Luiz da Silva; Jeovana Catarino, chefe do Setor de Vigilância Sanitária e Fernanda Jovita, chefe do Setor de Vigilância em Saúde do Trabalhador da Sesau, além de representantes dos municípios de Canavieiras, Una, Itacaré e Uruçuca.
O Comitê Operacional de Emergência em Saúde é constituído por representantes de vigilância, vacinação, atendimento hospitalar, atenção básica e assistência farmacêutica dos municípios da macrorregião que compõe o Núcleo Sul.
Óleo no Óleo quero ver o que você diz
Eulina Lavigne
Esta semana uma dor profunda invadiu o meu corpo juntamente com uma falta de ar. A cada notícia que lia a respeito da chegada do óleo nas praias do Nordeste, e da mobilização de amigos e conhecidos, principalmente na região Sul da Bahia, um suspiro, um choro e uma tristeza tenta tomar conta de mim. Quem me conhece sabe que é apenas uma tentativa. Assim que me recuperar estarei à postos.
Durante as minhas caminhadas na floresta converso com Deus, pois acredito que existe Algo Maior, uma energia que nos ampara e nos acolhe e que precisamos confiar e entregar diariamente. Estou aprendendo a fazer isto.
E pergunto a ele, qual a função disso, pois a lamentação não resolve esta séria questão. Para quê precisamos de mais isso, visto que o nordestino é um povo cheio de desafios em sua lida, corajoso e resiliente? Apesar de recebermos críticas e ironias com brincadeiras de pouco, para não dizer nenhum, respeito denominando-nos de preguiçosos, isto é algo que a mim não afeta pois construímos uma grande cidade chamada São Paulo. Uma cidade que tem uma identidade que se chama Brasil, diante da sua diversidade de origens que lá se encontram.
Para quê? Fico muito preocupada com o risco da contaminação da nossa água se esse óleo chegar aos rios. Como será? O que pode acontecer?
Quantas pescadores e marisqueiras estão angustiados e preocupados com a sua sobrevivência? Quantas famílias estão sendo impactadas diretamente neste momento? É muito sofrimento e desfio.
A nossa fauna e flora marinha sendo devastada com total desrespeito e descaso. Penso que a nossa grande Mãe deve estar muito assustada com este bicho chamado Homem.
Óleo nas praias: Governo da Bahia e Marinha unem esforços
A Marinha terá um maior estreitamento de ações com as entidades do Governo do Estado que estão no fronte de combate às manchas de óleo nas praias da Bahia. O comunicado foi feito pelo vice-almirante Silva Lima, comandante do 2° Distrito Naval, ao governador em exercício João Leão, em reunião na manhã desta segunda-feira (28).
“Unir esforços é importante para resolver este desastre ambiental de forma célere. Essa parceria com a Marinha vem contribuir com o trabalho árduo que o Governo da Bahia vem fazendo desde a chegada do óleo em nosso litoral, por meio da dedicação das equipes do Inema e da Secretaria de Meio Ambiente, da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Bahia Pesca, entre outros. Ressalto ainda os voluntários da sociedade, que têm participado ativamente das ações”, destaca Leão.
O assento de órgãos governamentais da Bahia no Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA-Bahia), do 2° Distrito Naval, composto por Marinha, Ibama e ANP, teve início no final de semana. “Os representantes do Governo estadual vão participar do nosso centro de controle local e isto não colide com o comando unificado que já foi estabelecido. São ações complementares que facilitarão a interlocução com o Governo Federal e as entidades que estão em Brasília”, afirma o vice-almirante Silva Lima.
O secretário de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, e o diretor de Águas do Inema, Eduardo Topázio participaram da reunião.
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