:: ‘Natal’
Comércio amplia horário em Itabuna e Ilhéus
Começa neste sábado o horário especial do comércio de Itabuna para as vendas de fim de ano. Naquele dia, as lojas abrem as 9 e fecham às 15 horas. Nos dias 13, 14 e 15, o expediente será das 9 às 20 horas. No dia 16, das 9 às 15 horas.
A CDL definiu com a PM, a Guarda Civil Municipal e a Prefeitura o esquema de segurança. Nos dias 18 e 19 o atendimento será das 9 às 20 horas, nos dias 20 e 22 até às 22 horas, e no dia 23, antevéspera do Natal, até às 17 horas.
Por fim, no dia 24 de dezembro, o fechamento do comércio será às 15 horas. Em todo o período especial, os ônibus estarão circulando em horários diferenciados para atender à demanda. Em alguns dias até a meia noite.
ILHÉUS
O comércio de Ilhéus também vai funcionar à noite nos dias que antecedem o Natal. Pelo acordo firmado entre os sindicatos patronal e dos comerciários, a partir desta sexta-feira, as lojas estarão abertas das 9 às 20 horas.
No sábado será das 9 às 16 horas, de 11 a 14 das 9 às 20 horas, no dia 15 das 9 às 22 horas e no dia 16, das 9 às 18 horas. De 18 a 22 a abertura das lojas acontece das 9 às 22 horas, enquanto no dia 23 será das 9 às 18 horas.
No dia 24, as lojas funcionarão das 9 às 18 horas. O esquema especial vai até o dia 31 de dezembro para atender os turistas.
O Evangelho segundo…

Viajante errante, andava eu lá pelos lados do Oriente Médio. Os negócios, como sempre, iam mal. O dinheiro, quando havia, mal dava para o pão e o vinho. Tempos difíceis, como sempre foram difíceis os tempos para quem não tem a felicidade de nascer rico nesse mundo dividido entre os que tem tudo e nos exploram e os que não temos nada e somos subjugados.
Estava em Belém, uma cidadezinha perdida no mapa. Aquele dia tinha sido excepcionalmente ruim para mim. Tanto que só me alimentara porque um casal – a esposa em adiantado estado de gravidez- dividira comigo um pedaço de pão. Pareciam caminhar a ermo, mas a mulher tinha um semblante de quem trazia no ventre não um filho, mas um tesouro.
Sem dinheiro nem para a mais modesta das hospedagens, fui procurar abrigo nos arredores da cidade. Era uma noite linda e uma estrela lá no céu brilhava mais do que todas as estrelas. Parecia um sinal, nós que àquela época esperávamos tanto por um sinal. Quem sabe alguém capaz de mudar o mundo. Ou, mais modestamente, garantir que todos tivessem pão e moradia digna. Nossos desejos eram simplórios, naqueles tempos simplórios em que vivíamos.
Andei pouco, o suficiente para avistar uma estrebaria. Cansado, só pensava numa reconfortante noite de sono. Ao me aproximar da estrebaria, a surpresa. Lá estava o casal que dividira comigo o pedaço de pão. Ao lado deles, alguns pastores de ovelhas, uns poucos animais. Ao centro, brilhando como a mais brilhante das estrelas, iluminada como a mais intensa das luzes, estava a criança.
Não tive coragem de me aproximar. Cansado, preocupado com o dia seguinte, me afastei e encontrei uma estrebaria vazia. Antes, olhei para aquela criança que tanto me impressionara. Acho que ela sorriu pra mim. Ou, talvez tenha sido só impressão minha.
Naquela noite, sonhei que aquela criança, que os pais deram o nome de Jesus, se transformara num grande líder popular. Não desses líderes que após chegar ao poder viram as costas para o povo e só pensam em fazer fortuna. Mas um líder que combate as injustiças sociais, a violência. Um líder que não apenas divide, mas multiplica o pão. No meu sonho, Jesus arrebatou uma multidão de seguidores, todos eles humildes. Por isso, despertou a ira dos poderosos.
No meu sonho, aquele barbudo revolucionário não se curvou aos poderosos, não desviou um milímetro do bom caminho, nunca abandonou os humildes e pagou um preço altíssimo por isso. Numa tarde sombria como só as tardes trágicas são sombrias, ele foi crucificado.
Meu sonho, entretanto, não terminaria na crucificação daquele homem que eu vira nascer numa noite estrelada. Morto, ele se multiplicou e sua mensagem se espalhou pelo mundo, atravessou séculos, cruzou milênios. O mundo continuaria desigual, mas jamais seria o mesmo, porque ele havia deixado um sinal. Ou melhor, ele era o próprio Sinal. Quem tiver olhos para ver, Veja. Quem tiver desprendimento para seguir, Siga.
No retorno para Belém, notei que a manjedoura onde nascera a criança estava vazia. Os pastores cuidavam de suas ovelhas e a vida seguia seu ritmo normal. Mas, eu estava extremamente inquieto.
Teria sido apenas um sonho? Ou teria, eu, recebido o sinal e não percebido. Durante minhas andanças nunca deixei de olhar para o céu. Em busca de uma estrela que me indicasse o caminho.
Viajante errante, até hoje eu me sinto passageiro de uma história onde poderia ter sido personagem. Porque apenas e tão somente a ação – e não a simples contemplação- é capaz de mudar a História.
E que bela história, que começaria assim:
Viajante errante, andava eu…
Natal Brasileiro: Alegria na Tristeza de Valente
Paulo Gabriel Soledade Nacif
A música de Assis Valente salva o meu Natal. Sempre sinto muito orgulho quando vejo que o Natal brasileiro apesar do Bom Velhinho, com todo o seu excesso de roupas e todo o seu consumismo, com suas frases feitas, sua neve e seus pinheiros, floridos de hipocrisias, foi antropofisado – digerido pela genialidade de Assis Valente, baiano lá das cabeceiras do Recôncavo, Teodoro Sampaio (à época um distrito de Santo Amaro denominado Bom Jardim). É isso: “acontece que eu sou baiano”. Assis Valente digeriu o colonizador, com coentro! Mais um caboclo Capiroba a churrasquear uma carninha na brasa…
É de Assis Valente a música “Boas Festas”: tipicamente brasileira, cheia de ironias e desafios, escondidos numa falsa ingenuidade. Veja que gênio!
Ele começa, candidamente: Anoiteceu / e o sino gemeu / e a gente ficou / feliz a rezar”.
Rapidamente, ele aproveita o momento de submissão e candura e faz o seu pedido: “Papai Noel, vê se você tem / A felicidade pra você me dar”.
Como nunca recebe o presente, Assis Valente entra com toda a ironia que o nosso povo aprendeu após tantas esperanças perdidas: “Eu pensei que todo mundo / Fosse filho de Papai Noel / E assim felicidade / Eu pensei que fosse uma / Brincadeira de papel / Já faz tempo que eu pedi / Mas o meu Papai Noel não vem / Com certeza já morreu / Ou então felicidade / É brinquedo que não tem.”
Tudo isso numa machinha linda, cheia de ritmo e lirismo que penetra e embala o Natal de norte a sul e de leste a oeste ou, como diz Jonh Lennon: Todo o natal – dos fracos e fortes, dos ricos e pobres, do branco e do negro, do amarelo e vermelho.
A marchinha, gênero importado e por aqui já canibalizado por outros caboclos Capirobas, foi perfeita para expressar essa atmosfera sincrética brasileira que expressa infinitas formas de resistências, negociações, reelaborações e redimensionamentos culturais, inclusive nas relações com o sagrado.
Assis Valente, depois de viver em Alagoinhas, Senhor do Bonfim e Salvador, mudou-se com 17 anos para o Rio de Janeiro. Lá foi protético, teve seus desenhos publicados em Revistas, escreveu peças de teatro, mas foi como compositor que alcançou grande sucesso nas vozes de ícones como Carmem Miranda, Orlando Silva e Herivelton Martins.
A sua música Brasil Pandeiro (https://www.youtube.com/watch?v=LfbQevsmxaE) é, para muitos, comparável, a “Aquarela do brasil”: “Brasil, esquentai vossos pandeiros / Iluminai os terreiros / Que nós queremos sambar…”
Ele também compôs “Meu Moreno Fez Bobagem” (https://www.youtube.com/watch?v=koUdoSqrecY) e “Camisa Listrada” (https://www.youtube.com/watch?v=IX41ggikWHI). Ainda hoje há idiotas que questionam Chico Buarque pelas letras de suas músicas que assumem perspectivas femininas, então, imagine como era a reação na década de 1940 quando um compositor escrevia: “Meu moreno fez bobagem / Maltratou meu pobre coração / Aproveitou a minha ausência / E botou mulher sambando no meu barracão / Quando eu penso que outra mulher / Requebrou pra meu moreno ver / Nem dá jeito de cantar /Dá vontade de chorar / E de morrer”.
Enfrentando preconceitos de cor, tendo que explicar a sua orientação sexual, sempre com dificuldades de recolher os seus direitos autorais que hoje o tranformaria num milionário, não é por acaso que Assis Valente é autor de expressões ainda populares no Brasil, como por exemplo nos versos: “Deixa estar jacaré / Que o verão vai chegar / Quero ver se a lagoa secar” (https://www.youtube.com/watch?v=WFwiu3W6lBc)
Esse gênio da raça morreu no dia 06 de março de 1958, com 46 anos de idade. Num bilhete, deixou o último “verso”: “Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.”
É Papai Noel: “A carne mais barata do mercado é a carne negra.”
Estudantes de Floresta Azul promovem ação solidária e presenteiam comunidades carentes
O final do ano aflorou, ainda mais, o sentimento de solidariedade entre os estudantes, professores, gestores e funcionários do Colégio Estadual Fred Gedon, localizado em Floresta Azul, no Sul da Bahia. Eles criaram o projeto “Varal Solidário”, para arrecadar roupas, sapatos e acessórios masculinos, femininos e infantis, para doações a moradores de comunidades carentes da cidade.
O projeto foi idealizado pelos professores da disciplina de Filosofia e também proporcionou um momento de integração entre a comunidade escolar e os beneficiados, durante o varal, que foi realizado no salão paroquial da Igreja de Nossa Senhora Santana. “Em vez de montar sacolas e distribuir os produtos, decidimos fazer diferente. Fizemos uma exposição dos produtos e as pessoas escolhiam o que melhor lhes serviam. Limitamos uma quantidade de dez peças por pessoa, para que todos fossem beneficiados”, explica a professora Nedijêna Aparecida de Oliveira.
Gabriel Pereira Leal, 18, 1º ano, conta que além participar das arrecadações, no dia da distribuição fez a recepção tocando violão e cantando. “Logo que abrimos o evento, percebi que as pessoas estavam inibidas e receosas, então resolvi deixá-las mais à vontade. Enquanto elas escolhiam os produtos a seu gosto e tamanho, eu cantava”. Para o estudante a experiência foi gratificante. “É muito bom poder ajudar o próximo. Saber que um ato solidário meu beneficia muitas famílias”, declara.
Já Rafaela Estevão da Silva, 18, 2º ano, mobilizou toda a família para a ação. “Pedi a minha família, amigos e aos vizinhos que fizessem aquela faxina nos seus guarda-roupas. Sempre tem aquele sapato que está no canto esquecido, que a gente não usa mais e pode servir para outra pessoa. Arrecadei muita coisa em ótimo estado”, comemora.
Crianças de creches carentes celebram Natal com Voluntárias Sociais da Bahia

Aproximadamente 400 crianças de creches localizadas em comunidades carentes de Salvador e região metropolitana tiverama oportunidade de antecipar a comemoração de Natal, com brincadeiras e serviços de saúde bucal, no Odontomóvel, e oftalmológicos, oferecidos pelas Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), no Palácio de Ondina, na capital.
Além das brincadeiras com palhaços, distribuição de brinquedos e lanches, a programação do evento incluiu apresentações artísticas e musicais, como coral e show de mágica. O governador Rui Costa e a primeira-dama, Aline Peixoto, presidente das Voluntárias Sociais, recepcionaram as crianças e acompanhantes, entre elas, mães e professoras.
“A minha intenção e das Voluntárias é proporcionar um dia diferente para estas crianças e, este ano, inovando, pois amanhã [domingo, 18], iremos receber idosos aqui. Eu tenho mais do que preciso. Tenho duas filhas saudáveis e uma família linda. Fazer estes eventos mexe comigo. Adoro ver a casa bagunçada, cheias de presentes. Recebemos muitas doações. É uma realização minha para eles”, afirmou Aline.
Vamos ser parceiros desse Papai Noel
O catador de material reciclável José Sebastião Rodrigues, o Telebahia busca parcerias e o apoio da comunidade para proporcionar um natal alegre para crianças carentes do bairro que ele reside, o Maria Pinheiro, em Itabuna. A meta é arrecadar mais de mil brinquedos que serão distribuídos para as crianças da comunidade, área esta que a violência predomina e as ações sociais do poder público ainda não conseguem chegar a todos os moradores.
Os interessados em doar os brinquedos para a Campanha natalina “Faça o natal de uma criança feliz” basta entrar em contato com Sebastião Rodrigues através do telefone (73) 98861-6881 . “ É só ligar que eu vou até a residência da pessoa buscar o presente. Muitos já me conhecem, sabem o meu trabalho de reciclador, e agora estão conhecendo o meu trabalho social que tem a finalidade de trazer mais alegria para as crianças da minha comunidade tão sofrida, que é a comunidade do bairro Maria Pinheiro e da baixa fria”, explicou
Além da distribuição de brinquedos o reciclador busca o apoio para a realização de uma festa gratuita para as crianças carentes com direito a lanche, recreação e muita diversão para a garotada. “Para isso preciso do apoio da população quem poder ajudar a fazer um natal diferente para nossas crianças basta entrar em contato que eu vou a residência buscar o presente, a doação do lanche, precisamos formar uma corrente do bem, estamos buscando voluntários também para o dia da ação, realizarem brincadeiras com as crianças”, concluiu.
Papai Noel chega pelos Correios
Já foi iniciada a campanha Papai Noel dos Correios de 2016. Em todo o Brasil, as cartas enviadas pelas crianças serão lidas e selecionadas pelos funcionários dos Correios. As que atenderem aos critérios da campanha são disponibilizadas para adoção na casa do Papai Noel ou em outras unidades.
Realizada há 27 anos, a campanha tem o objetivo de responder às cartas das crianças que escrevem ao Papai Noel e atender aos pedidos de presentes daquelas que estão em situação de vulnerabilidade social.
“É a campanha mais bacana dentro da empresa. As cartas ficam à disposição para a pessoa adotar e proporcionar um Natal diferente àqueles que estão pedindo para serem lembrados. Às vezes, é a única oportunidades para as crianças ganharem um presente no fim do ano”, disse o presidente dos Correios, Guilherme Campos.
















