:: ‘John Kennedy’
50 anos do Golpe Militar: como os EUA arquitetaram a ditadura no Brasil
Francisco das Chagas Leite Filho
Neste 22 de janeiro de 2014, ano que marca o primeiro cinquentenário do Golpe de 64 e data em que Leonel Brizola completaria 92 anos de idade, cabe uma reflexão sobre o papel exato que teve o presidente John Kennedy em recorrer aos militares para depor o presidente João Goulart.
Está tudo documentado e postado na internet, pelo Miller Center of Public Affairs, da Universidade de Virgínia. creio que há mais de 10 anos. No meu livro El Caudillo Leonel Brizola, editado pela Aquariana, em 2008, eu traduzo a transcrição que peguei pelo site do Miller, daquela reunião determinante. ocorrida na Casa Branca, em 30 de agosto de 1963 e também postada em meu blog cafenapolitica.com.br, em 15 de dezembro daquele ano.
Dessa reunião participaram além de Kennedy e do embaixador no Brasil Lincoln Gordon, o subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Richard Goodwin e o assessor especial para Assuntos de Segurança Nacional, McGeorge Bundy
Brizola, considerado o grande empecilho na aproximação com Goulart, é citado oito vezes nos diálogos.
O Dia que durou 21 anos
O filme O Dia que durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares, em parceria com o ex-guerrilheiro Flavio Tavares, mostra a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964. A ação militar que deu início a ditadura contou com a ativa participação de agências como CIA e a própria Casa Branca.
Com documentos secretos e gravações originais da época, o filme mostra como os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson se organizaram para tirar o presidente João Goulart do poder e apoiar o governo do marechal Humberto Castelo Branco.
Imperdível para quem quer conhecer os bastidores dos anos de chumbo e a ingerência aberta dos EUA em nações democráticas.
Veja o trailer do filme.
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