:: ‘infância’
Minha infância tem cheiro de cacau
Vânia Fagundes
Chamávamos de armazém o depósito onde as sacas de cacau eram empilhadas umas sobre as outras.
Àquela época, meu pai gerenciava uma empresa de importação e exportação de cacau. O que para ele era trabalho, para mim e o meu irmão era só diversão.
Nos sábados passávamos horas brincando de subir nas sacas até chegar ao topo delas. Parecíamos gatos praticando escaladas.
Saltávamos de uma pilha para a outra com tamanha destreza que nunca nos estropiavamos no chão. Acho que o nosso anjo da guarda sempre nos dava uma forcinha.
O empregado do armazém se via doido com a gente. Meu pai não podia ver as nossas peripécias pois o seu escritório ficava do outro lado da rua.

Dávamos cabriolas duplas e triplas, saltávamos de uma lateral para a outra, sempre competindo para ver quem era o melhor.
O cheiro forte da amêndoa escura dominava todo o ar do armazém. Até quem passava pela calçada sentia o aroma inconfundível do cacau.
Voltávamos para casa com as roupas impregnados daquele cheiro forte que ainda hoje mora em minhas lembranças.
LANÇADA CAMPANHA CONTRA ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS
Com o objetivo de alertar a sociedade para o que pode estar acontecendo bem ao seu lado e a importância de denunciar o crime de pedofilia, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) idealizou a campanha “Pedofilia: não feche os olhos para isso”.
Em um vídeo de 2 minutos, uma criança assiste a pessoas do seu convívio darem às costas a ela, enquanto o “monstro da pedofilia” se aproxima.
A propaganda pretende destacar a necessidade de prestar atenção aos sinais de violência sexual que a vítima sofre.
O Disque 100, número de denúncia nacional de crimes contra crianças e adolescentes, recebeu 71% de ligações a mais nos quatro primeiros meses deste ano, se comparado com o mesmo período do ano anterior. Qualquer pessoa pode denunciar o crime. A identidade do denunciante é preservada.
Veja o vídeo:
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