:: ‘imortais’
Imortais

Pedro Laurentino
quem zomba dos nossos mortos
mal sabe que eles não tombam
nem cabem nos funerais
quanto mais cobrem seu corpo
menos cadáver há no morto
mais vivo é o vulto entre nós
há entes que ninguém mata
a história os iça e arrebata
ao templo dos imortais
calai os sorrisos, calai!
curvai as cabeças, curvai!
oh, homens de pouca e de má fé!
a vida é um duelo esquisito
mas nem tudo está escrito
nas tábuas de Maomé
a morte queda e se rende
ao encarar um valente
que morre e fica de pé
PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA!!
PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!!
IMORTALIZAÇÃO EM MASSA NA ALAMBIQUE
Com direito ao melhor da culinária árabe, cortesia do “primo” José Nazal, que veio de Ilhéus especialmente para os comensais e bebensais realizados na sede do Jornal Agora, a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e ETC. (Alambique) promoveu uma sessão de imortalização em massa.
Além do citado Zé Nazal, ingressaram na novel academia Roberta Oliveira, Cláudio Soares, José Adervan, Sérgio Lima e Ronald Kalid, devidamente chancelados por este blogueiro, presidente vitalício e ditatorialício, e o vice Walmir Rosário, com a aprovação dos imortais Domingos Mattos, Afonso Dantas e Maria Antonieta. Como todo banquete árabe, era tanta a profusão de iguarias que sobrou comida.
O que quase não sobrou foi cachaça, apesar da variedade que inclui legítimas branquinhas amarelinhas da Bahia, Alagoas, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além da cerveja Backer (olha o jabá!), recém lançada em Itabuna e que faz algumas cervejas parecerem o que a gente expele depois de tomar muita cerveja.
Para evitar que os futuros imortais ilheenses tenham que se deslocar até a metrópole, o próximo encontro da Alambique será realizado na Barrakitica, um dos maiores redutos da boemia do nosso paradisíaco balneário.
Pronto, depois dessa, na minha próxima ida a Ilhéus terei a chance de avaliar se a imortalidade é pra valer.
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