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Fotolivro ‘Saberes: Flores e Frutos do Mar’ destaca histórias e desafios de marisqueiras do Sul da Bahia
Em meio à Mata Atlântica, no sul da Bahia, cinco mulheres transformam suas vidas e os seus entornos por meio de suas relações de subsistência e de defesa da natureza. Angelina, Rita, Dulciene, Maria Raimunda e Eduarda são as marisqueiras que protagonizam “Saberes: Flores e Frutos do mar”, o primeiro fotolivro digital da série Raiz de MarÉ, da artista visual Mariana Cabral.
A arte da pesca e da mariscagem, na maioria das vezes passados por suas mães e avós, traz para essas mulheres a oportunidade de uma vida livre e a força para buscar os seus direitos. Seus corpos revelam suas histórias e exibem as marcas de um trabalho que exige esforço e acarreta riscos. Mas também são testemunho de dedicação a um lugar que lhes permite a necessária autonomia financeira para seguirem desafiando a violência doméstica e as ameaças externas, como empreendimentos empresariais e grandes obras que impactam nas águas do mar, do rio e nos mangues, transformando diretamente suas vidas e seus territórios.
Com foco na leitura visual de fotografias resultantes de vivências realizadas durante o mês de março deste ano na Aldeia Zabelê (no município de Una), e no entorno da Associação de Pescadores e Marisqueiras do Bairro São Miguel (norte do municípios de Ilhéus), a artista visual Mariana Cabral mostra detalhes dessas mulheres e de suas histórias invisibilizadas . Os textos da jornalista Aline Frazão trazem as vozes dessas mulheres e enriquecem a percepção sobre suas formas de ver e viver o mundo.
Loiro Pivete: Fotolivro retrata movimento estético de jovens negros da periferia
Será lançado amanhã (14), no site www.loiropivete.com.br, o livro digital fotográfico Loiro Pivete: Da Margem Ao Centro, de autoria da fotógrafa baiana Ana Lee Sales. O fotolivro se embala no movimento estético de descoloração e pintura de cabelo de jovens negros de Ilhéus-BA. O projeto é construído com intuito de fortalecer narrativas e valorizar a criatividade e ousadia da moda periférica, que atravessa estruturas, olhares e redefine noções de autoestima e identidade.
O fenômeno popularmente conhecido como “Loiro Pivete” está vinculado a ritmos periféricos como o pagodão baiano e o funk carioca e se estabelece como uma forma de pensar moda a partir de referências de dentro da própria comunidade. Para compor o livro fotográfico, Ana Lee registrou imagens e essências de crianças e jovens nas comunidades onde moram. “Acredito no potencial da arte, cultura e beleza humana na construção de uma sociedade mais justa, plural e diversa, com indivíduos respeitados por sua identidade e estilo, admirados por sua ousadia e inteligência, uma sociedade onde ser pivete seja símbolo de alegria, irreverência e criatividade”, destaca a fotógrafa.
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